quarta-feira, 25 de julho de 2012
Meu livro, eu.
Não tenho por mim me visto
tão ultimamente, assim, desconfiado.
Não sei se pelo que insisto,
ou pelo que não tenho tentado.
E num sonho, tão imprevisto,
não caio, não pulo e nem ensaio.
Sou um viajante que me reconquisto
a cada soneto improvisado.
Não me escondo e nem preciso,
tão escondido que sou inexisto.
Minha forma ninguém entende.
E se sou o que não sou, improviso
naquilo que não tenho disto,
e em tudo aquilo que me compreende.
sexta-feira, 20 de julho de 2012
O rei da razão.
"Não me canso de falar que te amo
E que ninguém vai tirar você de mim
Nada importa se eu tenho você comigo
Eu por você faço tudo
Pode crer no que eu digo..."
Ah Roberto, mah, para com isso... E é assim que é aqui, os fanáticos esquecem dos erros e simplemente amam. O amor, esquecem-se eles, é egoísta; não vê obstáculos, nem o feio enxerga. Só existe o belo e seu canto amoroso. Dos menos favorecidos aos mais abastados, tudo é love love love! Ama-se tudo, a qualquer hora e a qualquer tempo! As pessoas são frágeis demais, se enganam com qualquer um...
A nivel municipal, eleitoral e prosopopéico (só pra sacanear), pois aqui falamos de um ser quase mitológico, o amor é algo religioso É assim que a pobre, mas sofrida, população vê o candidato que teve sua candidatura impugnada pela justiça eleitoral; a maioria o vê como um grande amor, um amor incondicional. Fazendo assim é muito simples abrir um paralelo diante a toda e qualquer situação que envolve o amor e a irracionalidade.
Meu querido candidato João Hudson Rodriguês, esse texto é pra você e tenho certeza, pois tenho que acreditar que o meu amor é pela cidade e não pelo candidato!
Um amor não pode ser destruído por ninguém, e a maioria ama o outro candidato! O seu papel é bastante simples: Não adianta tentar mostrar a maioria que o outro não isso ou não aquilo, ou que o outro não presta; você, para ganhar dele, tem que substituí-lo no coração do povo! É simples ver, mas muito complicado de se executar.
Mas a "tática" do outro lado tem uma grande falha: O amor do povo, por ele, é um paixão amorosa, como se qualquer erro ou qualquer aventura, pudesse ser perdoada sem castigo. E o erro é justamente ai, um amor maior existe do que esse amor apaixonado; um amor lento e cativado pelo exemplo de vida; um amor nítido e sem desculpas ou defesas; um amor familiar a quem cria sua prole; um amor filial.
Ao pai caba acolher o filho no erro, e o povo vem errando todos esses anos com essa paixão desenfreada e irresponsável. A cidade vem pagando com a perda de tantos benefícios, que somente as grandes festas podem esconder! O povo está revoltado e cego. Em terra de... Quem tem... É rei...
Nessa eleições eu tenho duas opções: Votar em quem nunca votei, ou votar em quem nunca foi votado. E ai, fácil né? Ele eu sei quem é e todo mundo sabe, é o cara das multidões, das festas, das colunas milionárias, das luminárias voltadas para o mato no estrada para o cedro, dos favorecimentos, da maracutáia, pelo menos é o que diz a justiça, e de tudo mais que represente o atraso e a enganação. Praticante do Fisiologismo político! Ele teve a oportunidade de fazer e não fez. Aqui no alto são francisco, onde moro, se me mostrar uma obra em todos esse anos eu voto nele! Nada, nada, nada.
E você João Hudson, está preparado para ser o pai do povo? Eu estou me preparando para seguí-lo por 4 anos. Já sei o que o outro é capaz... Coisas boas não são. Você João Hudson, se vai ajudar o povo ajude logo, começando a tirar essa pedra do sapato do povo que contente com a dor que ela causa, tem medo de tirá-la. O povo está cego de amor e você como um pai sofrido e cuidadoso com seus filhos, há de por moral na maioria!
Ele está nas cordas, pronto para ser derrubado. Um empurrão e já era. Tire seus "filhos" da sala, João Hudson, e aplique uma "surra" moral nele! Você é honesto; ele é? Você é trabalhador; ele é? Você vem do povo... E ele também veio, mas você não traiu o povo e ele sim. O povo está traído e cego pela paixão. Cabe a você chamar seus "filhos" e cidadãos, e lhes mostrar que o verdadeiro amor deve ser pela família e não por uma paixão sem freios.
Quixadá teu povo morre sem saber porque; teus filhos lutam sem querer. Teu suor é farpa que queima na noite fria; tua vida está perto de ter grande alegria.
Quixadá já foi uma grande cidade, hoje está "mais menor" do que algum dia foi. Hoje o povo, novamente, pode querer mudar, mas só com força de vontade e dignidade.
João Hudson, o teu povo precisa de aplausos e não de foguetório.
" Quem espera que a vida seja feita de ilusão,
pode até ficar maluco ou morrer de solidão.
É preciso ter cuidado pra mais tarde não sofrer,
é preciso saber viver.
Toda pedra no caminho você pode retirar;
numa flor que tem espinhos você pode se arranhar.
Se o bem e o mal existem você pode escolher, é preciso saber viver..."
terça-feira, 17 de julho de 2012
"Divagar"
Com os dias que
passam, a máquina humana tritura suas emoções e lembranças. Faz, muitas vezes,
de conta que algumas coisas não passaram ou não a fizeram sofrer. Mas dizem que
não somos máquinas, somos assemelhados. Também dizem que temos um destino, um carma
de outra vida a cumprir.
Diz muita coisa a sabedoria popular; diz que a voz do povo é a voz de Deus. Não gosto de usar deus como Deus. Não gosto de me apropriar de coisas que não entendo.
Não gosto de azares, contos antigos, amuletos ou qualquer tipo de superstição. Também não gosto de arrependimentos, ou erros repetidos infinitamente. Já não é muito uma vida toda para se arrepender? O destino trata de nos mandar para aonde pertencemos e não onde devemos ficar. Não gosto do destino. Não sei destinar minutos ao acaso ou ao relento.
Com os dias que passam, a máquina humana se enferruja com seus sentimentos e lamentações. Pessoas ficam para trás, seguem seu destino. Lembranças e suores; rumores e a vida que passa... Tudo fica para trás e só o que fica para trás é que é realmente real.
Dizem que não existem dias iguais, mas existem. Todos são iguais. Nossos arrependimentos são tão lamentosos a cada dia que deles esquecemos a toda e qualquer nova dor. Causamos o destino e dele somos a causa. Tenho azares, mesmo não gostando deles! Já escutei milhares de contos. Já tive meu lugar preferido para que a sorte chegasse! Já estive procurando um trevo de quatro folhas. Já procurei Deus. Senti-me semelhante.
Não fui de ficar olhando para o sol ou contando as estrelas, mas já pensei que tudo isso tem um fim...
Já é muito uma vida toda de arrependimentos; eu tenho os meus, vocês os seus, mas ninguém sabe onde estão os de deus.
Já tive dias melhores, mesmo eles sendo todos iguais. Já tive dias piores, mesmo que deles não lembre mais. Já tive olhares únicos e destinos dos mais diversos. Já tive certas escolhas ao fazer as escolhas certas.
Já tive azares que se modificaram e me fizeram feliz. Senti-me igual. Sou igual. Posso ser mais? Não. Nunca poderemos nos superar. A superação é algo absolutamente improvável. Mas mesmo as coisas mais absolutas tem seu dia de glória. Um dias as coisas mudam... Um dia o destino se cumpre. Um dia o arrependimento surge; noutro o destinos no beija a face, e mostra que esteve ali, sempre com você. No final, quando as luzes estiverem fracas, poucas estrelas virão lhe ver. Mas todos os olhos que te admiraram estarão lá, mesmo que seja na Tua lembrança.
Diz muita coisa a sabedoria popular; diz que a voz do povo é a voz de Deus. Não gosto de usar deus como Deus. Não gosto de me apropriar de coisas que não entendo.
Não gosto de azares, contos antigos, amuletos ou qualquer tipo de superstição. Também não gosto de arrependimentos, ou erros repetidos infinitamente. Já não é muito uma vida toda para se arrepender? O destino trata de nos mandar para aonde pertencemos e não onde devemos ficar. Não gosto do destino. Não sei destinar minutos ao acaso ou ao relento.
Com os dias que passam, a máquina humana se enferruja com seus sentimentos e lamentações. Pessoas ficam para trás, seguem seu destino. Lembranças e suores; rumores e a vida que passa... Tudo fica para trás e só o que fica para trás é que é realmente real.
Dizem que não existem dias iguais, mas existem. Todos são iguais. Nossos arrependimentos são tão lamentosos a cada dia que deles esquecemos a toda e qualquer nova dor. Causamos o destino e dele somos a causa. Tenho azares, mesmo não gostando deles! Já escutei milhares de contos. Já tive meu lugar preferido para que a sorte chegasse! Já estive procurando um trevo de quatro folhas. Já procurei Deus. Senti-me semelhante.
Não fui de ficar olhando para o sol ou contando as estrelas, mas já pensei que tudo isso tem um fim...
Já é muito uma vida toda de arrependimentos; eu tenho os meus, vocês os seus, mas ninguém sabe onde estão os de deus.
Já tive dias melhores, mesmo eles sendo todos iguais. Já tive dias piores, mesmo que deles não lembre mais. Já tive olhares únicos e destinos dos mais diversos. Já tive certas escolhas ao fazer as escolhas certas.
Já tive azares que se modificaram e me fizeram feliz. Senti-me igual. Sou igual. Posso ser mais? Não. Nunca poderemos nos superar. A superação é algo absolutamente improvável. Mas mesmo as coisas mais absolutas tem seu dia de glória. Um dias as coisas mudam... Um dia o destino se cumpre. Um dia o arrependimento surge; noutro o destinos no beija a face, e mostra que esteve ali, sempre com você. No final, quando as luzes estiverem fracas, poucas estrelas virão lhe ver. Mas todos os olhos que te admiraram estarão lá, mesmo que seja na Tua lembrança.
sábado, 14 de julho de 2012
Nem tanto. Portanto...
As pessoas são objetos de estudo
dos mais variados temas e suposições. Mas uma coisa elas tem que ter em comum:
serem elas mesmas, mas sem deixarem de ser normais. Diferentemente iguais em
forma, mas igualmente diferentes em reação. Não é a toa que tudo está como
sempre esteve: indefinido.
Há de se sonhar com um mundo
perfeito, onde os sonhos são simples singelos e jamais acabam! Onde as pessoas
se congratulem em religião, preconceitos e necessidades das mais variadas. Um
mundo correto; um mundo fraterno e ao mesmo tempo singular.
Dá para ser assim? Não, nunca
será.
A dor tem que existir e da mais
diversas formas. O homem tem que evoluir com a dor e dela tirar sua forma de
ser e de reagir aos estímulos do mundo. Ninguém pode se afastar ou se isolar de
tudo isso, pois assim sendo, não seremos mais sociais, e sim, Neandertais.
Os filósofos procuram divagar
sobre suas próprias consciências e necessidade; eles veem o mundo com os olhos
de quem vê o sol em pleno dia. Os pensadores não sabem mais de mundo que nós
mesmo, os meros e tolos mortais.
Os médicos, curandeiros ou
afetivo-psiquicos, são impulsionados pela perspectiva da necessidade e
ensinados a prever e prescrever nossos caminhos. Não sabem mais do que nós,
pois não são capazes de evitar o inevitável.
De que me serve viver melhor e
enfrentar os medos, se tudo terá o mesmo fim? De que me serve escolher entre
tantos modos de viver, se tudo dá no mesmo?
Uns tem fé, e outros tem a si
mesmo. Mas ninguém acredita em nós mesmos; somos incapazes de vivenciar de forma
pura e cristalina, todas as mazelas da vida, assim como também suas
felicidades.
Não existimos para sermos eternos
e nem para sermos perfeitos. Existimos assim, somos "assado", vivemos
de qualquer jeito. Não, não fomos ensinados dessa forma.
Trazemos na mente todas as
páginas do livro humano da organização; de como temos que ser e como temos que
nos determinar diante nossa infimia linha da vida. Os pormenores são apenas
contratempos sem lógica. Perceber que as nuances é coisa de louco ou perda de
tempo, ou até mesmo uma bela viagem ao esquecimento...
Somos coisas e não pessoas. Sou
humano e não uno.
As pessoas são objetos de sua
própria história e de sua imprópria vida. Destacamos-nos em todas as partes do
mundo, principalmente no tocante enganatório do irreal. Insisto em prever nosso
fim, sem se quer saber o porquê de estarmos aqui. A vida é feita de grandes e
minuciosos estudos, mas o principal estudo não existe: O porquê de tudo não
existir.
Divagamos, curamos,
sociabilizamos, mas não abstraímos. Não nos dotamos do paradoxo da
inexistência. Nunca achamos que estamos perdidos para sempre, pois no sempre,
há uma esperança. O ser é tão infinito quanto sua história é passado. Não
somos, pois nunca existimos em um tempo tão pequeno, frente a imensidão
universal.
Passamos a existir pelo complexo
fato biológico do nascimento, mas antes disso houve infinitos acontecimentos
para que nós “acontecêssemos”. Incrível pensar em tanta coisa e não desistir na
hora que se toma consciência de tudo! E pior, não sabemos de nada. Estar aqui
foi por causa disso, que deu causa aquilo, que acabou sendo nós.
Com o tempo e com mais afazeres,
deixamos o mundo seguir seu rumo; a vida seguir suas vontades. Nesse meio
tempo, apresentam-nos algumas escolhas e isso chamam livre-arbítrio. Se livre fôssemos,
não nos sujeitaríamos a censura da opinião diversa. Por mais que tentemos nos
abstrair, não podemos, pois não é assim que as coisas são.
Queria voar e com os pássaros
sentir que eles não sentem nada demais. Queria saber o que os animais não
sentem. Queira não existir pelo tempo, como as montanhas inexistem. Mas não
podemos ser aquilo que os fatores do acaso decidiram por nós. Não temos espaço
suficiente na vida para abstrair na reflexão. Somos escravos dos dias e do
pouco tempo que dispomos para nos mantermos vivos... Muitas vezes, viver parece
apenas uma forma de morrer de uma forma melhor.
Os pensadores, e seus imbróglios
psicológicos, são médicos que não curam, mas que fingem saber que as respostas
estão na não existência do porque da pergunta. O homem não deveria existir,
assim como os pássaros deveriam sentir vontade de serem eternos. O homem é uma
causa sem causa, um abismo cheio de porquês; é uma pergunta ambulante que não
deve ser respondida, apenas vivida. Somos nada além disso que não vemos, o
infinito.
O homem é uma falsa verdade que
com o tempo simplesmente se aperfeiçoou no que de melhor podia, que é a sua
vontade de ter razão para existir.
domingo, 8 de julho de 2012
Diferentes olhos.
Não são teus, eu sei, nem de quem te inventou.
São da vida e dessa eu tenho pena.
Nem os olhos mais lindos viram quem te levou,
E ainda sim espera por outros problemas.
Não são meus, nem sei, os poemas sem graça.
São da vida, errante, tosca e plena.
Nem a boca mais sabia diria tanta desgraça
E ainda sim, não passaria por tantos dilemas.
Não são nossos, sabemos, nem das nossas alegrias.
São da vida as lágrimas e as despedidas.
Nem os olhos mais cansados deixariam de ver
E ainda sim, e por todo sim, amariam você.
Não são eles, sabem que sim, tão preteridas.
São da vida, dos anceios e dos dias.
segunda-feira, 2 de julho de 2012
A jornada dos ossos.
Fazem parte da nossa rotina e de nossas vidas. Os cachorros são quase ou mais humanos do que nós. Precisam de quase ou mais tudo que nós. São dóceis e imprevisíveis. Cada cachorro tem seu style ou seu jeito de não ser.
Mas eles têm a pior das qualidades do homem: morrer. Um dog sem raça mas com jeito de cachorro grande; e ele é grande! Enorme! Rabugento... Mas não quer mais viver. Perdeu a força vital; a sua fonte da vida secou. Ele é apenas uma sombra do que era. Não há veterinário que cure a falta de vontade em viver. Ele está e é velho! São mais de 12 + 1 anos de vida! É assim que me lembrarei de sua idade, 12 + 1.
Quando aqui chegou, ainda com 2 meses de idade, pegou pela frente logo um comício. Adivinhem de quem... 1999... Pois era um grande e "festeiro" comício. Foguetório pra ensurdecer até quem não escutava bem. O pobre... Todo se tremendo... Mal sabia ele que iria ficar traumatizado com fogos! Os fogos passaram, e o candidato, infelizmente ganhou e não passou. Não era pra ter ganhado? Era, pois a maioria assim quis, mas por mim... Por Spock...
Hoje os fogos não o incomodam mais. Ele mal escuta, está velho e cansado de tanto sofrer. Quando ainda novo, pegou uma tal de virose. Parece coisa de gente, mas não é. Foi tratado e medicado como um ser vivo que precisava de cuidados. Mas ele não sabe que nem humanos tem o tratamento que ele teve, sempre.
Parei um pouco de escrever agora. É difícil falar e não se emocionar. É e está sendo difícil não vê-lo comer nem beber água. Spock está no fim, no fim de sua jornada, a jornada dos ossos. Não tem mais forças pra quebrá-los, pois está sem vontade, sem alegrias... Eu entendo ele, pois também já fiquei sem rumo, sem forças, sem vontade. Mas ele não tem consciência da vida; eu tenho.
Por mais de 12+1 anos coloquei sua comida e água! Todos os dias, com poucas exceções. Não está sendo fácil pra mim, mas imagine pra ele. Ele não tem mãe pra segurar sua pata... Ele só tem a mim e eu a ele. Não era pra ser assim Spock, você não poderia fazer isso comigo. Mas é a vida, uma vida de cão. As pessoas vivem para verem os outros morrerem.
Um dia lembrarei-me de você como alguém que se foi; alguém que nunca mais vai voltar. Saberei que fora um cachorro legal, gente fina demais! Eu pude lhe contar meus segredos, mas nunca soube dos seus. Dos gatos que matou, das dores que sentiu ou sobre as cadelas que nem mesmo chegou a conhecer... Isso mesmo, ele passou a vida sem saber o que era viver. Mas acho que não dará muita importância para isso, pois não tem como sentir falta daquilo que não conhecemos.
É assim que tento prestar minhas homenagens a quem ainda não se foi; alguém que nem mesmo era alguém, mas um cachorro que foi tratado como gente, mesmo sem nunca ter sido um de nós.
sábado, 16 de junho de 2012
Que país é esse?
Nossa vida
é um espelho do mundo em que vivemos. Um microcosmo e uma pequena amostra seja
ela de bondade ou de maldade. Minha vida é sabida por quem não me conhece e
querida por quem sabe quem sou eu. Durante esses quases dois anos que estive na
convivência de grandes amigos na faculdade, aprendi que não temos quase nenhum
amigo de verdade.
Minha
relação com meus colegas de sala é amórfica. Minha vida é, com eles, sem muita
vivência, mas de muito aprendizado. Sou assim, distante. Sou assim, parado,
quieto e educado. Sou professor e me julgo ensinante. Não estou em lugar algum
para aprender se eu não quiser. Na faculdade eu pago para ser bem tratado! Não
pelos corredores, portas, maçanetas ou espelhos, mas pelos funcionários, que de
certa forma eu pago.
Quem não
me conhece sabe quem sou eu. Imagina que ali, somos alunos e distantes, mas
não, somos pagantes. Assim como em um ônibus; assim como em uma pizzaria, ou
padaria; assim como em qualquer lugar onde existe essa relação de “eu preciso”
e ”você me atende”. Não estou na faculdade, pagando, para ser maltratado. E não
maltrato ninguém. Nunca. Jamais.
Meus
colegas de sala sabem que sou eu, vulgo “Carlão”. “Esse bicho é doido”, diria
um amigo.
“Você e
suas coisas” diria outro. Mas nenhum deles seria capaz de dizer o sentimento
pelo qual passei ontem em sala de aula.
Não sou um
aluno que serviria de exemplo, mas sou um aluno exemplar. Não tenho vaidade de
ser o melhor aluno ou o mais querido pelos professores. Poucos são os
professores que merecem serem chamados de PROFESSORES. Mas os poucos bons
professores que ostentam esse título, fazem-me esquecer dos ruins que não
merecem serem chamados como tais. O melhor professor da instituição FCRS que eu
conheço, também foi o que me faz pensar sobre qual o objetivo da faculdade de
Direito; uma frase que ele disse logo na primeira aula do primeiro semestre: “Aqui
não é o mundo lá de fora”. Aquilo foi transcendental.
Pensava eu
que não poderia haver cura para o mal, sem usar o próprio mal como matéria
prima. Não há como encontrar cura para algo que não tenha vindo dele próprio!
Como eu poderia mudar o mundo sem olhar para dentro dele? Como poderia esquecer
o mundo que me maltrata e me magoa? Iria viver aonde? Como eu disse, isso veio
do professor que eu mais admiro na instituição; um cara que não faz chamada,
mas que quer que deixamos nossa presença no mundo irreal! Ele está certo, pelo
menos na visão irreal das coisas.
Eu sou
melhor que qualquer pessoa daquela faculdade, pois é assim que certos
professores me viram. Sentiram-se magoados ou tocados por alguém que eles
achavam conhecer melhor do que ninguém! “Somos intocáveis e não aceitamos
sermos contrariados”. Mas eu, “professor”, sou melhor do que o senhor, pois lhe
tratei de forma justa e a luz da minha justiça. Justiça essa que eu conheço por
educação.
Ontem
enquanto eu esperava começar a prova (AP2) de Direitos Humanos, tentei não
ficar em sala enquanto não fosse necessário. Só adentrei na sala quando já
vinha o professor. Ele chegou, olhou pra mim e foi guardar suas coisas na mesa,
lá na frente. Voltou e me perguntou o que eu fazia ali sentado, ocupando o
espaço dos outros (pasmem!). Eu puxei fôlego e fui o mais breve e calmo
possível, e disse que apenas esperava por fazer minha prova. Ele disse que não
sabia pra que eu ia fazê-la, a prova, pois ele não abonaria minhas faltas. E eu
perguntei se eu não tinha esse direito de fazê-la. Ele parou, olhou e disse que
não fazia a menor diferença se eu ia fazer ou não...
O que eu
poderia ter feito para tanto? Postei neste mesmo Facebook uma crítica a atuação
do professor contra minha colega de sala. Colega essa, mãe e acima de tudo, minha
estimadíssima amiga. No dia em que tentei defendê-la, ela estava errada, pois
tentava “pescar” na prova dele. Ele não titubeou e arrancou de suas mãos o
mundo irreal, trazendo-a ao mundo real. Eu pensei como poderia ser assim? Onde
estão as liberdades e garantias do ser humano? Irônico, não? Onde está o
direito do ser humano, estudante, em exercer sua função laboral? Eu só estudo,
então minha profissão é ser estudante. Não aceito ser maltratado como fizeram
com minha colega, que após o acontecido em sala de aula. Ela, nos jardins
suspensos da FCRS, sucumbia em prantos naquele dia. Eu não poderia deixar
assim. Ela errou? Sim. Mas não precisava passar pelo que passou. Aperto, pois a
sala estava lotada, assim como ontem. Humilhação pública. Motivo de chacota. Não
existia o crime de fraude em concursos (Lei 12.550/11) até dia desses, imagine
o de fraude em prova de faculdade!
Estive
olhando no sistema da FCRS minhas faltas e não tive faltas até o mês de março,
e olha que foi a época em que eu mais faltei! O professor disse que eu poderia
fazer a prova e que nada adiantaria, pois ele não abonaria minhas faltas. Eu não
poderia ter ficado doente, ou qualquer outro tipo de problema? Por que ele veio
logo dizendo isso, que não abonaria minhas faltas?
Quem é
mais criminoso aqui? Eu claro, pois defendi os direitos do mundo real. Direitos
esses os quais cresci e vivi vendo pessoas “intocáveis” usurpando-os de pessoas
de menor valor humano. Eu estou e sempre estarei do lado mais fraco, pois é lá
que me sinto pequeno e com a possibilidade de ver o quão grandioso é a obra de
Deus. Enquanto, outras pessoas vivem em um mundo criado por eles mesmo. Em um mundo
distante da realidade e do sofrimento de quem faz tudo isso acontecer.
Parabenizo-me
e saúdo-me por ser quem sou: um amigo admirado e aclamado pelo silêncio dos
corredores, dos quais espero jamais voltar.
segunda-feira, 11 de junho de 2012
Se estou certo ou errado, nem o tempo dirá.
Todos os
dias deus dá e deus tira. Assim como o diabo faz e refaz. O diabo, claro, está
sempre negativado em nossos acontecimentos ruins e a deus sobra "as
vontades" divinas. Nunca quis entendê-los, pois não tenho pactos ou
promessas a pagar. Preocupa-me, evidentemente, não irritar ninguém.
Claro que
irritar não é a maior especialidade humana, já que a criatura não pode ser
maior que o criador... Ou pode? Bom, criamos deuses. Alguém duvida?
Numa clara
e evidente realidade, divindades
permeiam os pensamentos de bilhões! De alah pra cá, todos entram na seara divinas.
Devemos a elas! Sério? Eu não devo nada, mas respeito e admiro quem deva. Não como
poderia já que a fé remove montanhas e eu não consigo remover nem meus medos!
Santos?
Milhares. Animais? Digníssimos! Ao que o homem não entende, dignifica; ao que o
homem não concebe, santifica; ao que o homem destrói, endiabra. Eu não faço nem
uma coisa nem outra, apenas vivo ou tento conviver com tudo que está por ai.
A fé é tão
necessária quanto o pão de cada dia. Será? Somos tolos em brigar por
"eles". Não existem além do nosso imaginário, eu poderia dizer. Nunca
vi "o positivo" e muito menos "o negativo". Não os vejo por
não acreditá-los, ou por não existirem, mas pelo simples motivo de não precisar
que eles estejam na minha vida, como se servissem para explicar minhas glórias
ou derrotas. O destino é minha culpa e a culpa não pode existir além de mim.
Alguém tem
que ser o bode expiatório; em alguém temos que por a culpa, e em alguém temos
que por a glória. Não podemos ser totalmente culpados? Não podemos ser
totalmente glorificados? Claro que não, pois somos falhos, tolos e culpáveis!
Não somos acreditáveis, assim como não somos preteridos a vencer sozinhos. São
minha culpa minhas falhas, e não de “alguém”. Não espero compreensão dos meus
fatos, até porque são quase tão comuns como a de tantos outros! Mas eu entendo
aos que sofrem...
É difícil sofrer
e não ter a quem recorrer ou culpar. Já imaginou uma vela queimando e
iluminando um ambiente vazio? De que adianta existir e cumprir suas tarefas se
não podemos ser especiais; servi pra alguma coisa.
Sempre precisei
criar meus próprios deuses, fazendo-os improváveis e desumanos. Eu não pensava
ser igual aos que precisavam de divindades coletivas; tornara-me especialmente
alocado, preso e “estranho” a tudo.
Mas um dia
nada aconteceu. Não tive visões, mas tive várias ocasiões. Não procurei as
montanhas para refletir sobre a vida; minha vida sempre refletiu quem fui e
quem serei, pois no agora não sou nada, assim como ninguém é.
Alguns preferem
depender dos deuses para sofrer melhor; outros acusam um ser endiabrado por não
viverem melhor. E enquanto deus, o diabo e seus criados-criadores lutam desesperadamente,
eu vou por aqui à margem de tudo que não posso entender ou conviver. Se estou
certo ou errado, nem o tempo dirá.
quarta-feira, 6 de junho de 2012
Falam por falar.
Já ouvi falar sobre flores.
Nem conto mais com suas dores.
Já escrevi minhas árvores,
derrubei meus livros
E descobri que nada sei.
Não era pra ser assim, de
tempos em tempos?
Uma refazenda?!
Nem sei o que é isso;
É mistura de bicho? É
"fulô"?
Já contei milhares de espinhos
E com eles senti meu cheiro.
Já preparei a
"mudança", esqueci da "mundiça"
E ainda não cheguei.
Onde que era mesmo, à vaga
lembrança?
Melhor que a encomenda,
Interesse diverso...
Mas o que eu queria mesmo
Era ser livre como meus versos!
Neles eu esqueço, lembro e
converso!
Não importa se são simples ou
complexos.
Se terminam com “ão”, então,
Como os começo?
Não os meço,
Nem os impeço.
Endereço
A todo vivente.
Tornam-se gente e alegorias...
Fantasias, isso!
É um vício, um mar pendente!
Um luar vira dor e a dor
latente.
Mas não. Não posso ser livre,
assim.
Tudo tem seu por que,
Mas não encontro o porquê de
tudo.
Convivo com incapazes
E deles depende minha
sanidade.
Deixam saudade.
Falam a verdades.
Dizem palavras mesquinhas.
E eu escolhendo as minhas...
Neles eu esqueço, lembro e
fico perverso.
Não me interesso,
Nem me adianto.
O ser humano é doce
E doce mata.
Assim como sal conserva
E a água desmancha.
Não dependo mais deles,
Eles são chatos...
Ingratos!
Perdidos!
Tornam-se gente e são minhas
alegrias...
E tristezas e melancolias...
Não há razão para falar mais,
Por isso eu poderia só
escrever.
Poderia, mas não faço.
Queria, mas não posso.
Faria, mas não devo.
Seria, e sou.
quinta-feira, 31 de maio de 2012
E um político que me dê a mão... Todo dia.
"Esse
ano quero paz no meu coração..." Quem nunca ouviu essa música na época do
fim de ano? Pois é, esse ano eu quero paz na minha consciência. Estamos em ano
eleitoral, eleições municipais... Hora de escolher o próximo Dr. Mesquita, Ilário
Marques, Rômulo Carneiro... Vários nomes e muitas histórias sejam elas trágicas
hilárias ou com final feliz.
Em nossa
felizcidade o final feliz está próximo, pois está acabando o ano e com ele,
pelo menos é o que a maioria diz nas ruas da felizcidade, o mandato do nosso
queridíssimo Dr. Rômulo. Antes, politicamente falando, Dr. Rômulo não existia,
pelo menos não concretamente. Mas quem nunca disse: "O homem faz tantos
milagres no hospital, bem que poderia ser nosso prefeito e melhorar tudo
isso!" Ledo engano.
Sou do tempo
em que o Dr. Mesquita fazia carreata sem moto-táxi auxiliando. Sou do tempo em
que candidato a prefeito dava tiro na própria barriga. Sou do tempo em que tudo
era como é hoje, cada um por si.
Mas o
tempo passou e nada mudou. Continuamos votando em Dr Ilário, político que vinha
para acabar com as oligarquias. Homem que destronaria os poderosos. E assim o
fez, fazendo história e tentando contar a sua própria. Continuamos a votar em
Médicos ou advogados e nenhum deles foi capaz de nos dar a paz que tanto
almejamos.
O Dr.
Ilário fez praça, mandou dar uma mãozinha de cal no estádio, outra no Cedro.
Fez mais praça e mais show na praça. E mais um milhão de coisas... Dr. Mesquita
fez avião pousar, sangue ajudar e escola lecionar.
Eles “muito”
fizeram, pelo menos é o que dizem. E nós, cidadãos, estamos a fazer nossa
parte?
Em época
de campanha todo dia alguém roubou mais do que o outro. Cada dia aparece uma
casa, fazenda, carro e outras tantas “benfeitorias” que os nossos políticos
fazem a si próprios ou a suas famílias. Não nos enganemos com roubalheira, ela
acontece sempre e nunca vai deixar de existir. Quem tem que fazer a diferença somos
nós e não eles!
Não
caiamos na falsa promessa do milagre, ele não existe! Os que nos governam, a
priori, deveriam ser honestos e probos, mas não são totalmente e jamais serão.
E sabe o porquê disso, dessa falta de total compromisso? Simples: eles são tão
humanos quanto nós.
Vejo fogos
estourarem quando um pobre coitado encontra dinheiro e devolve! Não é obrigação
nossa pegar e devolver o que não é nosso? Devemos ser honestos; isso deve ser
inerente a nossa índole!
Nós, os
cidadãos quixadaenses, somos tão ladrões quanto os que nos roubam. Nos Furtamos-nos
de ter educação, quando vamos a praça aceitar o pão e o circo. Somos desprezíveis
quando votamos em quem subitamente enriqueceu a custa do sofrimento de quem
está doente na fila do hospital!
Quer saber
o que é sofrer? Vá marcar um exame na rede pública! Vá ao hospital Eudásio
Barroso e pegue um médico ignorante, uma fila, um atendimento ruim, uma
enfermeira bruta e um hospital sem algodão!
Gente,
reclamamos por coisas que deveriam existir para a municipalidade, mas nos
esquecemos de coisas que deveriam partir de nós e nossos “doutores”: Humanidade.
Isso, ela existe dentro de nós.
Eu não
quero ver uma Felizcidade, quero ver gente feliz e responsável. Quero ver gente
humana e não cegos pela ganância de “mamar” mais 4 anos!
Vivemos tempos
difíceis em relação aos nossos governantes, mas eles sempre foram assim. Eles
só mudarão se nós mudarmos, pois eles são iguais a nós; vivem sob o mesmo teto
solar e o mesmo chão de estrelas.
Os nossos
políticos são a nossa imagem e semelhança: não cuidam de nós, pois não cuidamos
deles. Eles precisam do nosso carinho e nós do carinho deles. Não precisamos
nos vender, assim como eles não se venderão.
Ganhe quem
ganhar, só espero que a população saiba escolher o melhor vencedor. Perca quem
perder, só espero que o perdedor apareça nos outros dias do ano e não apenas
nos últimos dias antes da eleição.
Esse ano
quero paz na consciência coletiva.
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