quarta-feira, 20 de julho de 2022

Não é chuva, mas tem período e consequências.

 Costuma-se convencionar que: de 4 em 4 anos eles aparecem e com eles vem as promessas de sempre a para nunca! Eis que falo sobre a campanha política a nível nacional e estadual.

Nesse período, onde passamos a maior parte do tempo falando mal daqueles que elegemos, costumamos nem lembrar em quem votamos. No máximo, lembramos que somos petista e, agora, bolsonaristas.

Esse período eleitoral costuma vir cheio de promessas; coisas que irão mudar para sempre o rumo de uma região ou cidade. O país não será mais o mesmo! O povo nas ruas é a voz da mudança e por aí vamos e por aí vai.

Infelizmente a realidade é outra...a maioria deles, candidatos, e nós, eleitores, pouco nos atemos sobre a importância que a política tem em nossas vidas. Por questões mais pessoais, de militância político-partidária, esquecemos que os candidatos deveriam apresentar propostas reais e não apenas aquele velho e bom “me engana que eu gosto”.

Não tão infelizmente, mas algo bem mais real, é a visão de que o mundo deve ter e ser aquilo que queremos para nós, e não aquilo que é possível ser. Com essa afirmação, impondo a realidade como pano-de-fundo para o texto atual e o contexto político, caberia a nós uma nova visão da nossa sociedade fundada e afundada na hipocrisia do bem-estar social.

E acredite: na nossa sociedade, poucos são os que veem no bem-estar social algo coletivo. Tendemos a ser individualistas ao ponto de ignorar os “sinais” de corrupção em nossos candidatos. Roubou, mas fez! Esse é bandido! Ali é um vagabundo safado. O meu candidato é o melhor e mais preparado. Até mesmo palavras que mal sabemos o valor e importância histórico, são usadas para classificar desatinos, tipo a palavra da moda nessa pandemia: genocida.

Se alguém que, teoricamente, influencia você a tomar atitudes que são, também na visão da maioria, anticientíficas, o culpado é o “genocida”? E pelo outro lado, se a mesma justiça que condenou, absolveu, está justiça só é boa, justa e digna de aplausos apenas quando me interessa?

Por aqui iríamos até os primórdios da civilização. Desde muito tempo o homem vive de enganar e enganar-se, literalmente. Os políticos, também literalmente, mentem para quem quer ser enganado; existe muito além da cumplicidade entre os que mente e os que acreditam, pois eles se locupletam; são eles que são a causa e a consequência, pois só existe o mentiroso porque há quem acredite nele.

E certamente está você pensando: o que esse doido está dizendo? Digo que somos cumplices por alimentar um sistema político-social falido e fadado ao fracasso que é. Não existem discussões políticas sérias num ambiente onde o juiz é vítima, julgador e executor da pena. Não existe discussão sobre liberdades individuais, sejam elas sobre o voto ou sobre o que podemos ou não fazer, seja na internet ou no nosso corpo, quando deixamos que outras pessoas decidam o que é melhor para nós. Devemos ter o livre-arbítrio e exercê-lo a plenos pulmões, pois aquele que se deixa escravizar, se acostuma com o estralar do chicote e, por vezes, sente saudade que chora...

Como visto, é, a meu ver, impossível falar apenas de política e votos, sem esbarrar no maior problema nacional que é a ignorância. Estamos acostumados a sermos enganados por nós mesmo. Não fazemos a menor ideia do mal que estamos a fazer, quando vendamos os olhos para aqueles poucos e bons(sic) trocados colocados no bolso. Já dizia o profeta: farinha pouca, meu pirão primeiro.

terça-feira, 19 de julho de 2022

” já fui bom nisso”

 

Assim dizia papai sobre, onde, como e quando o tempo lhe deixará apenas a saudade como lembrança de outros tempos...

Eu já fui bom em ouvir e estar com as pessoas. Hoje em dia, talvez por fatores improváveis, eu esteja em uma fase menos, digamos, afeita a ouvir baboseiras. Impaciente e indeciso, assim como na música do Legião Urbana. Mas muito menos “amo mais você do que eu”, do Catedral.

Deve ser a idade, ou o excesso dela; ou quem sabe os erros, e o excesso deles; ou talvez e mais provável, todas as anteriores. Todos chegamos em algum lugar de alguma forma. É impossível chegar aos 15, 25, 33, 42! Anos, sem que as marcas do tempo não nos empurrem contra as pessoas.

É o filho chato, a mãe que não entende, o marido/esposa que reclama, é a vida que não se desenvolveu ou os fatos que julgamos necessários que não saíram do canto! Mas aqui entendo o que o papai dizia: o problema somos nós.

Nós, literais ou objetos, dados na corda ou existenciais, repletos ou incompletos, simples ou impensáveis, vão se acumulando nessa corda que pulamos diariamente. É o cansaço, o sobrepeso, o mais do mesmo, a falta de quem nos compreenda, o tempo que só passa e nada acontece! É tudo e ao mesmo tempo nada.

No final, ao fim, sequer teremos a possibilidade de olhar para trás. Quando chegar a hora de nos chamar saudade, como diria Nelson do Cavaquinho, o tempo não irá parar, né, seu Cazuza?

O que somos hoje é a “soma de todos os medos”, um ótimo filme com Bem Afleck e Morgan Freeman. E nem nos nossos piores pesadelos acharíamos estar na situação na qual nos encontramos. Claro e provavelmente, você ou até mesmo eu, possa estar se perguntando: “estamos tão mal assim?”

Eu não sei vocês, mas eu sinto falta dos meus tempos de criança:

“eu daria tudo que eu tivesse, para voltar aos dias de criança. Eu não sei pra que que a gente cresce, se não sai da gente essa lembrança...” Grande Ataulfo Alves.

Nesse tempo, até mesmo em tempos mais à frente, não ter, como sempre digo e com orgulho, R$1 no bolso, eram tempos infinitamente melhores. Nossos pais, ainda jovens, carregavam toda a responsabilidade que hoje nos massacra. A realidade era diferente, o tempo era inexistente, os olhos brilhavam... e os pés sujos do chão de terra? Vixe... ali era bom demais. 

Não existíamos, apenas sentíamos. Era simples, sem composição. Não éramos versos trabalhados, apenas prosa sem compromisso. Literalmente, éramos o que o sopro divino nos deu: vida, plena, absoluta e irrefutável.

Mas aí você pode pensar: o homem cresce, para perpetuar a espécie... essa espécie? Se eu tivesse crescido sabendo como o mundo estaria, teria, como diria meu vô, morrido cedo, pois ele falava que quem não quer ficar velho, que morra novo. Não dá meu vô, meu pai já estabeleceu o precedente: "já fui bom nisso..."

Aprendi com ele que as intempéries da vida são inatas. Ou é assim, ou assim não é. Nem posso correr devagar, pois nunca tive pressa e levo esse sorriso porque já sofri demais. Claro que atropelei o Almir Sater, mas ele há de entender.

Na esperança por dias melhores, por pessoas melhores, por um mundo melhor, acho que vamos levando, empurrando com a barriga. Fico livre dos meus pensamentos quando escrevo, tento deixar aqui, mais que verdades, pois nunca fui de mentir demais. Hipocrisia e o medo de sermos quem somos, nos dá calafrios e cala-bocas.

Talvez eu seja sincero demais e me importe de menos com o que os outros vão dizer, mas ninguém nunca chegará onde eu cheguei, pois ando só e só eu sei...

 

quinta-feira, 27 de janeiro de 2022

A periclitante situação do serviço publico


Não é fácil ser prefeito. Muita gente pedindo, muita gente que não simpatiza com você e que não votou em você; mais gente ainda que ganha pouco e faz menos ainda; e uma imensidão de outros tantos que lhe apoiaram e querem uma vaga no serviço público.
Tem muita gente que ajuda e mais um tanto que atrapalha. Eu, servidor público municipal, quase 10 anos sentadinho no meu canto, em isolamento social rígido a quase 7 anos, vou observando.
Não sou um caso a se pensar, sou ínfimo diante a massa de servidores municipais. Uma gota d'água num oceano de “quereres” e sentimentos administrativos. Mas eis aqui, e não posso deixar de ver, o problema: a falta total de IMPESSOALIDADE. Cabe a todos que prestam serviço público serem impessoais. Esse é, pra mim, o maior e o grande infinito mega super maximo problema que afeta a relação de amor e ódio, entre o “rei” e os, literalmente, vassalos.
“As ondas do rádio” se calaram. Elas, logo elas, paladinas da verdade e do interesse público, perseguidora implacável do maldoso ex-prefeito, que por sua vez, era perseguidor contumaz dos concursados, que ainda hoje, alguns deles, esperam para ocupar seu lugar ao sol…
A glebe negacionista, como se dizem “aqueles que amam cegamente seus líderes"...opa, perai, englobei petista e bolsonaristas numa só frase? Sou um gênio da obviedade! Voltando, esses aí de cima, negacionistas da realidade, são a ala babão nos bons costumes e oposição nas vacas magras. Pobres e coitados. Indulgentes da coisa pública. Pessoais no poder e impessoais na oposição. Fazem tudo pelo povo e por aí vai a piada…
E os que se calaram subitamente? Nem mencionarei para não atrapalhar o texto.
Eu vivo dizendo: o eleitor é aquele que uma vez a cada dois anos é obrigado a ir votar. O cidadão é aquele que vota e tem consciência de cuidar, pastorar, falar mal do administrador/vereadores, fiscalizar a coisa pública e por aí vai!
Vejo tetos tentando cair na minha cabeça a tempo demais. Passa prefeito, entra perfeito e continuam me dizendo que “esse teto vai cair”. Acreditem, literalmente. Mas ser ninguém tem suas vantagens: ninguém te vê, ninguém lembra de você, ninguém enche seu saco e quando vierem encher, mande-os chupar caju!
Mas existem grandes e verdadeiros trabalhadores no quadro efetivo municipal; gente que veste a camisa da coisa pública; os que varrem a rua, faça chuva faça sol, aqueles que recebem sempre atrasado, mas que a culpa é sempre da empresa que não pagou. Há os que estão a dois anos enfrentando a pandemia, correndo risco de contaminação. Há os que não tem hora para descansar, são chefes 24hs por dia, a postos, diante os problemas e o caos que é o serviço público municipal…
Não há neles a vontade de enriquecer às custas do erário. Não há neles homens ou mulheres, petistas ou bolsonaristas, mas apenas a missão de ajudar o cidadão quixadaense. 
Você, servidor público municipal, deve conhecer algum servidor altruísta; alguém que vive para servir o povo. Alguém que não tem abuso do atendido, que vê o povo como patrão e chefe, cliente da coisa pública.
Se você não conhece, uma pena. Talvez seja por isso que sua classe seja tão humilhada, vivendo ao bel prazer do prefeito que sai, do perfeito que entra.
Talvez nos falte uma consciência do que realmente é servir ao senhor da rua, o povo e não apenas ao nosso ou ao interesse daquele que te deu um cargo e a incubencia de babá-lo, na saúde e na doença, no burado das ruas apagadas e escuras, até que o mandato dele acabe e venha outro lhe tentar, usar e, mutuamente, jogá-los fora.
Lembre-se: quem mandou votar no homi?

segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

A morte como um acontecimento inevitável.

Por mais que eu não demonstre tanto assim, escrevo bastante, sobre tudo e sobre todos. Algumas palavras minhas só serão lidas pós-morte. Tenho um, digamos, diário gráfico e outro filmatográfico. Gosto de falar com meus sentimentos, mas, com o tempo, não por eles. Não sabemos o que há do outro lado dessa porta da vida. Morrer é uma passagem dolorosa, principalmente, como pude aprender com a morte de meu pai, para os enfermos. 

Nunca parei para falar sobre a morte como um fim; para mim, esta, é muito mais que um acontecimento, é um acontecimento inevitável. E por que não estamos preparados para ela? Negligência, soberba ou apenas medo mesmo? Nenhuma coisa e nem outra, não é natural nos prepararmos para ela. Não é natural esperar o fim, seja ele o nosso ou o dos outros.

A própria vida trata de negligenciar a morte. Não há como viver e pensar que um dia todos morreremos. Você pode até pensar nisso, vez por outra, mas será de uma forma romantizada ou olhando para um futuro distante. Não há nada como o agora.


Dentro de todas as caixas da nossa vida, haverá essa cobra venenosa, pronta para fincar seu veneno no nosso destino, a tirar-nos a vida. Desfalecidos, entorpecidos, os olhos semiabertos, aquela luz inebriante que nada nos diz, os sons abafados e inauditos, rostos tão perto de nós, mas ao mesmo tempo tão indescritíveis…poderá ser assim, mas não sei se é ou será; ninguém sabe.


Vi por quase 45 dias meu pai deitado no leito de morte. Eu não sei se ele sabia que ali seria seu fim, mas eu sabia e estive em paz com isso até chegada a hora. Segurei sua mão e vi seu último suspiro. Tudo que tinha para dizer eu disse, mas não naquela hora ou nos dias anteriores. Errei, acertei, "enchi o saco", dei sorrisos e aprendi, mas não naquela hora, nem naqueles dias, fiz isso antes.


Assim faço com todos, todos os dias, dou o máximo da minha presença, seja ela boa ou ruim. Não sou a pessoa mais agradável do mundo, mas não sou o tipo desagradável. Não sou mais ou menos, sou tudo ou nada. Aprendi com quem nunca me ensinou e vivo como quem nunca deixou de aprender.


Mais uma perda, inominável, mais um acontecimento, inevitável. Pessoas choram, sentem falta, se culpam ou mentem para si: “podia ter feito mais…” Não, não podia. Você fez tudo que queria e o que acha que não fez, não era para ter sido feito. O maior consolo para quem perdeu alguém que amava, está nas lembranças dos dias bons e ruins; está na “timeline” que é a vida, sem tempo para recomeçar. 


Nessa vida, que conheço e na que todo dia me despeço, nunca vi finais felizes e nem adeus com lenços brancos em acenos. Sempre vi cabeças baixas, olhos fluidos, caixões e cemitérios. Nunca me senti tão em paz com todos os dias que fui eu mesmo. Nunca precisei dizer adeus a ninguém, pois, na presença ou na ausência, todos souberam/sabem quem sou eu.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2021

Darwin e a covid-19: uma lição que o mundo teima em aprender

Acredite: ninguém até hoje sobreviveu a esta vida. Nascer e morrer faz parte do pacote chamado existência.

Desde quando o mundo é mundo, o homem vive a saga de escapar da natureza. Esta, tentando, naturalmente, acabar com a raça humana da forma mais natural possível.

Com a atual pandemia, onde, evidentemente, houve um avanço significativo na mortalidade, apressando a morte de alguns e ceifando a vida de outros que provavelmente...morreriam também!

Não há como fugir da morte. Houdini, o grande mágico, não soube escapar de uma reles apendicite. Jesus, segundo Mateus, Lucas e João, também mortos! Eu, você. Deus, segundo Nietzsche! Há salvação para os seus pecados, mas não há para a morte.

E como sobreviver a um mundo que mata tudo e todos? Impossível. Do pó viemos e adivinha… pois é.

Mas certamente foi Darwin que nos deu a maior contribuição para esta vida incerta: evolução.

Em sua teoria, priorizou a tentativa, não de explicar a vida ou a morte, mas de nos alertar sobre como evoluem os seres vivos. É tipo um faroeste, onde o mais rápido, o mais forte e por vezes, o mais esperto, sobrevive até evoluir e morrer, para que outros, de sua descendência e melhor adaptados, sobrevivam mais e por mais tempo, mas nunca eternamente. 

E eis que aqui estamos, mais uma vez, lutando pela nossa existência, contra a natureza. Não há como detê-la. Nem como fazer um acordo com ela. Se ela nos quer mortos, ela terá, mais cedo ou mais tarde, literalmente.

Mas dentro dessa perspectiva evolutiva e de sobrevida, por vezes esquecemos do agora. Mal saímos do cala-bolso pandêmico e já estávamos discutindo sobre, acreditem, Carnaval. Como diria Galvão Bueno “é amigos…”

Até pouco tempo atrás, tempo que sequer pode ser posto na conta da existência humana, o nosso amado Brasil-sil-sil-sil! estava vivendo um caos sanitário. A incerteza era a grande certeza do amanhã. E quando não foi? Seria totalmente insensato exigir conduta diversa, pensar de forma diferente sobre o amanhã, pois a natureza humana é temporal, imediatista, sendo poucos que se preocupam com o “de onde viemos e para onde vamos”. 

Abro aqui um parentese para citar Nicolas Taleb, um grande cético ao futurulogismo humano, quando diz que, em minhas palavras, não há como saber quando um “cisne negro” irá acontecer.

Na visão de Taleb, um Cisne Negro é um acontecimento impossível de prever, assim como um terremoto, que mesmo que estejamos sob uma falha geológica, e a materialidade história nos prediga que ali, em outros tempos, houveram vários terremotos, é impossível dizer quando haverá outro. Este mesmo Cisne Negro, na minha visão, é como saber quando iremos morrer, impossível de exatidar.

A insegurança da vida é que faz do homem um ser pensante e reflexivo, mesmo que a grande massa da população, não faça a menor questão de ter esse instante consigo mesmo..

Naturalmente, se você parar para pensar um pouco, além do nascer do sol e o sopro da morte em nosso rosto, o que pode ser visto como certeza? 

Assim vê a maioria, que mal tem tempo para se locomover de casa pro trabalho; que relega e delega nas mãos de uma penca de trambiqueiros, seu destino político e de vida.

Independente de nossa existência, algumas coisas continuarão existindo. Independente de nossa insistência, outras coisas jamais conheceremos. Dependemos do acaso, mas jamais do casuísmo. Pois aqui digo, nada é por acaso.

Darwin jamais imaginaria que estava descobrindo a prova inequívoca da fragilidade humana. Somos tão iguais aos macacos quanto este a nós. Somos tão diferentes à existência quanto ela é a nós. Somos muito mais passageiros, literalmente, do que viajantes. Somos uma espécie em extinção em progresso, estamos nos expandindo, assim como o universo e um dia definharemos, não pelas mãos de uma doença ou deste ou daquele vírus, mas pela nossa própria natureza evolutiva.

Evoluir até se transformar em outra coisa, ou seja, sucumbir.

Nada evoluí que não seja para seu próprio fim. Esta é a humanidade que mata milhões de fome por ano. Que morre por falta, de meia hora por dia, de uma simples caminhada. Que prefere morrer a ter uma dieta correta ou que prefere não tomar uma vacina, pois esta é experimental. 

E aqui, há de se fazer uma reflexão ainda mais profunda: como podemos ser tão idiotas em achar que, mesmo ignorantes sobre como é feita uma vacina, teríamos o conhecimento de dizer que esta ou aquela é, foi ou será experimental.

Morra e não tome!

Eu não faço a menor ideia se é experimental e menos ainda sobre sua eficácia, mas eis aqui meu braço, o mesmo que tomou a BCG e carrega essa marca até o final dos tempos! Tome não, faz mal. Você vai virar um macaco ou um jacaré. 

Segundo Darwin, e alguns eleitores, isto já aconteceu...

quinta-feira, 18 de novembro de 2021

Vergonha: um esporte nacional.

Em 1º de Maio de 1994 o Brasil perdia um dos seus maiores ícones do esporte, Ayrton Senna. Em um trágico acidente no circuito de Ímola, o tricampeão mundial bateu seu carro contra o muro, na famigerada curva Tamburello. Uma comoção nacional/internacional se formou. Milhões choraram uma dor coletiva e irreparável. O automobilismo brasileiro jamais se recuperaria do ocorrido...

Mas o que isso tem de “Vergonha”?

Eu não saberia falar pelos holandeses ou japoneses, mas posso falar pelo brasileiro em geral que é, além de trabalhador: mentiroso, egocêntrico, “cego” politicamente e por, não raras, exceções, desonesto.

Somos o país do jeitinho. O país onde os criminosos têm vez. Onde até mesmo o esporte é motivo para sermos pelo lema nacional: Farinha pouca, meu pirão primeiro. Lema este que poderia estampar muros de casas de cidadãos comuns, até mesmo a faixada do congresso ou de certos tribunais.

Trazendo a coisa ainda mais para perto de nós, o glorioso Fortaleza Esporte Clube, passou, salvo engano, 8 anos na série C do campeonato brasileiro. Era motivo de mangofa, ridicularizado ano após anos. Isto tudo passado, com seu maior rival na série B...

Conseguem ver aqui o mote do texto? Se não, vou esmiuçar ainda mais.

O ex-presidente Lula, preso em abril de 2018, era presidente de 2003 a 2010. Após lotear estatais e se consolidar com mais de 70% de aprovação, quando saiu do governo, foi acusado de enriquecimento ilícito e afins.

Conseguem ver aqui o contexto do texto? Vamos adiante, no miúde...

Jair Bolsonaro, com o meu e o voto de quase 58 milhões de brasileiros, foi eleito presidente em 2018. De lá até aqui, o máximo que fez, pelo menos é o que dizem, foi não roubar tanto quanto seus antecessores.

Aí você se pergunta qual droga estou usando para num texto só! Colocar Ayrton Senna do Brasil! Fortaleza Esporte Clube, Lula e Bolsonaro...

Pois é, o Brasil, como todo e qualquer país, é feito de altos e baixos morais. Vemos orgulho no tricampeão, mangofa com a desgraça alheia e cegueira, ou até mesmo, escolha entre um ruim e um menos ruim!

Nos faltam opções ou “é isso mesmo”?

Ficamos animados quando nosso time ganha com gol impedido e validado pelo VAR. Fazemos malabarismos para explicar o motivo do nosso candidato, agora eleito, estar ladeado com o que há de mais fisiológico na política. Tentamos explicar e culpar, qualquer um menos o responsável, pelo preço de tudo estar caríssimo! Tentamos dizer que um único ministro do governo Lula, devolveu mais de R$ 100 milhões e o atual ex-presidiário está solto e é inocente!

Ficaria anos catalogando o “jeitinho brasileiro”, mas não há motivos para tal.

Ayrton Senna era rico pelo esforço dele. O Fortaleza chegou a ficar em 2º colocado no atual campeonato brasileiro. O Lula não é e nunca foi inocente. E Bolsonaro...é olhar o preço do supermercado.

Claro que vamos dizer que a culpa é STF, ou do muro na curva Tamburello, mas jamais diremos ou faremos nossos mea culpa por sermos cegos ou vermos que existe um limite entre nós e a realidade que é intransponível.

Senna não teve culpa pelo muro estar ali. Aparentemente, foi a barra da direção que quebrou e havia um muro e a morte.

O Fortaleza soube esperar sua hora; passou por presidente ruins, torcedores sofridos e treinadores “burros”. Mas só quando alguém veio e acertou,  este foi tratado como herói. Imediatismo.

Lula fez muito pelo povo. Fez tanto que o povo esqueceu e viu que ele e seu amigos não eram tão bonzinhos assim. E ainda dizem que: aquela justiça que condenou, era injusta. E a mesma que disse que o juiz Moro era incompetente e suspeito para julgar o ex-presidente.

Bolsonaro vai por aí, não rouba, mas também não faz. Não sei se ele é ruim, burro ou apenas incompetente.

Também não sei se não sei votar ou se não temos opções. É bater no muro ou seguir tentando. É ser correto ou ser esmagado pela falta de consciência coletiva que assola o país.

Não sei como é na Holanda ou no Japão. Dizem que a maconha é liberada na Holanda; aqui é ilegal. Dizem que políticos preferem a morte, a serem vistos como corruptos, no Japão.

Dizem que o Lula é inocente e o Bolsonaro é genocida. Ninguém no Brasil conhece a própria história, menos ainda a mundial.

Martin L. King foi preso algumas vezes por lutar pela igualdade entre negros e brancos; e era inocente.

Ele, até aqui, não havia aparecido no texto, pois o texto é uma mostra de que existem pessoas além do nosso tempo, que morrem tentando superar suas próprias limitações existenciais, no sentido de dar a coletividade um sentido de união e persistência por ideais.

Nós, humanos, somos a ralé da natureza. Consumimos tudo e destruímos até mesmo aquilo que inventamos: a moral. Fazemos coisas erradas conscientes, mas, por vezes, para o simples fato de nos dar bem sobre os outros, impondo nossa perspectiva, congratulando-nos com o errado.

Quantos Sennas surgiram? Quantos Pelés tivemos? Quantos políticos foram santos e quando nós, eleitores, tivemos razão?

Né?

Quantos jogadores foram geniais, e quantos técnicos foram burros? Os anos passam e nós vamos numa introspecção moral sem limites. Vamos até o mais baixo dos horrores, como agora, na atual situação de “caridade” dos combustíveis e da comida cada vez mais caros.

No entanto achamos normal. Vamos esquecendo os que roubaram e os que não fazem e nem roubam. Não temos mais limites para a vergonha. Este é o Brasil do centrão, que um dia foi a terra dos índios.

O que mudou de lá para cá? Ladrões, apenas; eis o que somos, uma vergonha.

sábado, 30 de outubro de 2021

Mais que o silêncio...

 


Acostumamo-nos a ouvir vozes e delas extrairmos aquilo que nós próprios temos como verdade. Ao escutar dos outros, trazemos para si experiências, por vezes, passadas de geração em geração. Assim sendo, muitos de nós, em pouco, nos diferimos do papagaio, que repete aquilo que escuta e reproduz do seu jeito.

Claro que o pobre pássaro jamais entenderá o que está dizendo, mas de alguma forma, sem empatia, ele tenta agradar aqueles que lhe dão alimento.

Conosco não é tão diferente assim. Ficamos bem com quem nos faz e traz o bem, e de mal com o oposto citado. Não somos melhores que os animais que domesticamos, apenas temos o entendimento que deve ser assim.

O animal, inato, inóspito de ideias, reflete tanto quanto o ser humano o ambiente no qual habita, transformando, por vezes, as prisões visíveis, em algo pelo qual viver. E aqui estamos diante do grande dilema: quanto somos livres?

A resposta, tal qual a pergunta, carece de sentido quando nos colocamos diante dos outros. Minha liberdade é ser livre de quê? A do animal, ao ser tirado da natureza, tem no seu “dono” o espelho no qual teria na fome e na necessidade de buscar alimento na própria natureza. Torna-se assim, o bicho, escravo de uma necessidade intrínseca a todos os seres viventes que é a sobrevivência.

Todos somos sobreviventes de algo. A nós, humanos, cabe primeiro, ser o embrião escolhido. Sobreviver a gestação e maturar durante infância e puberdade, torcendo, se é que exista alguém que o faça por nós, para que “tudo dê certo” e sejamos, ao final da vida, algo além de uma vaga lembrança no pós morte.

Ao dedicar a vida em favor de algo, estamos sempre perdidos e presos a essa dualidade, entre ser livres e viver em busca da sobrevivência, ou sermos escravos de uma existência sem liberdade.

O homem não é livre ao nascer. Jamais será em vida. Apenas a morte o liberta do divino humano e do imortal dever de viver sob o julgo alheio. Ninguém esta e nem mesmo pode, estar distante de vagar entre os anos de vida, contra tudo ou contra todos. Somos tão pobres que pensamos ser melhores do que os menos afortunados.

A existência humana se perfaz na cobiça por mais. Ao contrário do bicho que repete várias palavras, em busca de algo que ele não sabe e nem tem noção do que é, nós, humanos, vindos do ventre, jogados para a “externidade” do mundo e para nele sermos servos de contratos e preconcepções, não somos dotados da escolha.

Viver é uma prisão existencial criada pela escolha, por vezes, malfadada ao acaso. Somos humanos por acidente da natureza. Achar que exista algo além de nós, no espaço ou no “secreto e divino espírito santo”, é como se o papagaio começasse a falar sem nunca ter ouvido uma voz.

Ou você acredita que existam papagaios selvagens que falam “loirinho”?

Somos ensinados a obedecer a aquilo que desconhecemos.

Pai, mãe, família, direito, certo, moral, deus e todos mais que possamos encontrar pelo caminho, todos são limitações a nossa liberdade. Ninguém nasce livre, do ventre somos libertos e durante a vida, em algum momento, a existência se findará sem um aviso.

O homem é escravo do silêncio que ele próprio nunca aprendeu a respeitar; somos um fato que não acontece se estamos sozinhos; somos ato biológico de decisões além-mar de pessoas que chamaremos por nomes que eles mesmo aprenderam a chamar.

O papagaio ou o homem, diferentes, mas enquanto vivos, são apenas seres que repetem um silêncio nunca respeitado. Pobre de quem procura sentido em si mesmo, não encontrará, pois tudo que tem, ou lhe foi dado ou lhe foi ensinado a ter ou tomar.

A vida é isto: nada além de um silêncio não respeitado pela natureza.

 

quinta-feira, 15 de julho de 2021

Sei lá


 

Leio muito, bastante mesmo. Procurando não sei o que. Mas leio, incansavelmente, procurando que a vivência dos outros me diga algo que nem eu sei o que é.

Adquirir conhecimento é algo fascinante. Repassar aquilo lido, aprendido e percebido é algo sem igual. Mas não tem efeito prático se você não transforma o mundo ao seu redor. Se o conhecimento não vai além, repassado a todos, de nada serve. É como viver sem respirar, sufoca e cansa.

Venho nestes tempos, cansado. Vivenciando cada vez menos a vida. As palavras são meu alento, suas histórias, vidas de outras pessoas, normalmente importantes, destemidas e por vezes imparáveis apenas por suas megalomanias. Ditadores, reis, príncipes e até mesmo alguém sem tanta importância, estão todos nessa busca por algo, um caminho sangrento ou apenas mais um dia de subserviência.

Estamos em tempos difíceis, tempos sem muito o que comemorar ou viver. A vivência se tornou escapar de inimigos invisíveis. Coisas com estruturas inferiores à nossa, sem consciência ou sobrevivência fora de nós.

São tempos difíceis, mas não tão difíceis quanto um dia já foram. Hoje em dia não estamos mais nos matando tanto assim, de alguma forma, o mundo “civilizado” está até mais calmo, a linha da morte, mesmo perene, leva de nós ou nos traz má sorte.

São tempos para refletir e pensar. Avançar e sorrir mais. Tempos para ouvir mais o silêncio dos que não falam ou dos que estão distantes. Tempo para refletir sobre onde e como chegamos aqui. Tempos para parar completamente e refletir.

Ando errando tanto quanto nunca. Não sou culpado por tudo, mas sou passivo e ativos dos meus erros, indesculpáveis? Não, nada é tão ruim assim, pois somos humanos e falhos, seres medíocres quando queremos ser. Somos maus? Talvez seja a nossa essência, mas não é assim que nascemos.

Com o passar dos dias vamos nos tornando, transformando em fantoches do acaso e do desagrado pessoal.

É tempo de refletir, cobrar-se, cobrar-se demais e em demasia. Tempo para parar tudo e apenas pedir por dias melhores.

A ver se meu destino é tão grande quanto aquilo que imagino que seja. Tempo de dar aquilo que nunca foi dado: suor, trabalho e sangue, se preciso for.

quarta-feira, 7 de julho de 2021

Na fila da vacina: uma lição de vida

 


 

Parafraseando, pessimamente, o atual presidente: Temos um povo terrivelmente ignorante; um povo terrivelmente carente; um povo terrivelmente perdido e sem rumo.

Educação é apenas boas notas ou dizer um “bom dia” onde quer que cheguemos. Mas não é só isso. Educação é algo muito mais profundo. É incrível a falsa noção que o povo tem de humildade. Nem precisa ser governante para ser humilde, basta abraçar alguns pobres e passar 45 dias sendo humilde, pegando criança no colo, bebendo água do pote e pronto! Eis um humilde.

Nem jesus é lembrado como alguém humilde! É capaz Ele chegar numa fila qualquer e se expulso por suas roupas não chamativas e humildes.

Sei lá, não sei onde vamos parar com tanta gente ignorante. A ignorância é, nesse contexto, uma falta de senso crítico. Escuto alguns, na fila, dizendo que “essa vacina dá febre, uma conhecida minha quase morre, meu marido passou muito mal (o humilde dr,), já comprei a dipirona, ei essa vacina é aquela que dá febre? Vou tomar não!”

Carecemos demais de gente bem intencionada. A classe política é uma decepção vergonhosa e vendida.

Em nossa cidade mesmo, cite um nome que luta a luta do povo? Só um que não esteja nos braços do prefeito ou querendo vir pro lado dele. Não, não temos políticos assim. Estão nas mãos dos privilégios pagos com o nosso dinheiro.

Ser político é apenas meio de vida e meio de se dar bem, ficar com os benefícios que o cargo tem. Além da faceta de ser alguém importante. Após a eleição...hum, muitas máscaras caem, outras ficam de tanto que já fazem parte do indivíduo.

É triste. Eu fico triste.

Não aprendemos nada, nada, nada!

Aprendo muito com o pouco que fico perto de pessoas desconhecidas. Percebo o quanto vivo distante da realidade que a TV lhes proporciona. Aliás, a TV é um grande desserviço, fora milhares de outras coisas que achamos que tem algum valor axiológico. Seria um pleonasmo? Sabe-se lá, mas cada um com seu cada qual.

Muitos ali na fila, jamais quebrarão as correntes e ou tirarão as vendas dos olhos, que uma educação pífia lhes proporciona. Outros apenas não sabem que ignoram. Mais uma outra parte jamais parará um instante para refletir sobre a vida e suas consequências, principalmente, o voto dado em troca de dinheiro ou alguma outra coisa de valor financeiro.

Vacina no braço, atendimento bem legal, atendentes educadas. “oi, tchau e fui”.

Após tomar a vacina, no postinho, sentei lá fora um instante. 5 minutos pensando o que passamos nesses quase ano e meio de pandemia. Gente morrendo, gente brigando por políticos e suas ideias loucas, gente procurando ter razão em alguma discussão medicamentosa, gente ficando cada vez mais distante da razão de existirmos.

Levantei, sai, cheguei em casa e aqui estou escrevendo. Um misto de revolta/felicidade, pois mesmo vacinado, a sina da morte ainda perdurará em nosso caminho. Independentemente de estar vacinado, cedo ou tarde o nosso fim estará por aí, seja pelo vírus chines, seja por outra doença, bem ou mal estamos fadados a sermos finitos.

Enquanto a morte não nos chegamos, quem sabe consigamos aplacar essa ignorância no povo. Quem sabe um dia as coisas melhorem e vejamos os mais “capacitados” olhando verdadeiramente para o povão.

Eu não sou do povo, mas prefiro estar perto de gente ignorante, humilde por natureza ou por falta de oportunidade de ser diferente, do que perto de político que “se passa” de humilde.

Um dia eu chego lá, mas nunca chegarei a ser hipócrita de dizer que sou humilde, não sou! Sou apenas, nas palavras deles, o besta e afins...

E eu já ia esquecendo: um dia, aqui nessa vida, todo mal feito é pago.

domingo, 4 de julho de 2021

Dia de missa vs dias de culto


 

Sou indiferente a religião. Elas pouco me dizem sobre deus, mas muito me falam quem são os frequentadores dos templos religiosos. Uns guardam um dia na semana, outros “adoram” o sol, uns não podem dar tantos passos num determinado dia, outros não comem certas carnes, outros tem casos de pedofilia/abuso entre seus cléricos, outros são acusados de abusar da boa vontade financeira dos fieis e eu? Ai, ai, ai...

Fico a distância, observando. Acho que já tenho defeitos suficientes para me colocar em conjunto a tanta gente problemática. Dizem-se salvos, dizem-se ungidos, falam línguas estranhas, ouvem vozes enquanto dormem, falam uns dos outros, julgam, desdenham, supõem-se melhores, mais castos, mais santos, muitos santos, aves e marias.

Não se insulte com meu texto, sou apenas um contador de histórias e sem fama alguma. Enquanto você passa a semana esperando o domingo para santificar seu santo ou a semana indo e vindo de bíblia na mão ou em baixo do braço, eu apenas observo, sou expectador, não julgo, pelo menos tento ao máximo; pelo contrário, admiro vocês que são semanais ou diários, segundários, terciários, quintários ou sabadários.

Sou apenas um observador vendo você tratar mal as pessoas e depois, em nome de deus, se unta de luz e aplaca todos os pecados da semana, como num passe de mágica.

Imagino a cara de vocês, olhando pra roupa curta do vizinho de banco, falando e nem prestando atenção no que o pastor/padre fala. Nem eles mesmo “sabem o que dizem”, muito menos o que fazem. Então porque não podemos pecar a vontade? Deus estará lá para nos perdoar...

A vocês, a mim não! Não procuro perdão, procuro não errar ou melhor, procuro não atrapalhar o que já é tão difícil que é este mundo. Um mundo perdido, caótico, católico apostólico e profano; luterano da libertação ou libertário do amor divino.

Ainda bem que as fogueiras, hoje, são apenas comemoração a são joão. Sou apenas mais um herege. Não sou da turma que bate na mulher e domingo fica de joelhos pedindo penitencia. Prepotência minha, claro, mas que é o home se não um prepotente?

Calejados estão meus dedos digitando sobre hipocrisia nossa de todo dia. Calejados estão meus olhos de ver triunfar...isso mesmo! Aquele velho e batido pensamento de alguém que você não faz a menor ideia de quem é!

Assim como Cristo, que pagou por nossos pecados na cruz, vivemos nesse mundo louco, desatinado pela perversão ou pela hipocrisia louca do homem. Homens de fé, homens do dinheiro e da luxúria que nem mesmo em tempos de desgraça coletiva, consegue se controlar; sai louco pelo mundo errante, errado, calejando a pista do ódio ou do fracasso individual.

Que tem deus em nossas vidas? Onde está, onde foi que nos deixou assim, loucos?

Teria ele morrido...isto é certeza, pois num mundo como o nosso, do jeito que está e sempre foi, difícil achar que aja algo infinito de bondade. Que deus me perdoe, mas neste mundo, Ele habita e nos olha de longe, não por vergonha de Sua criação, mas por nos ver tão distantes Dele.