segunda-feira, 2 de julho de 2012
sábado, 16 de junho de 2012
Que país é esse?
Nossa vida
é um espelho do mundo em que vivemos. Um microcosmo e uma pequena amostra seja
ela de bondade ou de maldade. Minha vida é sabida por quem não me conhece e
querida por quem sabe quem sou eu. Durante esses quases dois anos que estive na
convivência de grandes amigos na faculdade, aprendi que não temos quase nenhum
amigo de verdade.
Minha
relação com meus colegas de sala é amórfica. Minha vida é, com eles, sem muita
vivência, mas de muito aprendizado. Sou assim, distante. Sou assim, parado,
quieto e educado. Sou professor e me julgo ensinante. Não estou em lugar algum
para aprender se eu não quiser. Na faculdade eu pago para ser bem tratado! Não
pelos corredores, portas, maçanetas ou espelhos, mas pelos funcionários, que de
certa forma eu pago.
Quem não
me conhece sabe quem sou eu. Imagina que ali, somos alunos e distantes, mas
não, somos pagantes. Assim como em um ônibus; assim como em uma pizzaria, ou
padaria; assim como em qualquer lugar onde existe essa relação de “eu preciso”
e ”você me atende”. Não estou na faculdade, pagando, para ser maltratado. E não
maltrato ninguém. Nunca. Jamais.
Meus
colegas de sala sabem que sou eu, vulgo “Carlão”. “Esse bicho é doido”, diria
um amigo.
“Você e
suas coisas” diria outro. Mas nenhum deles seria capaz de dizer o sentimento
pelo qual passei ontem em sala de aula.
Não sou um
aluno que serviria de exemplo, mas sou um aluno exemplar. Não tenho vaidade de
ser o melhor aluno ou o mais querido pelos professores. Poucos são os
professores que merecem serem chamados de PROFESSORES. Mas os poucos bons
professores que ostentam esse título, fazem-me esquecer dos ruins que não
merecem serem chamados como tais. O melhor professor da instituição FCRS que eu
conheço, também foi o que me faz pensar sobre qual o objetivo da faculdade de
Direito; uma frase que ele disse logo na primeira aula do primeiro semestre: “Aqui
não é o mundo lá de fora”. Aquilo foi transcendental.
Pensava eu
que não poderia haver cura para o mal, sem usar o próprio mal como matéria
prima. Não há como encontrar cura para algo que não tenha vindo dele próprio!
Como eu poderia mudar o mundo sem olhar para dentro dele? Como poderia esquecer
o mundo que me maltrata e me magoa? Iria viver aonde? Como eu disse, isso veio
do professor que eu mais admiro na instituição; um cara que não faz chamada,
mas que quer que deixamos nossa presença no mundo irreal! Ele está certo, pelo
menos na visão irreal das coisas.
Eu sou
melhor que qualquer pessoa daquela faculdade, pois é assim que certos
professores me viram. Sentiram-se magoados ou tocados por alguém que eles
achavam conhecer melhor do que ninguém! “Somos intocáveis e não aceitamos
sermos contrariados”. Mas eu, “professor”, sou melhor do que o senhor, pois lhe
tratei de forma justa e a luz da minha justiça. Justiça essa que eu conheço por
educação.
Ontem
enquanto eu esperava começar a prova (AP2) de Direitos Humanos, tentei não
ficar em sala enquanto não fosse necessário. Só adentrei na sala quando já
vinha o professor. Ele chegou, olhou pra mim e foi guardar suas coisas na mesa,
lá na frente. Voltou e me perguntou o que eu fazia ali sentado, ocupando o
espaço dos outros (pasmem!). Eu puxei fôlego e fui o mais breve e calmo
possível, e disse que apenas esperava por fazer minha prova. Ele disse que não
sabia pra que eu ia fazê-la, a prova, pois ele não abonaria minhas faltas. E eu
perguntei se eu não tinha esse direito de fazê-la. Ele parou, olhou e disse que
não fazia a menor diferença se eu ia fazer ou não...
O que eu
poderia ter feito para tanto? Postei neste mesmo Facebook uma crítica a atuação
do professor contra minha colega de sala. Colega essa, mãe e acima de tudo, minha
estimadíssima amiga. No dia em que tentei defendê-la, ela estava errada, pois
tentava “pescar” na prova dele. Ele não titubeou e arrancou de suas mãos o
mundo irreal, trazendo-a ao mundo real. Eu pensei como poderia ser assim? Onde
estão as liberdades e garantias do ser humano? Irônico, não? Onde está o
direito do ser humano, estudante, em exercer sua função laboral? Eu só estudo,
então minha profissão é ser estudante. Não aceito ser maltratado como fizeram
com minha colega, que após o acontecido em sala de aula. Ela, nos jardins
suspensos da FCRS, sucumbia em prantos naquele dia. Eu não poderia deixar
assim. Ela errou? Sim. Mas não precisava passar pelo que passou. Aperto, pois a
sala estava lotada, assim como ontem. Humilhação pública. Motivo de chacota. Não
existia o crime de fraude em concursos (Lei 12.550/11) até dia desses, imagine
o de fraude em prova de faculdade!
Estive
olhando no sistema da FCRS minhas faltas e não tive faltas até o mês de março,
e olha que foi a época em que eu mais faltei! O professor disse que eu poderia
fazer a prova e que nada adiantaria, pois ele não abonaria minhas faltas. Eu não
poderia ter ficado doente, ou qualquer outro tipo de problema? Por que ele veio
logo dizendo isso, que não abonaria minhas faltas?
Quem é
mais criminoso aqui? Eu claro, pois defendi os direitos do mundo real. Direitos
esses os quais cresci e vivi vendo pessoas “intocáveis” usurpando-os de pessoas
de menor valor humano. Eu estou e sempre estarei do lado mais fraco, pois é lá
que me sinto pequeno e com a possibilidade de ver o quão grandioso é a obra de
Deus. Enquanto, outras pessoas vivem em um mundo criado por eles mesmo. Em um mundo
distante da realidade e do sofrimento de quem faz tudo isso acontecer.
Parabenizo-me
e saúdo-me por ser quem sou: um amigo admirado e aclamado pelo silêncio dos
corredores, dos quais espero jamais voltar.
segunda-feira, 11 de junho de 2012
Se estou certo ou errado, nem o tempo dirá.
Todos os
dias deus dá e deus tira. Assim como o diabo faz e refaz. O diabo, claro, está
sempre negativado em nossos acontecimentos ruins e a deus sobra "as
vontades" divinas. Nunca quis entendê-los, pois não tenho pactos ou
promessas a pagar. Preocupa-me, evidentemente, não irritar ninguém.
Claro que
irritar não é a maior especialidade humana, já que a criatura não pode ser
maior que o criador... Ou pode? Bom, criamos deuses. Alguém duvida?
Numa clara
e evidente realidade, divindades
permeiam os pensamentos de bilhões! De alah pra cá, todos entram na seara divinas.
Devemos a elas! Sério? Eu não devo nada, mas respeito e admiro quem deva. Não como
poderia já que a fé remove montanhas e eu não consigo remover nem meus medos!
Santos?
Milhares. Animais? Digníssimos! Ao que o homem não entende, dignifica; ao que o
homem não concebe, santifica; ao que o homem destrói, endiabra. Eu não faço nem
uma coisa nem outra, apenas vivo ou tento conviver com tudo que está por ai.
A fé é tão
necessária quanto o pão de cada dia. Será? Somos tolos em brigar por
"eles". Não existem além do nosso imaginário, eu poderia dizer. Nunca
vi "o positivo" e muito menos "o negativo". Não os vejo por
não acreditá-los, ou por não existirem, mas pelo simples motivo de não precisar
que eles estejam na minha vida, como se servissem para explicar minhas glórias
ou derrotas. O destino é minha culpa e a culpa não pode existir além de mim.
Alguém tem
que ser o bode expiatório; em alguém temos que por a culpa, e em alguém temos
que por a glória. Não podemos ser totalmente culpados? Não podemos ser
totalmente glorificados? Claro que não, pois somos falhos, tolos e culpáveis!
Não somos acreditáveis, assim como não somos preteridos a vencer sozinhos. São
minha culpa minhas falhas, e não de “alguém”. Não espero compreensão dos meus
fatos, até porque são quase tão comuns como a de tantos outros! Mas eu entendo
aos que sofrem...
É difícil sofrer
e não ter a quem recorrer ou culpar. Já imaginou uma vela queimando e
iluminando um ambiente vazio? De que adianta existir e cumprir suas tarefas se
não podemos ser especiais; servi pra alguma coisa.
Sempre precisei
criar meus próprios deuses, fazendo-os improváveis e desumanos. Eu não pensava
ser igual aos que precisavam de divindades coletivas; tornara-me especialmente
alocado, preso e “estranho” a tudo.
Mas um dia
nada aconteceu. Não tive visões, mas tive várias ocasiões. Não procurei as
montanhas para refletir sobre a vida; minha vida sempre refletiu quem fui e
quem serei, pois no agora não sou nada, assim como ninguém é.
Alguns preferem
depender dos deuses para sofrer melhor; outros acusam um ser endiabrado por não
viverem melhor. E enquanto deus, o diabo e seus criados-criadores lutam desesperadamente,
eu vou por aqui à margem de tudo que não posso entender ou conviver. Se estou
certo ou errado, nem o tempo dirá.
quarta-feira, 6 de junho de 2012
Falam por falar.
Já ouvi falar sobre flores.
Nem conto mais com suas dores.
Já escrevi minhas árvores,
derrubei meus livros
E descobri que nada sei.
Não era pra ser assim, de
tempos em tempos?
Uma refazenda?!
Nem sei o que é isso;
É mistura de bicho? É
"fulô"?
Já contei milhares de espinhos
E com eles senti meu cheiro.
Já preparei a
"mudança", esqueci da "mundiça"
E ainda não cheguei.
Onde que era mesmo, à vaga
lembrança?
Melhor que a encomenda,
Interesse diverso...
Mas o que eu queria mesmo
Era ser livre como meus versos!
Neles eu esqueço, lembro e
converso!
Não importa se são simples ou
complexos.
Se terminam com “ão”, então,
Como os começo?
Não os meço,
Nem os impeço.
Endereço
A todo vivente.
Tornam-se gente e alegorias...
Fantasias, isso!
É um vício, um mar pendente!
Um luar vira dor e a dor
latente.
Mas não. Não posso ser livre,
assim.
Tudo tem seu por que,
Mas não encontro o porquê de
tudo.
Convivo com incapazes
E deles depende minha
sanidade.
Deixam saudade.
Falam a verdades.
Dizem palavras mesquinhas.
E eu escolhendo as minhas...
Neles eu esqueço, lembro e
fico perverso.
Não me interesso,
Nem me adianto.
O ser humano é doce
E doce mata.
Assim como sal conserva
E a água desmancha.
Não dependo mais deles,
Eles são chatos...
Ingratos!
Perdidos!
Tornam-se gente e são minhas
alegrias...
E tristezas e melancolias...
Não há razão para falar mais,
Por isso eu poderia só
escrever.
Poderia, mas não faço.
Queria, mas não posso.
Faria, mas não devo.
Seria, e sou.
quinta-feira, 31 de maio de 2012
E um político que me dê a mão... Todo dia.
"Esse
ano quero paz no meu coração..." Quem nunca ouviu essa música na época do
fim de ano? Pois é, esse ano eu quero paz na minha consciência. Estamos em ano
eleitoral, eleições municipais... Hora de escolher o próximo Dr. Mesquita, Ilário
Marques, Rômulo Carneiro... Vários nomes e muitas histórias sejam elas trágicas
hilárias ou com final feliz.
Em nossa
felizcidade o final feliz está próximo, pois está acabando o ano e com ele,
pelo menos é o que a maioria diz nas ruas da felizcidade, o mandato do nosso
queridíssimo Dr. Rômulo. Antes, politicamente falando, Dr. Rômulo não existia,
pelo menos não concretamente. Mas quem nunca disse: "O homem faz tantos
milagres no hospital, bem que poderia ser nosso prefeito e melhorar tudo
isso!" Ledo engano.
Sou do tempo
em que o Dr. Mesquita fazia carreata sem moto-táxi auxiliando. Sou do tempo em
que candidato a prefeito dava tiro na própria barriga. Sou do tempo em que tudo
era como é hoje, cada um por si.
Mas o
tempo passou e nada mudou. Continuamos votando em Dr Ilário, político que vinha
para acabar com as oligarquias. Homem que destronaria os poderosos. E assim o
fez, fazendo história e tentando contar a sua própria. Continuamos a votar em
Médicos ou advogados e nenhum deles foi capaz de nos dar a paz que tanto
almejamos.
O Dr.
Ilário fez praça, mandou dar uma mãozinha de cal no estádio, outra no Cedro.
Fez mais praça e mais show na praça. E mais um milhão de coisas... Dr. Mesquita
fez avião pousar, sangue ajudar e escola lecionar.
Eles “muito”
fizeram, pelo menos é o que dizem. E nós, cidadãos, estamos a fazer nossa
parte?
Em época
de campanha todo dia alguém roubou mais do que o outro. Cada dia aparece uma
casa, fazenda, carro e outras tantas “benfeitorias” que os nossos políticos
fazem a si próprios ou a suas famílias. Não nos enganemos com roubalheira, ela
acontece sempre e nunca vai deixar de existir. Quem tem que fazer a diferença somos
nós e não eles!
Não
caiamos na falsa promessa do milagre, ele não existe! Os que nos governam, a
priori, deveriam ser honestos e probos, mas não são totalmente e jamais serão.
E sabe o porquê disso, dessa falta de total compromisso? Simples: eles são tão
humanos quanto nós.
Vejo fogos
estourarem quando um pobre coitado encontra dinheiro e devolve! Não é obrigação
nossa pegar e devolver o que não é nosso? Devemos ser honestos; isso deve ser
inerente a nossa índole!
Nós, os
cidadãos quixadaenses, somos tão ladrões quanto os que nos roubam. Nos Furtamos-nos
de ter educação, quando vamos a praça aceitar o pão e o circo. Somos desprezíveis
quando votamos em quem subitamente enriqueceu a custa do sofrimento de quem
está doente na fila do hospital!
Quer saber
o que é sofrer? Vá marcar um exame na rede pública! Vá ao hospital Eudásio
Barroso e pegue um médico ignorante, uma fila, um atendimento ruim, uma
enfermeira bruta e um hospital sem algodão!
Gente,
reclamamos por coisas que deveriam existir para a municipalidade, mas nos
esquecemos de coisas que deveriam partir de nós e nossos “doutores”: Humanidade.
Isso, ela existe dentro de nós.
Eu não
quero ver uma Felizcidade, quero ver gente feliz e responsável. Quero ver gente
humana e não cegos pela ganância de “mamar” mais 4 anos!
Vivemos tempos
difíceis em relação aos nossos governantes, mas eles sempre foram assim. Eles
só mudarão se nós mudarmos, pois eles são iguais a nós; vivem sob o mesmo teto
solar e o mesmo chão de estrelas.
Os nossos
políticos são a nossa imagem e semelhança: não cuidam de nós, pois não cuidamos
deles. Eles precisam do nosso carinho e nós do carinho deles. Não precisamos
nos vender, assim como eles não se venderão.
Ganhe quem
ganhar, só espero que a população saiba escolher o melhor vencedor. Perca quem
perder, só espero que o perdedor apareça nos outros dias do ano e não apenas
nos últimos dias antes da eleição.
Esse ano
quero paz na consciência coletiva.
quinta-feira, 24 de maio de 2012
The Key
A aliança, peça tão decorativa,
não fala sobre nós quanto queria.
Nem a ausência que um virá um dia,
antes mesmo de eu ser teu deus.
e nos passos galgados sozinho,
nas trevas da absurda equação,
não há sussurro que fale, então,
ignoro o presente que me deu.
e passamos todos os dias ali
sem nos perceber, nem tocar.
todo cheiro pode ser teu,
qualquer preço é o que vale!
e sem me deixar saída, vou ficar
preso, se é que não me esqueceu.
sábado, 19 de maio de 2012
Eu já tive medo de perder no par ou ímpar.
Armaduras, chifres e “super poderes”: coisas de herói. Tempos bons e duradouros em minhas lembranças. Tempos onde o medo era ficar "de time fora". Tempos onde os amores eram eternamente praticados, mesmo eu não sabendo o que era amor.
Eu tive tempo pra perder de vista meus brinquedos, meu irmão os quebrava. Ele era o "maior" de todos os meus medos; mas não adiantava, quebrava tudo!
"Eu era pequeno, eu me lembro..." Dizia a cantiga da escola. Éramos invencíveis! Super-heróis éramos nós, comandados por pais e mães eternos...
Brigas? Só por uma tal democracia; uns velhos que gritavam por ela. Brigas? "Meus brinquedos"! Amores não existiam, eram contos de fadas, e assim como tais, não eram de verdade.
Eu ainda pequeno, descobria o amor do meu jeito. O amor era pega-pega. O grito ainda não virara sussurro. Os dentes caiam e formavam minha única dor. Lacunas no rosto e perguntas sem respostas. Eu conhecia meu primeiro amor, mas não sabia o que era amar.
O amor era o irmão. O pai o carão. A mãe solidão. Do avô eu era a paixão. Da avó a vida e a razão. Eu era lindo de morrer...?! E alguns deles se foram mesmo. Não entendia a vida e como ela se fazia presente todos os dias. Tudo acontecia se que eu soubesse de nada; não controlava nem a respiração.
“Meu joelho, meu pé, meu olho doía”. Tudo eu fazia pra chamar a atenção. Eu era criança entre meninos e meninas, eu era quase nada de tão pequeno. Eu era a inocência e a razão das idas e vindas da vida.
Eu, ainda pequeno, já era o amor de tantos e a felicidade de muitos. Apenas estar ali já bastava a quem me amava. Eu não era maior, nem menor, era pequeno, e como muitos como eu, eu era especial.
O amor que fora eterno, de tão concreto se quebrou. Meu amor que nunca mais vi, fui embora. Meus medos tomavam forma e ganhavam nomes. Estranhos nomes e cores. Eu já não era tão “bunitinho”. A bochecha não era mais apertada. Morrerá “o meu amor”?
O amor virará adulto. A vida vivara dor. O irmão foi embora. Os brinquedos eu não tinha mais. A fome não existia, mas os amigos se multiplicaram. Fui jogar bola.
Fui ver o trem passar. Fui ser feliz como nunca tinha sido antes! Fui ser o astro do meu espetáculo. Descobri que a vida nos dá vários papéis. Que o drama faz parte daquilo que eu tinha chamado de amor. A tragédia que antes fora apenas morte, eu já entendia melhor como parte inerente da vida. Fui correr. Fui nadar. Fui fazer chover. Fui jogar bola. Chutei a vida pra tão longe que nunca mais voltei... Até que hoje aconteceu.
Hoje não é agora, hoje é ontem. E ontem parece que foi hoje.
O amor mudou novamente, e com ele suas regras. Virou um cada um por si, e alguém por todos. Nada de eternidades ou sonhos de faz de contas, somente sofrimento e desilusões; muitas delas. Dias difíceis, mas contornáveis. Tanto que o hoje aconteceu.
O amor mudou minha vida. A vida mudou com o amor. A mudança mudou os dois, e me mudou. Hoje já é possível andar sem meus brinquedos, eles mudaram também. Não machuquei mais o joelho, o pé, mas o olho ainda dói: miopia. Cai e levantei, e o amor? Está quase virando a esquina da vida, indo embora como eu fui um dia.
O amor que falo é aquele que dura pra sempre; aquele que só existe na mente de uma criança inocente que não sabe o que é o amar.
quinta-feira, 10 de maio de 2012
Não é homem nem mulher, é mãe.
Não é homem nem mulher, é mãe.
Ah, esse é "O ASSUNTO"! Não é um assunto qualquer, é simplesmente o que faz o mundo girar. Faz girar as amizades, conflitos, empregos e tudo mais que possamos imaginar. Quem não tem aquele amigo mentiroso? Os meus amados amigos vão se coçar e acabar dizendo que estou especificando alguém, mas JURO que não estou! É sério, não estou mentindo!
Mentimos ao amor, ao acas...o, ao relento e aos quatro ventos.
Mentimos pra melhor passar. Mentimos pra fazer sorrir, mesmo sabendo que a mentira irá tropeçar e cair, e magoar, e ferir, e acabar com alguma coisa importante pra alguém.
Louco aquele que acredita na palavra do mentiroso. Mas temos todos um pouco de loucura, não? Então, acreditamos naquilo que queremos que seja verdade.
Mentir é sonhar com o impossível. É estacionar no tempo ao deleite dos olhos que lhe emprestam atenção.
Mentir é ser deus, mesmo que por um instante. Mentir é ser o "diabo pra mentir, esse cara"! Mentir é divinamente compreensível, assim se somos humanos.
O homem não vive sem a mulher, e faz de tudo para tê-las todas ao seu lado. O homem não mente para machucar, ele mente para possuir em maior quantidade, não lhe importando a qualidade.
Eu não sei por que a mulher mente. Ainda não encontrei nenhuma que falasse a verdade para poder ter algum parâmetro.
O homem é um tolo em achar que vai saber quando ela mente. Elas são espertas e poderosas; encantam-nos e fascinam com aquele sorriso maleficamente apaixonante.
Não que todas sejam mentirosas ou que todos os homens não prestem, mas nesse barco todos somos passageiros.
Mentir requer desejo, apreensão e aprendizado. Aprendemos e ensinamos. Queremos e desejamos. Ficamos inquietos na expectativa de saber se a mentira “colou”.
Mentimos ao nosso amor, mas não sobre ele. Quem não ama sabe o que é não mentir. Quem esteve frente a frente com um atual-ex-amor? Dizer adeus a ela, nessa situação? Jamais! Mentir e fazer sofrer é melhor do que ser visto como forte. Não mentir é humanamente impossível.
Mas há uma esperança. Um ser híbrido. Criado sem os retoques humanos. Ser naturalmente feito e refeito pelas mãos do criador. Entre mortos e feridos, nesse mundo de mentiras, ela é a única que e certeza em nossas vidas.
Não existem amigos frente a ela. Não existem amores ou desejos entre nós e ela. Não existe o pecado, nem o amargor da despedida. Não existem palavras que cheguem perto deste ser.
Mãe é uma instituição em crescente desuso. Não se fazem mais como antigamente. Comparar as mães de hoje com as de agora? Covardia. Poucas são mães agora. As de verdade são de hoje, ontem e sempre. As de agora são fabricadas pela irresponsabilidade e muitas cegam diante o desejo de serem iguais ao homem.
O homem é o ser do mal. A seta que leva a luxúria. A mulher deveria ser mãe, apenas. A mulher é e sempre será o melhor pedaço que foi tirado do homem; o único que prestava.
Feliz dia das mães? Não, não há nada de feliz nele.
Dia das mães deveria ser lembrado, pelo menos por mim será, como um dia de reflexão. Um dia que a espécie criadora de todos nós, está perdendo seu valor e nossa devoção. É o dia de quem está sendo extinta.
Estarei com minha mãe, sem abraços falsos ou presentes compensatórios. Darei a ela o que venho dando a mais de 30 anos: a verdade e minha presença, pois ela nunca me faltou ou mentiu.
Ah, esse é "O ASSUNTO"! Não é um assunto qualquer, é simplesmente o que faz o mundo girar. Faz girar as amizades, conflitos, empregos e tudo mais que possamos imaginar. Quem não tem aquele amigo mentiroso? Os meus amados amigos vão se coçar e acabar dizendo que estou especificando alguém, mas JURO que não estou! É sério, não estou mentindo!
Mentimos ao amor, ao acas...o, ao relento e aos quatro ventos.
Mentimos pra melhor passar. Mentimos pra fazer sorrir, mesmo sabendo que a mentira irá tropeçar e cair, e magoar, e ferir, e acabar com alguma coisa importante pra alguém.
Louco aquele que acredita na palavra do mentiroso. Mas temos todos um pouco de loucura, não? Então, acreditamos naquilo que queremos que seja verdade.
Mentir é sonhar com o impossível. É estacionar no tempo ao deleite dos olhos que lhe emprestam atenção.
Mentir é ser deus, mesmo que por um instante. Mentir é ser o "diabo pra mentir, esse cara"! Mentir é divinamente compreensível, assim se somos humanos.
O homem não vive sem a mulher, e faz de tudo para tê-las todas ao seu lado. O homem não mente para machucar, ele mente para possuir em maior quantidade, não lhe importando a qualidade.
Eu não sei por que a mulher mente. Ainda não encontrei nenhuma que falasse a verdade para poder ter algum parâmetro.
O homem é um tolo em achar que vai saber quando ela mente. Elas são espertas e poderosas; encantam-nos e fascinam com aquele sorriso maleficamente apaixonante.
Não que todas sejam mentirosas ou que todos os homens não prestem, mas nesse barco todos somos passageiros.
Mentir requer desejo, apreensão e aprendizado. Aprendemos e ensinamos. Queremos e desejamos. Ficamos inquietos na expectativa de saber se a mentira “colou”.
Mentimos ao nosso amor, mas não sobre ele. Quem não ama sabe o que é não mentir. Quem esteve frente a frente com um atual-ex-amor? Dizer adeus a ela, nessa situação? Jamais! Mentir e fazer sofrer é melhor do que ser visto como forte. Não mentir é humanamente impossível.
Mas há uma esperança. Um ser híbrido. Criado sem os retoques humanos. Ser naturalmente feito e refeito pelas mãos do criador. Entre mortos e feridos, nesse mundo de mentiras, ela é a única que e certeza em nossas vidas.
Não existem amigos frente a ela. Não existem amores ou desejos entre nós e ela. Não existe o pecado, nem o amargor da despedida. Não existem palavras que cheguem perto deste ser.
Mãe é uma instituição em crescente desuso. Não se fazem mais como antigamente. Comparar as mães de hoje com as de agora? Covardia. Poucas são mães agora. As de verdade são de hoje, ontem e sempre. As de agora são fabricadas pela irresponsabilidade e muitas cegam diante o desejo de serem iguais ao homem.
O homem é o ser do mal. A seta que leva a luxúria. A mulher deveria ser mãe, apenas. A mulher é e sempre será o melhor pedaço que foi tirado do homem; o único que prestava.
Feliz dia das mães? Não, não há nada de feliz nele.
Dia das mães deveria ser lembrado, pelo menos por mim será, como um dia de reflexão. Um dia que a espécie criadora de todos nós, está perdendo seu valor e nossa devoção. É o dia de quem está sendo extinta.
Estarei com minha mãe, sem abraços falsos ou presentes compensatórios. Darei a ela o que venho dando a mais de 30 anos: a verdade e minha presença, pois ela nunca me faltou ou mentiu.
Eu, por mim mesmo. Você, por nada.
Comum ao
ser humano e inerente a vida, a morte é certeza dentre todas as duvidas. Ela
não é chegada, é despedida. É a dor que sublima e o acaso que marca. É o vento
que despe a tocha, o silêncio imponente que cala agora, mas que faz a lembrança
chorar.
A morte é
a ausência do bem. A estima da saudade. A protuberância da quietude. A solidez
da eternidade. O ladrilhar da história. O pântano da dor e a perfídia da vida.
Dela não há o que dizer, apenas comentar. Os poucos que sobreviveram, estão “aqui”
por serem eternos no imaginário pessoal ou mítico.
A minha
lembrança da morte é que ela não existe quando se tem outros planos para vida. Planos
e conversões enigmáticas... Soletrações e repetições da vida. Mitigo a morte
com o gaguejar da vida, evitando assim pensar nela de forma direta e medonha.
Já temos que passar pelos espinhos da morte, então nada mais justo que saborear
seu cheiro enquanto ela é vida.
Como duas
metades de um mesmo plano, vida e morte se confundem. São as batidas de um
coração universal. São as conclusões de um plano superior... Elas são o “porquê”
disso tudo. Precisávamos passar pela vida, percorrer tudo isso e depois apenas
morrer? Qual sentido dar a algo que não dura para sempre?
Viver e
dar continuidade, esse é o sentido real da morte. Deixar para trás uma rastro de boas lembranças
nos outros, esse é o sentido real da morte. Plantar, colher, regar, “fazer
chover”, ser único e irreal! Esses são os reais sentidos da morte.
Chegar ao
fim da vida é para os fracos. Ser eterno enquanto dure?! Coisa de pessoa comum.
Ser perfeito? Narcisista.
“Morrer e
não ter a vergonha de ser infeliz”, esse é meu lema. Viver é para gente comum; ande nas ruas e veja! Tenho pena da vida, ela
me inveja tanto que quer me matar. A morte é minha amiga, quer-me tanto bem que
todo dia me espera ao seu lado.
Um dia
terei que decepcioná-las, por ter ido eu e não elas; por ter sido eu e não
aquilo que as pessoas queriam que eu fosse.
sexta-feira, 4 de maio de 2012
O homem da lua.
Alguns bebem. Outros fumam. Todos cheiram. E cada um tem sua forma de "potencializar" ou afastar os pensamentos do mundo real. Eu apenas penso e sofro, ou sofro e penso mais ainda. Quem está livre dos vícios humanos é um fraco! Os vícios nos despem, sendo a luz em nossa alma. Iluminam nosso caminho até, às vezes, o amanhecer... Tão belo... Tão bucólico... Tão sozinho.
O vício nos... afasta das boas pessoas... Dos chatos! Da mesma forma que nos aproxima dos "bons" e dos maus. Quem não tem certos vícios, não sabe o que é ter aquela larica na madrugada... “Os vícios são legais, blz? Soh”... Quem não tem outros certos vícios não sabe o que é aquela ressaca moral e nem muito menos a orgânica. Não sabe o que é falar besteira e ter coragem na ponta dos olhos! Rico! Valente! Deitar no chão e sonhar com ela, a mulher amada...
Ter vícios é ser “demasiado humano”, mas não ter a tristeza na alma. Triste daquele que não tem vícios. Não tem amigos ou sequer inimigos. O homem sem vícios é um fraco, arrogante e desumanizado! Quem não tem certos vícios não sabe o que é ou como é o banheiro de uma festa... É lá que o homem volta ao princípio divino e”vira” pó. È lá que o homem se separa dos “meninos”. É lá que tudo gira mais rápido. É lá que a “parada” é sinistra. É lá que começa o fim.
O vício mata a realidade e com ela, morre o ser. O homem nasceu pra sofrer e só assim conseguirá encontrar seu caminho entre tantas pedras. O vício é lindo e maravilhoso, enquanto seu efeito dura. Quando o filho chora de fome, o vício não é seu amigo. Quando se vende a alma por uma “pedra”, o vício está lá, na espreita. Quando a morte, a vida e a melancolia se tornam parte de uma mesma realidade, cuidado, você está viciado.
O vício é “bom”, mas o viciado é triste.
Meu único vício é saber demais, sobre coisas que nunca provei.
O vício nos... afasta das boas pessoas... Dos chatos! Da mesma forma que nos aproxima dos "bons" e dos maus. Quem não tem certos vícios, não sabe o que é ter aquela larica na madrugada... “Os vícios são legais, blz? Soh”... Quem não tem outros certos vícios não sabe o que é aquela ressaca moral e nem muito menos a orgânica. Não sabe o que é falar besteira e ter coragem na ponta dos olhos! Rico! Valente! Deitar no chão e sonhar com ela, a mulher amada...
Ter vícios é ser “demasiado humano”, mas não ter a tristeza na alma. Triste daquele que não tem vícios. Não tem amigos ou sequer inimigos. O homem sem vícios é um fraco, arrogante e desumanizado! Quem não tem certos vícios não sabe o que é ou como é o banheiro de uma festa... É lá que o homem volta ao princípio divino e”vira” pó. È lá que o homem se separa dos “meninos”. É lá que tudo gira mais rápido. É lá que a “parada” é sinistra. É lá que começa o fim.
O vício mata a realidade e com ela, morre o ser. O homem nasceu pra sofrer e só assim conseguirá encontrar seu caminho entre tantas pedras. O vício é lindo e maravilhoso, enquanto seu efeito dura. Quando o filho chora de fome, o vício não é seu amigo. Quando se vende a alma por uma “pedra”, o vício está lá, na espreita. Quando a morte, a vida e a melancolia se tornam parte de uma mesma realidade, cuidado, você está viciado.
O vício é “bom”, mas o viciado é triste.
Meu único vício é saber demais, sobre coisas que nunca provei.
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