Esquerda, direita e volver!
Dizem coisas sobre o homem ( que eles mesmo duvida!), principalmente que ele é produto do meio. Assim, o meio deveria nos representar em forma e matéria. Mas nem tudo são flores. Jargões, jargões e mais jargões.
Pessoas são por definição, definidas. Inserem-se em metódicos nichos de brancura e espuma mental. "Que me queres dizer, caro guru?" Nada. Fazê-lo refletir já seria bastante.
Como disse "ontem", lembra?, o poder está querendo fazer sua cabeça; ele está indo pelos caminhos da divisão. Dividir e conquistar, funcionam que é uma beleza. Hoje, mais que nunca, somos pretos, brancos, pardos, índios (coitados!), gays e uma outra infinidade de definições, por eles criadas, e por nós aceitas.
Nossos folhetins diários, sejam eles novelas ou jornais televisivos, expõem uma sociedade marcada pelo "tanto faz", desde que "tanto fez...". Vivenciamos a milênios os fins dos tempos, o balbuciar dos filósofos, a alcova do pensamento divisivo, o pronunciamento do inexorável destino.
Não meu jovem, não sou eu que lhe vai dizer por onde ir, mas certamente eles querem lhe por algemas, cordas e paredes.
O homem é livre. O homem é em si a única vivência possível. Programar-se ou deixar-se levar, é, no mínimo, burrice. Querem nos dividir; querem nos conquistar. Enfiar bandeiras nas nossas mentes! Vermelhas, azuis ou camufladas.
Querem impor a dominação pela massificação do inútil. E o que mais inútil que um filósofo pensador de direita, esquerda, volver? Nada mais fútil que seguir uma linha, uma tese ou alguém.
Temos leis, naturais ou humanas. Umas convivemos, as outras são de convivio. E isso deve bastar.
Ser o que se quer ser é ideal. Nascemos no barco, no mar, do ventre e no choro, mas não nascemos com bandeira alguma. Somos livres para pensar e refletir.
Devemos incitar a mudança em nosso meio, para que ele seja menos persuasivo em nossas cabeças. Mas tudo isso sem incitar o meio alheio.
A liberdade está sendo imposta pelos mesmo impostores que amanhã não mudarão a história. São imbecis do pensamento; do seu pensamento!
segunda-feira, 26 de outubro de 2015
segunda-feira, 4 de maio de 2015
"Defcon"
Ouço histórias, verdadeiras e inadmissíveis, de tortura. Já li sobre. Imagino a falta de segurança jurídica, mas sempre ouvi meu vô dizer que "à época da ditadura não tinha essa esculhambação de hoje".
Além do roubo público institucional, que certamente não é de hoje e certamente nunca antes na história desse país foi tão bilionário!, vivemos uma época nebulosa, de pensamentos e atitudes, em nosso país tropical.
Ao largo disso tudo, mas não menos importantes, vendo imagens do pós-jogo entre Fortaleza e Ceará, é nítida a massa de ignorantes que o Brasil está produzindo. A praça de esportes, vira praça de guerra. E imagino algo, porque é proibido beber e dirigir? Nada a ver? Vejamos.
Ao beber, ficamos "ilimitados" de sentidos. Ficamos mais ricos, mais pobres, mais valentes e mais desinibidos. A atenção decai. Os sons ficam distantes, e cada vez maiores! O calor do jogo, do gol, da velocidade, da irresponsabilidade! Tudo se torna vago, principalmente os valores pessoais e coletivos.
O mesmo que bebe e mata, dirigindo, é aquele que torce, bebe, fuma, cheira e briga. São irresponsáveis! Vivemos no país onde o proibido é veladamente permitido.
Além da educação, falta fiscalização contra quem "dá um jeitinho", pois é proibida a venda de bebida alcoólica em praças esportivas.
Junta-se a isso, a inibição a que a polícia é impetrada, pois a mesma não pode açoitar os coitadinhos... Ah, se eu fosse o comandante... Poucos teriam coragem até mesmo de gritar, após uma boa surra de tonfa e balas de borracha.
A quadrilha de vagabundos que depredaram o Castelão, proporcionando cenas lamentáveis, por mim ainda estariam até agora no estádio, levando uma surra. Ia ser o treinamento de tiro ao alvo do curso de formação da PM.
Já imaginou a matéria do jornal: "Os tempos da repressão voltaram: PM atenta contra os direitos humanos e tortura torcedores". Contra esse tipo de torcedor, que não é gente, sou a favor da polícia que chega chegando, espalhando chutes e ponta-pés, porque algo que merece uma pisa é vagabundo.
Quem vai ao estádio pra torcer, não pode ser confundido e nem incomodado por quem vai pra fazer baderna. Infelizmente vivemos tempos difíceis, onde, talvez, nem a mais cruel ditadura conseguiria aplacar o jeito que alguns querem viver.
Não existe mais o respeito pelas autoridades. Quem manda agora são os "manos". O cidadão não tem o direito de torcer pelo seu time, mas tem todo o direito a levar uma cadeirada ou uma paulada, de seres imbecis que acham que são humanos...
"Somos tão jovens
Tão jovens, tão jovens".
http://tvdiario.verdesmares.com.br/noticias/policia/mesmo-com-pms-torcedores-ingerem-bebida-alcoolica-e-usam-drogas-em-estadios-1.1276180
terça-feira, 28 de abril de 2015
Um minuto de violência
Esse é normalmente o tempo que dura um ato violento em nosso município. Um assalto, um homicídio ou até mesmo um desentendimento em uma festa qualquer. Após isso, escuta-se e propaga-se o "quem foi, onde, manda as fotos, escapou, pegaram, vai morrer também".
Nada além da normalidade.
Daí vamos pelas matérias sobre violência, noticiando a extrema realidade dos, quase sempre, "não mais viventes".
A violência, praticada, tornada subjetivamente, ou ato violento, decorre de descontrole volitivo ou controle vingativo. A pessoa que violenta, expõe e dispõe sobre outrem, vingança ou revanchismo. A morte, mata a vítima, claro!, mas mata muito mais que uma pessoa ou cidadã, mata "os dias melhores virão".
Cada morte praticada, independente de quem venha a falecer, coloca em suas extremidades, relatos de vidas; impõe o choro e a mágoa, criando nada além do que um mal.
Como combater a violência?
Em sociedades educadas, culturalmente civilizadas, algo que não é o caso brasileiro, matar é incomum.
No Brasil, essa normalidade chega a 60 mil vítimas, diretas, por ano. Digo diretas, pois a morte violentamente causada, ultrapassa o simples ato de apertar o gatilho ou esfaquear. Tal ato, arrasta famílias, já desconstruídas pela banalidade da vida, para a masmorra do conformismo, pois "é assim mesmo".
O poder público, omisso, trata a diminuição de taxas ou o aumento de outras, como se as pessoas fossem meros bonecos de pano, substituíveis se suas cabeças são cortadas ou se suas mãos se atam pela mordaça do conformismo.
Falta educação! Falta educação! No caso, "a falta dos fatores, altera o produto". Fatores de risco, tais como drogas, bebida ou desemprego...
continua...
domingo, 28 de dezembro de 2014
A democracia periclitante!
Dos únicos que tenho, o dom da oratória não é um deles. Parlar, para lamentar, sim, esse dom eu tenho! E o que dizer de quem é "desavergonhado", que tem essa oportunidade dada pelo povo? Bom, ninguém aproveita, é incrível!
É tenebroso, ainda mais, nosso futuro! De um dia para o outro, parlamentares mudam de opinião. Quem antes ruim, agora maravilhoso. Quem antes orgulhoso, agora envergonhado. Defensores do povo! Milhares! Todos juntos numa só voz. Mas na hora da que o bicho pega... "Onde está me patrão?"
O mais incrível é a falta de teoria, pois a prática implica em crime. "Comprar" um nobre parlamentar é fácil, pois se paga com dinheiro que não é de quem compra. Ou seja, imoralidade! Num país sério, ridículo.
Mas há quem ache normal, e eu acho. É obscuro, mas é cultural. Quem não conhece algum caso?
Pena que vivemos num país de ignorantes, onde as leis são belas paisagens, pintadas com a tinta da impunidade e da amoralidade. Faz-se um criminoso, muito mais pela impunidade, do que pela falta das leis
Os nossos políticos, alguém se atreve a excetuar?, são o que são: fantoches dos próprios interesses. Sendo como a única forma de persuadi-los, é não votar em quem se vende. Até porque, o povo ainda é o patrão dos políticos, mesmo aqueles tendo pouca instrução para "patronar".
É tenebroso, ainda mais, nosso futuro! De um dia para o outro, parlamentares mudam de opinião. Quem antes ruim, agora maravilhoso. Quem antes orgulhoso, agora envergonhado. Defensores do povo! Milhares! Todos juntos numa só voz. Mas na hora da que o bicho pega... "Onde está me patrão?"
O mais incrível é a falta de teoria, pois a prática implica em crime. "Comprar" um nobre parlamentar é fácil, pois se paga com dinheiro que não é de quem compra. Ou seja, imoralidade! Num país sério, ridículo.
Mas há quem ache normal, e eu acho. É obscuro, mas é cultural. Quem não conhece algum caso?
Pena que vivemos num país de ignorantes, onde as leis são belas paisagens, pintadas com a tinta da impunidade e da amoralidade. Faz-se um criminoso, muito mais pela impunidade, do que pela falta das leis
Os nossos políticos, alguém se atreve a excetuar?, são o que são: fantoches dos próprios interesses. Sendo como a única forma de persuadi-los, é não votar em quem se vende. Até porque, o povo ainda é o patrão dos políticos, mesmo aqueles tendo pouca instrução para "patronar".
domingo, 7 de dezembro de 2014
Um caso a se pensar...
E em rápidas olhadas na última
sessão da câmara, sexta, que não era 13, pode-se notar um verdadeiro turbilhão
de mensagens subliminares e outras tantas mais diretas. Na parte “mensagens
subliminares”, entendam “piadas”, pois subliminar requer um pouco de inteligência.
Mas algo me chamou bastante atenção, que
foi a participação da divina evocação do imponderável: "bondade" dos
nossos políticos.
Quixadá se situa no Brasil, mais
precisamente no Ceará. Acredite, após tanto “mim”, essa explicação é devida. A
política daqui é igual à política de qualquer local do país: conchavos, acordos
e trocas. Quando surge alguém querendo fazer algo pelo povo... "Compra,
pra não dar trabalho mais tarde".
Eu mesmo não me preocupo muito
com a sociedade. Nunca doei sangue, nunca participei de manifestações, nem
recolhei bichos pelas ruas, ou garrafas PET e muito menos fui ler livros em
escolas, creches ou asilos. Ou seja, eu sou um cidadão praticamente
imprestável.
Dentro disso, vejo intermináveis
discussões sobre quem é culpado e quem não é inocente. "No Brasil é
assim!", "Em Quixadá não é diferente". "Mas aqui perto é
assado!"... A Suíça não é tão longe, também...
Então, a culpa é do eleitor ou do
eleito? A culpa é demográfica ou social? A culpa é dos incapazes ou dos
incapacitantes? A culpa não é de quem esteve ou de quem está, isso eu sei.
Talvez a culpa seja minha, por
acreditar que os políticos vão mudar. Eles, assim como nós, mudamos quando o interesse,
em mudar, é um benefício irresistível. Ou não é?
A política é a unanimidade do
interesse. O povo, esse, aquele ou qualquer outro, paga pela própria
ignorância, quando deixa ser levado pela voz do interesse próprio.
“Como nenhum político acredita no que diz,
fica sempre surpreso ao ver
que os outros
acreditam nele”.
Charles de Gaulle
sábado, 22 de novembro de 2014
O brilho da escuridão.
Enquanto o amor for desagrado,
numa humanidade sem coração,
falaremos, mesmo que lado a lado,
sobre desprezo e perdão.
E nesse sofrer tão refinado
de pérolas vis e lamentação,
os "porcos" hão de estar errados
de achar a dor é especulação.
a luz encosta à pele queima
o sonho acorda na madrugada
e o que temos ainda reina
sob a proteção enclausurada.
E nessa fonte onipresente
de desgraça e ostentação
nossa história,inconsciente,
fará jus a indignação.
Não há luz, nem rio corrente
apenas sons de algo distante
e sim, quero sentir contente
o amor que brota como antes.
mas mesmo sendo impossível
do amor renascer livremente
não posso esquecer o quão incrível
é amar alguém entre tanta gente.
não acredito na humanidade
e nem dela quero sequer o perdão
são "santos" em suas verdades
e pecadores em seu porão.
Enquanto o amor for desagrado,
numa humanidade sem coração,
falaremos, mesmo que lado a lado,
sobre desprezo e perdão.
E nesse sofrer tão refinado
de pérolas vis e lamentação,
os "porcos" hão de estar errados
de achar a dor é especulação.
a luz encosta à pele queima
o sonho acorda na madrugada
e o que temos ainda reina
sob a proteção enclausurada.
E nessa fonte onipresente
de desgraça e ostentação
nossa história,inconsciente,
fará jus a indignação.
Não há luz, nem rio corrente
apenas sons de algo distante
e sim, quero sentir contente
o amor que brota como antes.
mas mesmo sendo impossível
do amor renascer livremente
não posso esquecer o quão incrível
é amar alguém entre tanta gente.
não acredito na humanidade
e nem dela quero sequer o perdão
são "santos" em suas verdades
e pecadores em seu porão.
Democracia, uma teoria de muitas práticas e sem amor de parte alguma.
Reza a lenda que os poderes são
harmônicos e independentes entre si, sendo que a cada um é conferido uma função
específica, algo que lhe caracteriza. Mas nada impede os poderes de exercerem
outros afins.
Sendo assim, o Legislativo legisla e
fiscaliza; o judiciário julga e o executivo executa aquilo que a lei o
direciona a fazer.
Não obstante, em fracas democracias como
a nossa, os poderes são muito relapsos no que diz respeito as suas funções.
O executivo, por exemplo, que deveria
executar as ordens da lei orçamentária, transita entre o interesse
governamental e pessoal. Executa, então, ao “entendimento”, ou melhor, ao velho
e bom fisiologismo, que nada mais é do que a prática política voltada para o interesse e proveito
personalizados do praticante, mercê de atos de prevaricação e corrupção ou
afins!
Já o judiciário, vez por outra se trai
em vendas de sentenças, morosidade ou até mesmo o aparelhamento de suas
decisões, por meio de agente indicados pelo executivo, para lhes dar o salvo
conduto à liberdade daquilo julgado.
O legislativo é um caso a parte. Dele
vem a maior de todas as promiscuidades. Nele surge o troca-troca. O favorecimento.
A falcatrua. As indicações. O clientelismo. No legislativo, facilmente os ruins
viram bons. Basta uma indicação e pronto! Tudo passa e tudo passará! É tipo um
milagre, a própria transformação da água em vinho.
Para o legislativo, fiscalizar, num país
corrupto como o nosso, deveria ser mais importante do que legislar, pois se o
judiciário não julga e o executivo só executa o que lhe convém, nada mais
poético do que exercer a fiscalização, salvando os pobres e oprimidos cidadãos,
das mãos incautas dos corruptos e corruptores...
O legislativo é a casa do povo. Ninguém
quer na sua casa uma pessoa que lhe trai! Assim sendo, cabe ao povo subtrair os
ruins e multiplicar os bons. É fácil, é simples e é legal! Se cada um fizer sua
parte, fiscalizando o empenho e principalmente, vendo qual rumo o legislador
prefere, se é o interesse do povo ou se é o seu próprio interesse, não existiria
executivo corrupto e nem judiciário moroso, pois é na inveja que o homem
prospera.
Numa sociedade sã e atenta, louco é quem
tenta enganá-la.
sexta-feira, 10 de outubro de 2014
A diferença entre os líderes.
Basicamente, líderes são obstinados. Tem seus capachos, seus inimigos e os "seus", conhecidamente intocáveis. A obstinação do líder vem de sua vontade de fazer aquilo que é preciso. O líder é obstinado pela liderança; ama aquilo que faz; mata e morre com os "seus".
Até aqui, falo Do Líder. Falo No Líder.
Já um líder e não O líder, é e pode ser qualquer um. Pode ser alguém que vai passando ou alguém que logo passa. Um líder é tão genericamente esquecido quanto aqueles que ele lidera. Um líder passa, O líder é eterno.
Os nossos país nos são Os líderes. Deles tiramos as primeiras conclusões sobre tudo. Eles nos ensinam por onde andar e como não sermos derrotados pela vida.
Nossos amigos são "um líder", em sua maioria. Quase todos passam, de tempos em tempo eles mudam.
Mas entre todos esses entes e entidades amigáveis, todos eles tem algo em comum: ninguém é para sempre.
Nenhum líder é eterno. Líderes são cíclicos. Líderes fracos morrem à própria sombra. Líderes fortes são guerreiros, gostam de sentir o "sangue" na ponta da lança. O verdadeiro líder é como um pai, protege e ama sua prole; não se faz de vencido, pois ele é invencível.
O liderado é adorador do verdadeiro líder. Presta-lhe eternas homenagens; ama-o indefinidamente.
Dificilmente vemos tantos ou até mesmo algum líder verdadeiro. O mundo está muito fraco de lideres. Temos várias lideranças, mas quase nenhuma confiança nelas. Muitas mudanças matam uma liderança. Mesmo as decisões sendo cíclicas, o que une a coletividade é a certeza de poder contar com o poder central, seja ele de onde vier e o que signifique.
Uma coisa que aprendi com tudo que já vi e escutei dos líderes: nunca confie em quem te trai uma vez. Confiança não é algo que aceite existir sob a sombra da reincidência.
O verdadeiro líder não precisa se preocupar com seus capachos. Já o líder fraco, deveria se preocupar com os "seus". Uma formiga não é nada, mas uma, duas ou três, podem acabar incomodando muito.
quinta-feira, 2 de outubro de 2014
A morte por decreto.
O poder público não pode ser lacônico; pelo contrário, deve ser completo e vetorial. Aos representantes do povo, cabe ressarcir o povo pelo voto que lhe foi confiado. É como um grande pastoril, onde a coletividade, interessada e atenta, tivesse em seus representantes a verdadeira sombra, boa, e a água do saber coletivo.
Mas infelizmente o estado representativo não tem o temor que um déspota tem. O rei tem medo de seus súditos, então os massacra; os mata; os põe a ferro e fogo! Mas o rei não pode temer a morte pela opinião. O rei deve temer a morte por inanição. Um verdadeiro rei comanda ao som da sua vontade e não dá vontade de não morrer. E este tempo é tão diferente dos de hoje?
As pessoas comuns são como formigas: pequenas, trabalhadores, adoradoras, andam em fila, silentes e nunca param pra pensar. Quando acossadas, se espalham, tentam fugir; quando pisadas, morrem ou picam para morrer.
Os cidadãos comuns não tem a prerrogativa de viver em harmonia; os poderes sim, pois necessitam disso para que não ultrapassem o poder do outro, não criando, para si, os conflitos que os cidadãos tem uns com os outros. Deveriam, não por existirem assim, criar condições para um futuro melhor. Mas essa não é a realidade.
Entre tantos "Ruins", existe o maior mal de uma sociedade: não saber quem é, pra onde vai e como lá chegar. Mesmo os poderes públicos coexistindo para a manutenção da ordem social, não se completam, pois nada é feito para funcionar servindo o amanhã. Tudo é feito baseado no hoje.
Os sistemas que levam uma sociedade à ruína são básicos: pão, circo e uma pitada de interesse. O povo é pastoril, como antes dito. O povo quer defeitos para reclamar e soluções para o agora. As pessoas não se importam com daqui a vinte anos, como estarão ou como ficarão. Não existe velhice e nem tempos ruins.
Trazendo tudo isso para nossa cidade, esquecemos de onde vivíamos e como. A cidade era pacata, boêmia. Não se ouvia falar em crimes por dívidas de droga, pois a única droga, "lança-perfume", era habitualmente e preferencialmente consumida, nos carnavais da vida.
Hoje o dia a dia mata e está muito mais relacionado com a desordem social vivida, do que as fracas mentes podem sorver, literalmente. Vivenciamos a boemia da pior forma possível, pois o som alto dos carros, evidencia o quanto queremos conversar.
Uma cidade que diz que menores podem ir calmamente às festas, é no mínino imbecil, pois algum palhaço ri em achar que alguém vai pra festa para não beber? Querem beber, fumar, fuder e outras coisas mais?! Que façam sem a anuência do poder público. Mais uma vez: o poder público deveria pelo menos fingir que se importa com o amanhã. Porque o agora é "correr contra o tempo, porque a festa é sábado". Durma-se com um barulho desses!
Diversão é muito bom. Conhecer pessoas novas, beijar, amar e quem sabe ter algo mais sério. Não há nada contra isso, pelo contrário, há tudo a favor, desde que seja saudável. Uma cidade é bonita quando é bem cuidada, tem organização. Uma cidade organizada torna-se referência; torna-se ícone. Uma cidade diferenciada não é igual às outras! Claro, mas parece que não!
Hoje o amor quixadaense é feito nos motéis e não nas calçadas, de cadeirinha. Não existe mais o glamuor da conquista e nem a emoção de "sair escondido do pai ciumento"; hoje é banal e muito mais que isso, o amor morreu para muitos...
O Açude Cedro era o recanto do final de semana. Era o cartão postal cravado na vida do cidadão quixadaense. Lá era o local de beber todas e mais um pouco. Os clubes, como a AABB, Comercial e Balneário eram esfinges de uma sociedade PACATA. E o que são hoje, tais clubes? Pensem.
Um ato tomado pelo poder representativo do povo, não pode ser tomado por "falei com o fulano"; os poderes, mesmo podres, deveriam pelo menos fazer de conta que se importam com o amanhã... Mas Quixadá tem história e muitas outras histórias pra contar. Felizmente!
Antes éramos a cidade (dos que conheci e conheço) do Aziz Baquit, do Dr. Mesquita, do Dr. Everardo Silveira, do João Eudes Costa, do Dom Adélio; do imponente Banco do Brasil, do Nordeste, do BEC, da Maternidade, do colégio das irmãs, do GVA, dos campeões no Futsal, do Manel Bananeira, do Negão Eduardo, do bar do campina, do bar da estação, do Avante, das Barbearias... E hoje somos a cidade de quem mesmo? Qual é o nosso "point"?
Uma sociedade tem que evoluir para frente e não o contrário. Quixadá segue rumo ao esquecimento. Dá passos largos rumo a ser mais uma cidade sem história. Daqui a 20 anos lembraremos de quê?
Quando se caminha pelo caminho comum, nada é mais que nada; não existe surpresa, nem descoberta; é a morte do conhecimento.
As mentes que ontem bebiam, eram as que andavam pelo conhecimento, mentes esclarecidas e estudiosas. As de hoje? Deus tenha piedade dessa cidade, pois nem só de lixo viverá o homem...
O poder público não pode ser lacônico; pelo contrário, deve ser completo e vetorial. Aos representantes do povo, cabe ressarcir o povo pelo voto que lhe foi confiado. É como um grande pastoril, onde a coletividade, interessada e atenta, tivesse em seus representantes a verdadeira sombra, boa, e a água do saber coletivo.
Mas infelizmente o estado representativo não tem o temor que um déspota tem. O rei tem medo de seus súditos, então os massacra; os mata; os põe a ferro e fogo! Mas o rei não pode temer a morte pela opinião. O rei deve temer a morte por inanição. Um verdadeiro rei comanda ao som da sua vontade e não dá vontade de não morrer. E este tempo é tão diferente dos de hoje?
As pessoas comuns são como formigas: pequenas, trabalhadores, adoradoras, andam em fila, silentes e nunca param pra pensar. Quando acossadas, se espalham, tentam fugir; quando pisadas, morrem ou picam para morrer.
Os cidadãos comuns não tem a prerrogativa de viver em harmonia; os poderes sim, pois necessitam disso para que não ultrapassem o poder do outro, não criando, para si, os conflitos que os cidadãos tem uns com os outros. Deveriam, não por existirem assim, criar condições para um futuro melhor. Mas essa não é a realidade.
Entre tantos "Ruins", existe o maior mal de uma sociedade: não saber quem é, pra onde vai e como lá chegar. Mesmo os poderes públicos coexistindo para a manutenção da ordem social, não se completam, pois nada é feito para funcionar servindo o amanhã. Tudo é feito baseado no hoje.
Os sistemas que levam uma sociedade à ruína são básicos: pão, circo e uma pitada de interesse. O povo é pastoril, como antes dito. O povo quer defeitos para reclamar e soluções para o agora. As pessoas não se importam com daqui a vinte anos, como estarão ou como ficarão. Não existe velhice e nem tempos ruins.
Trazendo tudo isso para nossa cidade, esquecemos de onde vivíamos e como. A cidade era pacata, boêmia. Não se ouvia falar em crimes por dívidas de droga, pois a única droga, "lança-perfume", era habitualmente e preferencialmente consumida, nos carnavais da vida.
Hoje o dia a dia mata e está muito mais relacionado com a desordem social vivida, do que as fracas mentes podem sorver, literalmente. Vivenciamos a boemia da pior forma possível, pois o som alto dos carros, evidencia o quanto queremos conversar.
Uma cidade que diz que menores podem ir calmamente às festas, é no mínino imbecil, pois algum palhaço ri em achar que alguém vai pra festa para não beber? Querem beber, fumar, fuder e outras coisas mais?! Que façam sem a anuência do poder público. Mais uma vez: o poder público deveria pelo menos fingir que se importa com o amanhã. Porque o agora é "correr contra o tempo, porque a festa é sábado". Durma-se com um barulho desses!
Diversão é muito bom. Conhecer pessoas novas, beijar, amar e quem sabe ter algo mais sério. Não há nada contra isso, pelo contrário, há tudo a favor, desde que seja saudável. Uma cidade é bonita quando é bem cuidada, tem organização. Uma cidade organizada torna-se referência; torna-se ícone. Uma cidade diferenciada não é igual às outras! Claro, mas parece que não!
Hoje o amor quixadaense é feito nos motéis e não nas calçadas, de cadeirinha. Não existe mais o glamuor da conquista e nem a emoção de "sair escondido do pai ciumento"; hoje é banal e muito mais que isso, o amor morreu para muitos...
O Açude Cedro era o recanto do final de semana. Era o cartão postal cravado na vida do cidadão quixadaense. Lá era o local de beber todas e mais um pouco. Os clubes, como a AABB, Comercial e Balneário eram esfinges de uma sociedade PACATA. E o que são hoje, tais clubes? Pensem.
Um ato tomado pelo poder representativo do povo, não pode ser tomado por "falei com o fulano"; os poderes, mesmo podres, deveriam pelo menos fazer de conta que se importam com o amanhã... Mas Quixadá tem história e muitas outras histórias pra contar. Felizmente!
Antes éramos a cidade (dos que conheci e conheço) do Aziz Baquit, do Dr. Mesquita, do Dr. Everardo Silveira, do João Eudes Costa, do Dom Adélio; do imponente Banco do Brasil, do Nordeste, do BEC, da Maternidade, do colégio das irmãs, do GVA, dos campeões no Futsal, do Manel Bananeira, do Negão Eduardo, do bar do campina, do bar da estação, do Avante, das Barbearias... E hoje somos a cidade de quem mesmo? Qual é o nosso "point"?
Uma sociedade tem que evoluir para frente e não o contrário. Quixadá segue rumo ao esquecimento. Dá passos largos rumo a ser mais uma cidade sem história. Daqui a 20 anos lembraremos de quê?
Quando se caminha pelo caminho comum, nada é mais que nada; não existe surpresa, nem descoberta; é a morte do conhecimento.
As mentes que ontem bebiam, eram as que andavam pelo conhecimento, mentes esclarecidas e estudiosas. As de hoje? Deus tenha piedade dessa cidade, pois nem só de lixo viverá o homem...
quinta-feira, 11 de setembro de 2014
Irracionalidade.
Diferentemente da verdade,
a maioria das palavras choram necessidade.
é um pouco de tudo, é de tudo um pouco,
é um grito calado é um sentimento louco.
E nessa ponta, a nossa conta,
faz pensar tudo aquilo que o mundo nos apronta,
certas maldades, certos anseios,
acreditar que as idas são em nós meros passeios.
mas é assim, tudo em mim
é um colo calado, um pensamento ruim.
sem se entregar, sem perceber
que vamos caminhando nessa lida entre eu e você.
falo cantando, ouço sorrindo
e enquanto vamos caminhando está todo mundo indo
para sobra, para a vida
para tudo! mas continua eu com essa ferida.
daquele passado, daquilo passado
de todos os caminhos certos que viraram errados.
nos acompanham, influenciam,
contam nossa história, enquanto todos riam.
riam de mim, riam dos fins
mas os meios continuam a me justificar assim.
entre-cortados, inteligentes
falam demais e acham que entendem a mente
de quem não pensa, de quem não fala
de quem espera oportunidade da última bala,
que não é doce, nem de espinho
é um sonho pesado, vívido, louco e sozinho.
do que falo? sobre o que digo?
é algo tão complexo quanto antigo.
é um devaneio, um sentimento
é algo indescritível que mora por dentro.
e que nunca sai, não passeia.
é um fervor abissal que me permeia
me faz realizar, me faz estremecer,
quando penso que existem pessoas sem merecer
o meu bom dia, o meu recato
pois tudo nessa vida parece briga de cão e gato.
e aqui termino, sem muita aflição,
imaginando qual será a minha condição
de continuar, de me compreender
tudo aquilo que não tenho e que posso perder.
vai entender? jamais!
vai me ouvir? não mais!
já tenho todos os motivos pra ficar em paz.
Vai parar? por mim!
vai querer? o fim!
e assim vamos andando nesse tempo ruim.
Diferentemente da verdade,
a maioria das palavras choram necessidade.
é um pouco de tudo, é de tudo um pouco,
é um grito calado é um sentimento louco.
E nessa ponta, a nossa conta,
faz pensar tudo aquilo que o mundo nos apronta,
certas maldades, certos anseios,
acreditar que as idas são em nós meros passeios.
mas é assim, tudo em mim
é um colo calado, um pensamento ruim.
sem se entregar, sem perceber
que vamos caminhando nessa lida entre eu e você.
falo cantando, ouço sorrindo
e enquanto vamos caminhando está todo mundo indo
para sobra, para a vida
para tudo! mas continua eu com essa ferida.
daquele passado, daquilo passado
de todos os caminhos certos que viraram errados.
nos acompanham, influenciam,
contam nossa história, enquanto todos riam.
riam de mim, riam dos fins
mas os meios continuam a me justificar assim.
entre-cortados, inteligentes
falam demais e acham que entendem a mente
de quem não pensa, de quem não fala
de quem espera oportunidade da última bala,
que não é doce, nem de espinho
é um sonho pesado, vívido, louco e sozinho.
do que falo? sobre o que digo?
é algo tão complexo quanto antigo.
é um devaneio, um sentimento
é algo indescritível que mora por dentro.
e que nunca sai, não passeia.
é um fervor abissal que me permeia
me faz realizar, me faz estremecer,
quando penso que existem pessoas sem merecer
o meu bom dia, o meu recato
pois tudo nessa vida parece briga de cão e gato.
e aqui termino, sem muita aflição,
imaginando qual será a minha condição
de continuar, de me compreender
tudo aquilo que não tenho e que posso perder.
vai entender? jamais!
vai me ouvir? não mais!
já tenho todos os motivos pra ficar em paz.
Vai parar? por mim!
vai querer? o fim!
e assim vamos andando nesse tempo ruim.
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