quinta-feira, 26 de maio de 2016

Sem cartas marcadas...


Quem não sabe jogar baralho? Aceitável, mas todos conhecemos as cartas, certo? Nem sempre.
Tenho um baralho aqui em casa marcado. Sem querer querendo risquei, botando em seu verso um "10 de paus". Ninguém quer aquela carta, mas em um momento outro do jogo, a depender da necessidade, será bem encaixada no jogo vencedor.
Tão entendendo? Não?! Então você faz parte daquele tipo de jogador, que conhece as cartas mas não entende o jogo.
Dia desses, jogando com este bendito baralho, estávamos eu, Luiz Lucena e o nobre vereador Kelton Dantas.
Kelton ganhando direto, e o Lucena dizendo que eu estava entregando jogo! Já imaginou?
E como tudo na vida é aprendizado, pelo menos eu vejo assim, o nobre vereador soltou a pérola: "adoro ver os patos brigando." Estão entendendo agora? Não?!
Mas as partidas ainda estavam no começo. Kelton havia ganhado duas partidas, e pelo tempo, indefinido, achava eu que ainda havia como virar aquela situação... Ledo engano, pois o sempre solícito vereador recebeu uma ligação e teve que ausentar-se...
Acabamos, Luiz Lucena e eu, perdendo, não porque brigamos, mas porque esquecemos o objetivo de qualquer jogo...
O objetivo de qualquer jogo é o final. Ganhar ou perder faz parte. A parte que não faz é jogar com cartas marcadas, querendo perder.
E acredite, enquanto os patos brigam, tem alguém adorando...

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Asteriscos em sua vida

*Lula mandou enfiarem o processo no c*; não vi petista dizer nada... Mas não defendem o estado de direito? Sabem o que significa?
*Delcidio do Amaral afirmou, em delação premiada, que Dilma e Lula o mandaram comprar o silêncio de Nestor Cerveró, não vi petista dizer nada... Mas Delcidio acusou Aécio de se beneficiar com um esquema em Furnas; Aécio culpado, Dilma e lula inocentes? Delcídio era líder do governo no Senado. Homem de confiança de quem?
*Lula tem sítio comprado por amigos. Lula tem triplex. Filhos de Lula se tornaram milionários enquanto Lula foi presidente, não vejo petista fazendo essa reflexão.
*Lula passou quase um mês no Gold Tulip, hotel de luxo em Brasília, sabidamente e amplamente divulgado, claro que pela imprensa golpista, tentando comprar apoio contra o processo de impeachment. Em "comprar apoio" lê-se trocar cargos por votos, algo totalmente direito e republicano. Não vi petista dizer nada sobre.
*Eduardo Cunha é acusado por ter contas na Suiça e por mais uma penca de crimes. Mentiu sobre tais contas em depoimento aos seus pares. Mas era com ele que Dilma negociava abertamente, chegando a causar constrangimento aos 3 deputados petistas que compunham o conselho de ética e que não queriam votar a favor de Cunha. Mas enquanto Cunha servia a Dilma, ele era um mal necessário. Também não vi petista dizer nada sobre o ocorrido.
*Sai Cunha, entra Waldir Maranhão. Este esteve com Eduardo Cardoso, com Dilma e com o Flávio Dino, governador do Maranhão, na noite anterior a sua decisão de cancelar as sessões de votação do impeachment. Republicano tais encontros? 
*Lula afirmou: " Nós ganhamos as eleições com um discurso e, depois das eleições, nós tivemos que mudar o nosso discurso e fazer aquilo que a gente dizia que não ia fazer. Esse é um fato, esse é um fato conhecido de 204 milhões de habitantes e é um fato conhecido da nossa querida presidenta Dilma Rousseff". Não vi nenhum petista dizer nada sobre esse golpe dado nas urnas.
*Dilma fala em golpe... Dilma denuncia o próprio país por golpe. Dilma brada aos 4 cantos do mundo que estamos num Estado de exceção, num tribunal de exceção, num golpe de Estado. Golpe este, balizado, em seus tramites, pela corte suprema do país; golpe este discutido no Senado e na Câmara. Golpe televisionado. Golpe sem presos políticos. Sem Exercito nas ruas. Sem um tiro dado. Mas um golpe cuspido!
O problema do petista, não é que são corruPTos, pois não é essa a realidade majoritária de seus representantes e representados, longe disso; o problema é que são cegos e que se acham mais brasileiros que a maioria que não gosta do Che Guevara. O petista torce pelo time que nunca erra, nem quando faz gol contra!
Não adianta agora defenestrar o vice eleito por vocês!
O PT do Paulo Maluf, do Cunha "enquanto servia", do José Sarney, do Renan e seus mais de 8 inquéritos, do Collor, do Dirceu preso, dos inúmeros tesoureiros presos também, é consciente do que faz e fez para ficar no poder.
Sendo assim, eu não votei no Temer, mas diz a Constituição que o vice deve assumir em caso de impedimento da presidente eleita, então torço por ele; assim como torço por qualquer presidente, mas sem as amarras da cegueira.
Mais uma vez: O vice, de vocês, agora é nosso também; então torçamos por ele!

quinta-feira, 12 de maio de 2016

O amor, o desamor e a paixão.


Quem teve em si um amor pra chamar de seu? 
Não há prosa ou verso que qualifique tal expressão.
Um amor não é letrado; difícil até mesmo ser imaginado, como algo que não dure eternamente.
E quando deixa marcas? 
Vixe, então, são elas sim eternas. 
O inimaginável acontece, as promessas padecem e o sim vira não.
"Era paixão?" Talvez, mas era algo insofismável! 
Engano?! Nada na vida é ou deveria ser.
Nos atrevemos a amar desmedidamente, sem filtros ou avisos. 
O mergulho dá o friozinho na barriga, mas também pode nos cegar.
vamos fundo, profundamente; vamos indo e indo até não dar mais pra voltar intacto.
A volta é moribunda; Não há remédio que cure, ou tempo que apague... 
É só saudade e realidade; é arrependimento e lembrança. 
São gotas, não de esperança, mas de arrependimento.
Acreditar na volta é reverenciar o tropeço. 
As coisas passam, assim como a vida muda. 
O eterno não é humano, quiça a lembrança.
Vivemos nessa ciranda revolucionária, onde nem todo verso será dito em vão. 
Nossas palavras machucam e são machucadas... 
Nossas palavras, tantas palavras, poucas palavras, inúmeras palavras, ao final de tudo são uma mistura de não sei o quê.

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Esquerda, direita e volver!

Dizem coisas sobre o homem ( que eles mesmo duvida!), principalmente que ele é produto do meio. Assim, o meio deveria nos representar em forma e matéria. Mas nem tudo são flores. Jargões, jargões e mais jargões.
Pessoas são por definição, definidas. Inserem-se em metódicos nichos de brancura e espuma mental. "Que me queres dizer, caro guru?" Nada. Fazê-lo refletir já seria bastante.
Como disse "ontem", lembra?, o poder está querendo fazer sua cabeça; ele está indo pelos caminhos da divisão. Dividir e conquistar, funcionam que é uma beleza. Hoje, mais que nunca, somos pretos, brancos, pardos, índios (coitados!), gays e uma outra infinidade de definições, por eles criadas, e por nós aceitas.
Nossos folhetins diários, sejam eles novelas ou jornais televisivos, expõem uma sociedade marcada pelo "tanto faz", desde que "tanto fez...". Vivenciamos a milênios os fins dos tempos, o balbuciar dos filósofos, a alcova do pensamento divisivo, o pronunciamento do inexorável destino.
Não meu jovem, não sou eu que lhe vai dizer por onde ir, mas certamente eles querem lhe por algemas, cordas e paredes.
O homem é livre. O homem é em si a única vivência possível. Programar-se ou deixar-se levar, é, no mínimo, burrice. Querem nos dividir; querem nos conquistar. Enfiar bandeiras nas nossas mentes! Vermelhas, azuis ou camufladas.
Querem impor a dominação pela massificação do inútil. E o que mais inútil que um filósofo pensador de direita, esquerda, volver? Nada mais fútil que seguir uma linha, uma tese ou alguém.
Temos leis, naturais ou humanas. Umas convivemos, as outras são de convivio. E isso deve bastar.
Ser o que se quer ser é ideal. Nascemos no barco, no mar, do ventre e no choro, mas não nascemos com bandeira alguma. Somos livres para pensar e refletir.
Devemos incitar a mudança em nosso meio, para que ele seja menos persuasivo em nossas cabeças. Mas tudo isso sem incitar o meio alheio.
A liberdade está sendo imposta pelos mesmo impostores que amanhã não mudarão a história. São imbecis do pensamento; do seu pensamento!

segunda-feira, 4 de maio de 2015

"Defcon"


Ouço histórias, verdadeiras e inadmissíveis, de tortura. Já li sobre. Imagino a falta de segurança jurídica, mas sempre ouvi meu vô dizer que "à época da ditadura não tinha essa esculhambação de hoje".
Além do roubo público institucional, que certamente não é de hoje e certamente nunca antes na história desse país foi tão bilionário!, vivemos uma época nebulosa, de pensamentos e atitudes, em nosso país tropical.
Ao largo disso tudo, mas não menos importantes, vendo imagens do pós-jogo entre Fortaleza e Ceará, é nítida a massa de ignorantes que o Brasil está produzindo. A praça de esportes, vira praça de guerra. E imagino algo, porque é proibido beber e dirigir? Nada a ver? Vejamos.
Ao beber, ficamos "ilimitados" de sentidos. Ficamos mais ricos, mais pobres, mais valentes e mais desinibidos. A atenção decai. Os sons ficam distantes, e cada vez maiores! O calor do jogo, do gol, da velocidade, da irresponsabilidade! Tudo se torna vago, principalmente os valores pessoais e coletivos.
O mesmo que bebe e mata, dirigindo, é aquele que torce, bebe, fuma, cheira e briga. São irresponsáveis! Vivemos no país onde o proibido é veladamente permitido.
Além da educação, falta fiscalização contra quem "dá um jeitinho", pois é proibida a venda de bebida alcoólica em praças esportivas.
Junta-se a isso, a inibição a que a polícia é impetrada, pois a mesma não pode açoitar os coitadinhos... Ah, se eu fosse o comandante... Poucos teriam coragem até mesmo de gritar, após uma boa surra de tonfa e balas de borracha.
A quadrilha de vagabundos que depredaram o Castelão, proporcionando cenas lamentáveis, por mim ainda estariam até agora no estádio, levando uma surra. Ia ser o treinamento de tiro ao alvo do curso de formação da PM.
Já imaginou a matéria do jornal: "Os tempos da repressão voltaram: PM atenta contra os direitos humanos e tortura torcedores". Contra esse tipo de torcedor, que não é gente, sou a favor da polícia que chega chegando, espalhando chutes e ponta-pés, porque algo que merece uma pisa é vagabundo.
Quem vai ao estádio pra torcer, não pode ser confundido e nem incomodado por quem vai pra fazer baderna. Infelizmente vivemos tempos difíceis, onde, talvez, nem a mais cruel ditadura conseguiria aplacar o jeito que alguns querem viver.
Não existe mais o respeito pelas autoridades. Quem manda agora são os "manos". O cidadão não tem o direito de torcer pelo seu time, mas tem todo o direito a levar uma cadeirada ou uma paulada, de seres imbecis que acham que são humanos...


"Somos tão jovens
Tão jovens, tão jovens".


http://tvdiario.verdesmares.com.br/noticias/policia/mesmo-com-pms-torcedores-ingerem-bebida-alcoolica-e-usam-drogas-em-estadios-1.1276180

terça-feira, 28 de abril de 2015

Um minuto de violência


Esse é normalmente o tempo que dura um ato violento em nosso município. Um assalto, um homicídio ou até mesmo um desentendimento em uma festa qualquer. Após isso, escuta-se e propaga-se o "quem foi, onde, manda as fotos, escapou, pegaram, vai morrer também".
Nada além da normalidade.
Daí vamos pelas matérias sobre violência, noticiando a extrema realidade dos, quase sempre, "não mais viventes".
A violência, praticada, tornada subjetivamente, ou ato violento, decorre de descontrole volitivo ou controle vingativo. A pessoa que violenta, expõe e dispõe sobre outrem, vingança ou revanchismo. A morte, mata a vítima, claro!, mas mata muito mais que uma pessoa ou cidadã, mata "os dias melhores virão".
Cada morte praticada, independente de quem venha a falecer, coloca em suas extremidades, relatos de vidas; impõe o choro e a mágoa, criando nada além do que um mal.
Como combater a violência?
Em sociedades educadas, culturalmente civilizadas, algo que não é o caso brasileiro, matar é incomum.
No Brasil, essa normalidade chega a 60 mil vítimas, diretas, por ano. Digo diretas, pois a morte violentamente causada, ultrapassa o simples ato de apertar o gatilho ou esfaquear. Tal ato, arrasta famílias, já desconstruídas pela banalidade da vida, para a masmorra do conformismo, pois "é assim mesmo".
O poder público, omisso, trata a diminuição de taxas ou o aumento de outras, como se as pessoas fossem meros bonecos de pano, substituíveis se suas cabeças são cortadas ou se suas mãos se atam pela mordaça do conformismo.
Falta educação! Falta educação! No caso, "a falta dos fatores, altera o produto". Fatores de risco, tais como drogas, bebida ou desemprego...

continua...

domingo, 28 de dezembro de 2014

A democracia periclitante!

Dos únicos que tenho, o dom da oratória não é um deles. Parlar, para lamentar, sim, esse dom eu tenho! E o que dizer de quem é "desavergonhado", que tem essa oportunidade dada pelo povo? Bom, ninguém aproveita, é incrível!

É tenebroso, ainda mais, nosso futuro! De um dia para o outro, parlamentares mudam de opinião. Quem antes ruim, agora maravilhoso. Quem antes orgulhoso, agora envergonhado. Defensores do povo! Milhares! Todos juntos numa só voz. Mas na hora da que o bicho pega... "Onde está me patrão?"

O mais incrível é a falta de teoria, pois a prática implica em crime. "Comprar" um nobre parlamentar é fácil, pois se paga com dinheiro que não é de quem compra. Ou seja, imoralidade! Num país sério, ridículo.

Mas há quem ache normal, e eu acho. É obscuro, mas é cultural. Quem não conhece algum caso?
Pena que vivemos num país de ignorantes, onde as leis são belas paisagens, pintadas com a tinta da impunidade e da amoralidade. Faz-se um criminoso, muito mais pela impunidade, do que pela falta das leis

Os nossos políticos, alguém se atreve a excetuar?, são o que são: fantoches dos próprios interesses. Sendo como a única forma de persuadi-los, é não votar em quem se vende. Até porque, o povo ainda é o patrão dos políticos, mesmo aqueles tendo pouca instrução para "patronar".

domingo, 7 de dezembro de 2014

Um caso a se pensar...


E em rápidas olhadas na última sessão da câmara, sexta, que não era 13, pode-se notar um verdadeiro turbilhão de mensagens subliminares e outras tantas mais diretas. Na parte “mensagens subliminares”, entendam “piadas”, pois subliminar requer um pouco de inteligência.  Mas algo me chamou bastante atenção, que foi a participação da divina evocação do imponderável: "bondade" dos nossos políticos.
Quixadá se situa no Brasil, mais precisamente no Ceará. Acredite, após tanto “mim”, essa explicação é devida. A política daqui é igual à política de qualquer local do país: conchavos, acordos e trocas. Quando surge alguém querendo fazer algo pelo povo... "Compra, pra não dar trabalho mais tarde".
Eu mesmo não me preocupo muito com a sociedade. Nunca doei sangue, nunca participei de manifestações, nem recolhei bichos pelas ruas, ou garrafas PET e muito menos fui ler livros em escolas, creches ou asilos. Ou seja, eu sou um cidadão praticamente imprestável.
Dentro disso, vejo intermináveis discussões sobre quem é culpado e quem não é inocente. "No Brasil é assim!", "Em Quixadá não é diferente". "Mas aqui perto é assado!"... A Suíça não é tão longe, também...
Então, a culpa é do eleitor ou do eleito? A culpa é demográfica ou social? A culpa é dos incapazes ou dos incapacitantes? A culpa não é de quem esteve ou de quem está, isso eu sei.
Talvez a culpa seja minha, por acreditar que os políticos vão mudar. Eles, assim como nós, mudamos quando o interesse, em mudar, é um benefício irresistível. Ou não é?
A política é a unanimidade do interesse. O povo, esse, aquele ou qualquer outro, paga pela própria ignorância, quando deixa ser levado pela voz do interesse próprio.



“Como nenhum político acredita no que diz, 
fica sempre surpreso ao ver que os outros 
acreditam nele”.


Charles de Gaulle

sábado, 22 de novembro de 2014

O brilho da escuridão.


Enquanto o amor for desagrado,
numa humanidade sem coração,
falaremos, mesmo que lado a lado,
sobre desprezo e perdão.

E nesse sofrer tão refinado
de pérolas vis e lamentação,
os "porcos" hão de estar errados
de achar a dor é especulação.

a luz encosta à pele queima
o sonho acorda na madrugada
e o que temos ainda reina
sob a proteção enclausurada.

E nessa fonte onipresente
de desgraça e ostentação
nossa história,inconsciente,
fará jus a indignação.

Não há luz, nem rio corrente
apenas sons de algo distante
e sim, quero sentir contente
o amor que brota como antes.

mas mesmo sendo impossível
do amor renascer livremente
não posso esquecer o quão incrível
é amar alguém entre tanta gente.

não acredito na humanidade
e nem dela quero sequer o perdão
são "santos" em suas verdades
e pecadores em seu porão.
Democracia, uma teoria de muitas práticas e sem amor de parte alguma.


Reza a lenda que os poderes são harmônicos e independentes entre si, sendo que a cada um é conferido uma função específica, algo que lhe caracteriza. Mas nada impede os poderes de exercerem outros afins.
Sendo assim, o Legislativo legisla e fiscaliza; o judiciário julga e o executivo executa aquilo que a lei o direciona a fazer.
Não obstante, em fracas democracias como a nossa, os poderes são muito relapsos no que diz respeito as suas funções.
O executivo, por exemplo, que deveria executar as ordens da lei orçamentária, transita entre o interesse governamental e pessoal. Executa, então, ao “entendimento”, ou melhor, ao velho e bom fisiologismo, que nada mais é do que a prática política voltada para o interesse e proveito personalizados do praticante, mercê de atos de prevaricação e corrupção ou afins!
Já o judiciário, vez por outra se trai em vendas de sentenças, morosidade ou até mesmo o aparelhamento de suas decisões, por meio de agente indicados pelo executivo, para lhes dar o salvo conduto à liberdade daquilo julgado.
O legislativo é um caso a parte. Dele vem a maior de todas as promiscuidades. Nele surge o troca-troca. O favorecimento. A falcatrua. As indicações. O clientelismo. No legislativo, facilmente os ruins viram bons. Basta uma indicação e pronto! Tudo passa e tudo passará! É tipo um milagre, a própria transformação da água em vinho.
Para o legislativo, fiscalizar, num país corrupto como o nosso, deveria ser mais importante do que legislar, pois se o judiciário não julga e o executivo só executa o que lhe convém, nada mais poético do que exercer a fiscalização, salvando os pobres e oprimidos cidadãos, das mãos incautas dos corruptos e corruptores...
O legislativo é a casa do povo. Ninguém quer na sua casa uma pessoa que lhe trai! Assim sendo, cabe ao povo subtrair os ruins e multiplicar os bons. É fácil, é simples e é legal! Se cada um fizer sua parte, fiscalizando o empenho e principalmente, vendo qual rumo o legislador prefere, se é o interesse do povo ou se é o seu próprio interesse, não existiria executivo corrupto e nem judiciário moroso, pois é na inveja que o homem prospera.

Numa sociedade sã e atenta, louco é quem tenta enganá-la.