Nossa cidade é uma projeção da nossa casa. Tudo que está lá fora, começa aqui dentro. As pessoas "ruins" são fruto e desfruto dos nossos desmandos. Não há como falar em imparcialidade ou versões, pois não existem lados que não estejam "premeditados". Ver e ouvir as pessoas dizerem que estão preocupadas com a cidade, é no mínimo cômico para não dizer trágico. Muitas eleições virão, como tantas outras que já passaram; muitas pessoas votaram e se arrependerão, pois nunca pararam pra ver que ninguém está nem ai pra nada. Eu não estou nem ai pra nada, assim como uns poucos acham que estão. A cidade está entregue as baratas, as moscas e aos bandidos. LADRÕES MESMO! Assim como aqui, na capital e em qualquer canto desse mundo. É nítido ver que nada vai mudar, pois a geração que está ai não tem preconceitos, e sim, premeditações. Somos e estamos fadados a vitória e qualquer coisa menos que isso é derrota. Os políticos daqui, como os de qualquer cantos do país, só querem mamar e mamar. Se aparece o fulano, quer ter vantagens. O sicrano diz que vai esquecer, o outro diz que nem lembra. É tudo um conchavo e uma falácia. A política e a vida andam juntas, mas somos nós que deveríamos nos certificar disso realmente acontecer. Não podemos deixar que a política faça parte apenas da nossa revolta diária, temos que trazê-la para a nossa mente, refletindo sobre ela e como podemos mudá-la.
Quantos políticos vão a igrejas repentinamente e coincidentemente em época de campanha? Eles só invadem a nossa casa? Porque não invadimos a casa deles? Invadir cobrando vergonha! Mas essa vergonha tem que partir de nossa realidade, buscada a finco, dia a dia. Não adianta cobrar algo que não temos, honestidade. Não adianta saber e fazer de contas que não estamos sendo usados. "Ai eu apoio o fulano porque ele é o melhor". Se nem nossos pais, às vezes, são o melhor! Não respeitamos nossa família, mas respeitamos e IDOLATRAMOS quem, a custa do povo, enriquece.
Não existe nessa cidade ninguém honesto ao ponto de dizer: " Na minha casa não tem um centavo do dinheiro do povo". Uma prefeitura falida de pessoas e uma cidade "rica" de mentes miseráveis. Uma cidade que festeja durante 4 minutos, um ano que durou 365 dias!
Em algum momento desse texto eu quis DIZER muito mais coisa, mas ainda quero sair na rua amanhã. Dá vontade de esculhambar mesmo. Sou cidadão quixadaense e morro de vergonha de ver a cidade abandonada. Tenho duvidas se eu poderia fazer algo diferente, mas se não faço nada de concreto, pelo menos tenho coragem de dizer que eu e todos nós somos INCOMPETENTES. Assim somos, por nos permitir achar que "lá fora" a coisa tá feia, sabendo que a coisa está feia dentro de nossas casas. Pais e mães que mandam filhos as ruas sem preparo nenhum, são tão incompetentes quantos políticos que não sabem fazer nada além de roubar.
A partir do momento em que a família se perdeu dentro de casa, o mundo lá fora esqueceu que a família existe. Assim, deixemos de hipocrisia, em pensar que lá fora é que está o problema, e nos resolvamos.
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
O poder insípido da mente.
Os olhos se abrem após falsarem a realidade e a ela retornarem. Foi apenas mais uma noite de sono; poucos e não lembrados sonhos. Parece, por alguns instantes, que tudo está diferente e que essa é a diferença que irá salvar meu dia! Respiro mais uma vez... Outra vez... Aos poucos tudo vai ficando mais nítido e normal. Eis que dou o primeiro passo e outro e outro, até chegar a porta. Abro. Observo. Calculo se poderei chegar até a cozinha sem “nenhum obstáculo humano”. Eis que isso é impossível... Aqui parece lembrar de um trecho do sonho que tive essa noite. Pessoas, elas ainda estão por aqui.
Passada a “euforia”, dão-me bom dia. Dão-me pão ( o circo é daqui a pouco). Oferecem de tudo... Eis que mais um trecho do sonho relembro. Mais uma vez as pessoas... Saio dali rapidamente. Busco ligar novamente meu quarto. Nele ligo a vida e as novidades; elas são muitas, mas é como diriam: “mais do mesmo”. Nada de muito novo. Coisas comuns de um cotidiano nefasto. Dificilmente pessoas importantes são pegas de surpresa. A mesma coisa todo dia e todo dia a mesma coisa.
Tento acessar meu “face”. Estou online. Pessoas estão on. Conectados, ávidos e prontos a verem o que temos a dizer. É uma busca por sonhos... Eis que mais um trecho da noite me vem à mente... Busca... Pessoas... Parece que as tento buscar e nelas encontrar um pouco do que não tenho...
Perdido entre bits e downloads, saio um pouco na calçada. Aqui que tem informação demais! Parecem que as pessoas realmente estão aqui fora. Um mundo digno dos palhaços que nos “alegram”. Mais um pouco, vem um e fala. Outro “dá” com a mão. Buzinas. O sol incomoda. A árvore não é suficiente para aplacar a voracidade solar. Desisto. Volto, fecho e me tranco novamente. Mundo doido. Existe e ao mesmo tempo não. Realidade?! Vai saber qual é...
Chega o almoço, e depois aquele sono... Hora de sonhar? Ainda não, não consigo. Calor e barulhos na rua. Agora um pouco de silencio e calmaria. A mente parece insípida. Hora de relaxar...
Aula, rua, professores, rua, trânsito, buzinas e mais gente. Essa gente parece que não some. Por que não vivem em outro planeta? Sala, sentar, silencio... Aqui não vai mudar nada a realidade lá fora. Intervalo, amigos e blá blá blá... Comida. Malefícios. Gordura, pressão e depressão. Hora de voltar pra casa, aqui já deu o que tinha de dar hoje! Uns perguntam se já vou... Outros sequer sabem que cheguei. Mas certamente ninguém se importa com nada disso. Nem eu me importo.
Bye, teacher! Hi, home! Mas antes... Trânsito, pessoas e mais pessoas... Esse povo parece que não tem outra coisa a fazer! Droga, buraco FDP! Prefeito, isso. Bando de incompetentes! Casa, finalmente. Aqui estou seguro... De quê mesmo? TV... Vou nem comentar o que estão assistindo. Dormir que é melhor.
Calor. Calor. Calor. Ventilador. Sombras e a luz amarela da rua... Podem entrar, já tem coisas bem piores aqui dentro mesmo. Sono... Sono... Sono...
Nossa que sonho estranho. Sonhei que tinha passado o dia sem sentir nada. Senti apenas o que o sonho havia me dito. Sonhei indo e vindo, mas não sonhei porque fazia isso. Sonhei andando, caindo, falando, mas não sonhei porque fazia isso. Sonhei que tudo era a minha realidade, mas não sonhei o porquê disso. Sonhei com as pessoas, mas não falei com elas sobre nossa realidade. Será que muda, ou tudo é apena um grande sonho? Não sei dizer.
Quem sabe se eu sonhar a vida toda, transformando isso na realidade... Não ia funcionar, pois o mundo nunca respeitou os sonhadores. Eles não causam nada além de alentos e esperanças. Revoluções sem sangue ou sofrimento... Quem sabe um dia! Quem sabe o sonho um dia seja realidade e eu possa gostar das pessoas. Quem sabe elas passem a se respeitarem e assim respeitem os idealistas.
Por enquanto, “ando só e só eu sei, aonde ir, por onde andei...” Ando só e eu sei por quê. Não é ruim viver sonhando, ruim é viver de sonhos... Pelo menos nesse mundo é assim.
Passada a “euforia”, dão-me bom dia. Dão-me pão ( o circo é daqui a pouco). Oferecem de tudo... Eis que mais um trecho do sonho relembro. Mais uma vez as pessoas... Saio dali rapidamente. Busco ligar novamente meu quarto. Nele ligo a vida e as novidades; elas são muitas, mas é como diriam: “mais do mesmo”. Nada de muito novo. Coisas comuns de um cotidiano nefasto. Dificilmente pessoas importantes são pegas de surpresa. A mesma coisa todo dia e todo dia a mesma coisa.
Tento acessar meu “face”. Estou online. Pessoas estão on. Conectados, ávidos e prontos a verem o que temos a dizer. É uma busca por sonhos... Eis que mais um trecho da noite me vem à mente... Busca... Pessoas... Parece que as tento buscar e nelas encontrar um pouco do que não tenho...
Perdido entre bits e downloads, saio um pouco na calçada. Aqui que tem informação demais! Parecem que as pessoas realmente estão aqui fora. Um mundo digno dos palhaços que nos “alegram”. Mais um pouco, vem um e fala. Outro “dá” com a mão. Buzinas. O sol incomoda. A árvore não é suficiente para aplacar a voracidade solar. Desisto. Volto, fecho e me tranco novamente. Mundo doido. Existe e ao mesmo tempo não. Realidade?! Vai saber qual é...
Chega o almoço, e depois aquele sono... Hora de sonhar? Ainda não, não consigo. Calor e barulhos na rua. Agora um pouco de silencio e calmaria. A mente parece insípida. Hora de relaxar...
Aula, rua, professores, rua, trânsito, buzinas e mais gente. Essa gente parece que não some. Por que não vivem em outro planeta? Sala, sentar, silencio... Aqui não vai mudar nada a realidade lá fora. Intervalo, amigos e blá blá blá... Comida. Malefícios. Gordura, pressão e depressão. Hora de voltar pra casa, aqui já deu o que tinha de dar hoje! Uns perguntam se já vou... Outros sequer sabem que cheguei. Mas certamente ninguém se importa com nada disso. Nem eu me importo.
Bye, teacher! Hi, home! Mas antes... Trânsito, pessoas e mais pessoas... Esse povo parece que não tem outra coisa a fazer! Droga, buraco FDP! Prefeito, isso. Bando de incompetentes! Casa, finalmente. Aqui estou seguro... De quê mesmo? TV... Vou nem comentar o que estão assistindo. Dormir que é melhor.
Calor. Calor. Calor. Ventilador. Sombras e a luz amarela da rua... Podem entrar, já tem coisas bem piores aqui dentro mesmo. Sono... Sono... Sono...
Nossa que sonho estranho. Sonhei que tinha passado o dia sem sentir nada. Senti apenas o que o sonho havia me dito. Sonhei indo e vindo, mas não sonhei porque fazia isso. Sonhei andando, caindo, falando, mas não sonhei porque fazia isso. Sonhei que tudo era a minha realidade, mas não sonhei o porquê disso. Sonhei com as pessoas, mas não falei com elas sobre nossa realidade. Será que muda, ou tudo é apena um grande sonho? Não sei dizer.
Quem sabe se eu sonhar a vida toda, transformando isso na realidade... Não ia funcionar, pois o mundo nunca respeitou os sonhadores. Eles não causam nada além de alentos e esperanças. Revoluções sem sangue ou sofrimento... Quem sabe um dia! Quem sabe o sonho um dia seja realidade e eu possa gostar das pessoas. Quem sabe elas passem a se respeitarem e assim respeitem os idealistas.
Por enquanto, “ando só e só eu sei, aonde ir, por onde andei...” Ando só e eu sei por quê. Não é ruim viver sonhando, ruim é viver de sonhos... Pelo menos nesse mundo é assim.
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Cordeiros do mundo.
Desde muito cedo aprendemos que OBEDECER é quase que um dogma a ser seguido em nossas vidas. Apanhamos ao desobedecer a pai ou mãe; apanhamos na escola por desobedecer à professora; apanhamos se não entregamos o dinheiro da merenda ao valentão da escola.
Na mesma escola aprendemos a obedecer aos rituais da moda, seguindo a miúde toda e qualquer “tendência”.
Roupas, brinquedos e nossas primeiras decepções, pois quem tinha dinheiro pra tudo comprar? Daí vem nossa segunda lição: além da obediência, agora temos que vencer a concorrência para “termos”. A qualquer custo e custe o que custar, demovemo-nos de toda e quaisquer dificuldades, para passarmos por cima da nossa vivencia.
Não existe, e se existem, aprendemos que tímidos, negros ou pobres são de outra espécie que não humana. Não existe pessoa quando não se está de acordo com a maioria. Temos que obedecer aos limites impostos e não aos limites que temos, por sermos.
Somos como as ovelhas, tratadas e cuidadas para obedecer a uma força maior. Nossa vontade é secundária diante a “dureza” da vida. Não podemos, temos que conseguir!
Religiões, times de futebol, “gosto” pra isso, “gosto” pra’quilo, simplesmente não existem. Somos como uma máquina de caça-níqueis, onde nossos pais “investem” suas moedas na tentativa de sermos aquilo que eles imaginam.
O ser humano há muito não é respeitado, já chega levando palmada quando nasce; já chega “pra apanhar da vida e ser vencedor!” e se nasce brasileiro? Vixe, F*deu, pois “brasileiro não desiste nunca!” O brasileiro é filho de Deus...
Somos filhos de nossos pais. Isso pelo menos é o que dizem. Sabe-se lá... Tudo é questionável a luz de tantas mentiras que vemos no dia-a-dia.
Nossos pais de verdade carecem e aparecem durante toda a vida, ensinando-nos; costumo chamá-lo de ser-contrário, o fugitivo das normalidades. Onde eu mando e ele obedece meus instintos. Assim, mais do que ser, procuro não ser, impedindo que “batam” eternamente em mim.
O homem jamais desperta após uma agressão, ele se subdivide em ódio e vontade de ser outra pessoa. O homem não foi feito para progredir, foi feito pra ser livre e autor de seu destino. O homem não foi feito de barro, pois mão nenhuma é mais capaz do que aquela que é livre para acenar ao destino que quer.
Na mesma escola aprendemos a obedecer aos rituais da moda, seguindo a miúde toda e qualquer “tendência”.
Roupas, brinquedos e nossas primeiras decepções, pois quem tinha dinheiro pra tudo comprar? Daí vem nossa segunda lição: além da obediência, agora temos que vencer a concorrência para “termos”. A qualquer custo e custe o que custar, demovemo-nos de toda e quaisquer dificuldades, para passarmos por cima da nossa vivencia.
Não existe, e se existem, aprendemos que tímidos, negros ou pobres são de outra espécie que não humana. Não existe pessoa quando não se está de acordo com a maioria. Temos que obedecer aos limites impostos e não aos limites que temos, por sermos.
Somos como as ovelhas, tratadas e cuidadas para obedecer a uma força maior. Nossa vontade é secundária diante a “dureza” da vida. Não podemos, temos que conseguir!
Religiões, times de futebol, “gosto” pra isso, “gosto” pra’quilo, simplesmente não existem. Somos como uma máquina de caça-níqueis, onde nossos pais “investem” suas moedas na tentativa de sermos aquilo que eles imaginam.
O ser humano há muito não é respeitado, já chega levando palmada quando nasce; já chega “pra apanhar da vida e ser vencedor!” e se nasce brasileiro? Vixe, F*deu, pois “brasileiro não desiste nunca!” O brasileiro é filho de Deus...
Somos filhos de nossos pais. Isso pelo menos é o que dizem. Sabe-se lá... Tudo é questionável a luz de tantas mentiras que vemos no dia-a-dia.
Nossos pais de verdade carecem e aparecem durante toda a vida, ensinando-nos; costumo chamá-lo de ser-contrário, o fugitivo das normalidades. Onde eu mando e ele obedece meus instintos. Assim, mais do que ser, procuro não ser, impedindo que “batam” eternamente em mim.
O homem jamais desperta após uma agressão, ele se subdivide em ódio e vontade de ser outra pessoa. O homem não foi feito para progredir, foi feito pra ser livre e autor de seu destino. O homem não foi feito de barro, pois mão nenhuma é mais capaz do que aquela que é livre para acenar ao destino que quer.
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Segundas e suas intenções.
Eita que hoje é dia de mudar. Segunda-feira das intenções mais queridas e precisas. Dia de todas as promessas... Que bom que fosse de todas as promessas mesmo, tipo como cumprir as de campanhas passadas. Mas olhando bem, não seria um bom dia!
Hoje é dia das pessoas que querem mudar; hoje é dia de mudanças boas, para melhorar: saúde, fazendo aquela caminhada; atitude, reunindo e jogando fora velhos hábitos; mas um dia é pouco demais quando uma vida inteira foi o bastante.
Temos isso em nós: o imediatismo circunstanciado. Dele veem todas as promessas e atitudes sem valor algum. Somos feitos para nos adaptar a vida que levamos e não é possível que a vida faça por nós o mesmo. Ou mudamos ou tudo muda pra pior, e o pior, sem nossa vontade.
Muito melhor vencer aquela barriga do que vencer uma futura cadeira de rodas; muito melhor vencer uma tristeza, do que uma depressão; muito melhor ser amigo de si mesmo, do que esperar pelos outros.
Somos e muitas vezes não entendemos o que somos. Vida é cuidado individual e coletivo, mas não os dois ao mesmo tempo. Vida é esperança acompanhada de ações; vida é sonhar e acordar.
Que façamos de todos os nossos dias segundas-feiras, para que juntos ou separados, cresçamos sem a necessidade de apenas prometer.
O homem vive de realizações; quem vive de promessa é político! Então, seja uma boa mudança no ambiente em que vive e será o espelho em que todos querem se ver.
Mude para melhor e deixe o que passou para trás.
Bom dia!
Hoje é dia das pessoas que querem mudar; hoje é dia de mudanças boas, para melhorar: saúde, fazendo aquela caminhada; atitude, reunindo e jogando fora velhos hábitos; mas um dia é pouco demais quando uma vida inteira foi o bastante.
Temos isso em nós: o imediatismo circunstanciado. Dele veem todas as promessas e atitudes sem valor algum. Somos feitos para nos adaptar a vida que levamos e não é possível que a vida faça por nós o mesmo. Ou mudamos ou tudo muda pra pior, e o pior, sem nossa vontade.
Muito melhor vencer aquela barriga do que vencer uma futura cadeira de rodas; muito melhor vencer uma tristeza, do que uma depressão; muito melhor ser amigo de si mesmo, do que esperar pelos outros.
Somos e muitas vezes não entendemos o que somos. Vida é cuidado individual e coletivo, mas não os dois ao mesmo tempo. Vida é esperança acompanhada de ações; vida é sonhar e acordar.
Que façamos de todos os nossos dias segundas-feiras, para que juntos ou separados, cresçamos sem a necessidade de apenas prometer.
O homem vive de realizações; quem vive de promessa é político! Então, seja uma boa mudança no ambiente em que vive e será o espelho em que todos querem se ver.
Mude para melhor e deixe o que passou para trás.
Bom dia!
domingo, 22 de janeiro de 2012
Dizem que pra onde vou...
Saindo agora pra ir jogar bola, mas ontem teve festa, um tal de vaquejada tropa de elite...? Dificilmente estarão todos os jogadores por lá... Mas deve ser muito melhor beber do que jogar bola, mas como não bebo não posso precisar se é melhor mesmo.
Ontem mataram um, feriram outros e certamente deixaram alguns amarrados pra depois. Semana passada uma verdadeira comoção em torno da morte de alguém... Noutra semana um perdeu a perna, ou quase, outros dois mais perna e mais um braço, talvez... Antes já haviam matado um, e mais antes ainda houve a “terça negra”, dia em que teve uma greve que deixou todos em casa... Antes disso assassinaram alguns, latrocínios, roubos a banco, atropelamentos, hospital que não veio, outro que não funciona, buracos, drogas apreendidas e tantas outras coisas que nem consigo lembrar.
Dizem que pra onde vamos é um lugar bonito; e disso, lá, chamam de céu. Dizem que aqui é o inferno, e que lá é bonito... Será? Tudo na vida é preparação para coisas melhores ou piores, mas nunca as boas coisas chegam pra todos... Por que será?
Dizem que pra onde vou tem saúde, pois praticar esporte é bom e faz um bem danado! Jogar bola... Mas parece que não irá aparecer muita gente, pois teve festa, uma tal de vaquejada tropa de elite...? Alguns certamente não estarão por lá, pois perderam a vida ou uma perna ou um braço.
Outros se quer sabem sobre esporte, pois não respeitam os que o incentivavam... Morte no esporte, morte da vida; o esportista não poderá estar jogando bola, pois talvez nem soubesse que tem esse meu racha...
A anos estou por lá, aos trancos e barrancos, pois muitas festas aconteceram... Independente da vaquejada tropa de elite e de outras tantas que alimentam o vício de destruir a vida, continuo indo ao racha; continuo tentando fazer minha parte, mesmo que saiba ser muito ou quase nada.
Dizem que pra onde vou é chato e sem graça, mas é minha vida e meu esporte. A única coisa ruim, lá, sou eu que reclamo de quem deixa de ir, pra ir beber ou se matar.
Ontem mataram um, feriram outros e certamente deixaram alguns amarrados pra depois. Semana passada uma verdadeira comoção em torno da morte de alguém... Noutra semana um perdeu a perna, ou quase, outros dois mais perna e mais um braço, talvez... Antes já haviam matado um, e mais antes ainda houve a “terça negra”, dia em que teve uma greve que deixou todos em casa... Antes disso assassinaram alguns, latrocínios, roubos a banco, atropelamentos, hospital que não veio, outro que não funciona, buracos, drogas apreendidas e tantas outras coisas que nem consigo lembrar.
Dizem que pra onde vamos é um lugar bonito; e disso, lá, chamam de céu. Dizem que aqui é o inferno, e que lá é bonito... Será? Tudo na vida é preparação para coisas melhores ou piores, mas nunca as boas coisas chegam pra todos... Por que será?
Dizem que pra onde vou tem saúde, pois praticar esporte é bom e faz um bem danado! Jogar bola... Mas parece que não irá aparecer muita gente, pois teve festa, uma tal de vaquejada tropa de elite...? Alguns certamente não estarão por lá, pois perderam a vida ou uma perna ou um braço.
Outros se quer sabem sobre esporte, pois não respeitam os que o incentivavam... Morte no esporte, morte da vida; o esportista não poderá estar jogando bola, pois talvez nem soubesse que tem esse meu racha...
A anos estou por lá, aos trancos e barrancos, pois muitas festas aconteceram... Independente da vaquejada tropa de elite e de outras tantas que alimentam o vício de destruir a vida, continuo indo ao racha; continuo tentando fazer minha parte, mesmo que saiba ser muito ou quase nada.
Dizem que pra onde vou é chato e sem graça, mas é minha vida e meu esporte. A única coisa ruim, lá, sou eu que reclamo de quem deixa de ir, pra ir beber ou se matar.
domingo, 15 de janeiro de 2012
Mil dias e você não sabe de quê.
Dia para reler, rever e redefinir certos conceitos. Dia para descansar, desabafar e desfilar confiança. Dia para inflingir, repetir e impelir certos erros. Dia para revelar, retaliar e repetir... Sei que muitos não entendem, pois todos não sabem o que fazer. Dia para parar e pensar sobre as bobagens que se fala durante a semana. Dia para saber que o infinito é o passado que jamais se repete. Dia para reavaliar, reagrupar e reter certas opiniões. Dia para não ler, não ver e não ser nada além de você mesmo. Dia para ficar perdido e pensativo: amanhã não pode ser como hoje. Dia para sorrir, dormir e ferir suas dores. Dia para pensar sobre seus inimigos, seus amigos e seus amores. Dia para curtir, compartilhar e comentar suas duvidas. Dia para tudo, para nada e para todos. Dia para não mudar, não sonhar e não realizar. Dia para começar, prever, e acordar. A sua vida pode não começar hoje, amanhã ou jamais, mas ela terá que ter um fim, um meio e uma forma adequada. Dia para enfurecer, respirar e aprofundar seus pensamentos. Dia para saber que não existe o inatingivel, o impossivel e o infindavel. Dia para soerguer, sofrer e soprar. Dia para dias e mais dias. Dia para provar, podar e provocar. Dia para sentir, subir e cair. Dia como todos os dias, menos os que não queremos lembrar. Dia para perdoar, pedir e proclamar qualquer coisa. Hoje é o dia de todos os dias daqui pra frente e para sempre. Hoje é do dia, só basta você querer. Dia para ler, ver e definir seus próximos dias.
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
Que pena.
Incrível ver tanta comoção nesse momento de violência. Incrível porque já deveríamos estar acostumados; incrível porque nós mesmos não mais valorizamos a vida; incrível porque estamos e ficaremos de braços cruzados.
Hoje perde a vida uma boa pessoa, amanhã mais uma e depois de amanhã...
Não poderia ser diferente, pois vivemos no Estado do Ceará onde um policial militar ganha mais do que um professor! Num Estado que elege Guimarães "cuecão", reelege um ditador e uma população que faz de conta que está "transtornada por tanta violência".
Hoje certamente uma família não irá dormir; amanhã irão acordar e ver que falta alguém à mesa pra almoçar; e nós?! Ficaremos só esperando, mais uma vez, o circo pegar fogo para podermos fazer nossos comentários vazios e oportunistas, pois "nada podemos fazer para mudar o que está ai".
A policia quixadaense é a melhor da melhor do mundo em nunca estar em lugar algum antes de acontecer alguma coisa! Não precisamos carros de luxo ou armas mais potentes, precisamos educar e salvar nossos pequenos cidadãos que estão crescendo nesse mundo pobre de valores.
Nada mais tem sentido, e viver não vale mais nada.
A vida perdeu seu valor... E eu nem sou tão velho assim pra saber se ela já teve algum valor.
Fica aqui meu registro de pesar, não por quem morreu hoje, mas por todos que morremos a cada dia que passa.
Hoje foi ele, amanhã certamente será alguém que conhecemos...
Vamos ficar paralisados, porque se a vida não vale mais nada, então não temos nada a perder.
P.S. Como diria o Tiririca... Pior que vai piorar...
Hoje perde a vida uma boa pessoa, amanhã mais uma e depois de amanhã...
Não poderia ser diferente, pois vivemos no Estado do Ceará onde um policial militar ganha mais do que um professor! Num Estado que elege Guimarães "cuecão", reelege um ditador e uma população que faz de conta que está "transtornada por tanta violência".
Hoje certamente uma família não irá dormir; amanhã irão acordar e ver que falta alguém à mesa pra almoçar; e nós?! Ficaremos só esperando, mais uma vez, o circo pegar fogo para podermos fazer nossos comentários vazios e oportunistas, pois "nada podemos fazer para mudar o que está ai".
A policia quixadaense é a melhor da melhor do mundo em nunca estar em lugar algum antes de acontecer alguma coisa! Não precisamos carros de luxo ou armas mais potentes, precisamos educar e salvar nossos pequenos cidadãos que estão crescendo nesse mundo pobre de valores.
Nada mais tem sentido, e viver não vale mais nada.
A vida perdeu seu valor... E eu nem sou tão velho assim pra saber se ela já teve algum valor.
Fica aqui meu registro de pesar, não por quem morreu hoje, mas por todos que morremos a cada dia que passa.
Hoje foi ele, amanhã certamente será alguém que conhecemos...
Vamos ficar paralisados, porque se a vida não vale mais nada, então não temos nada a perder.
P.S. Como diria o Tiririca... Pior que vai piorar...
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Beijei-me demais...
Sem saber muito onde me encontrava,
buscando suprimir apenas meus desejos,
não imaginei voar pra tão longe,
apenas por teus beijos.
e com eles me disse, tão baixo, algo
que mal pude perceber,
a importancia de encontrar
alguém tão maravilhoso que é você.
É assim que a vida vai
e assim que o acaso vem
não adianta combinar
certezas ninguém tem.
Sem saber muito onde estou
não penso mais tanto em mim,
pois de tanto ser egoísta
perdi meu grande amor...
buscando suprimir apenas meus desejos,
não imaginei voar pra tão longe,
apenas por teus beijos.
e com eles me disse, tão baixo, algo
que mal pude perceber,
a importancia de encontrar
alguém tão maravilhoso que é você.
É assim que a vida vai
e assim que o acaso vem
não adianta combinar
certezas ninguém tem.
Sem saber muito onde estou
não penso mais tanto em mim,
pois de tanto ser egoísta
perdi meu grande amor...
Os heróis fogem do que mercenários amam.
O código disciplinar da PM-Ce e Bombeiros, diz claramente em seu Art. 8º, IV: “servir à comunidade, procurando, no exercício DA SUPREMA MISSÃO DE PRESERVAR A ORDEM PÚBLICA E PROTEGER A PESSOA, promover, sempre, o bem estar comum, dentro da estrita observância das normas jurídicas e das disposições deste Código.” Estavam eles servindo a comunidade quando ficaram em greve? Procuravam eles, assim, exercer A SUPREMA MISSÃO? Preservavam a ORDEM PÚBLICA? Promoveram o bem estar comum? Não! Querem mais? No mesmo artigo, temos: “atuar com devotamento ao interesse público, colocando-o acima dos anseios particulares”. Sério?
O artigo 144, § 5º da CF diz: “Às polícias militares cabem a polícia ostensiva e a preservação da ordem pública;” Ordenavam-na por, controle remoto, a partir do quartel? Poderia ficar por vários dias condenando os grevistas, mas de quê adiantaria?
Vi tal movimento como uma chantagem; uma chacota à custa do desespero de quem deveria estar amparado pela lei: os cidadãos. Se nós temos que andar com medo, que andássemos armados; mas a lei arma o policial. Que moral tem um policial de me prender por andar armado? Sabe-se lá quando eles vão ficar de greve novamente! Onde anda aquela frase: “servir e proteger”? Servir ao interesse público e proteger o cidadão.
Começo o texto dizendo que os heróis fogem do que os mercenários amam... Não acredito mais que existam heróis nessa corporação, talvez porque nunca acreditei. Como também não acredito que existam mercenários, mas sim pessoas que deviam proteger os indefesos... Não é isso que deveriam fazer os heróis, proteger? Ao invés disso, abandonam o dever ao relento do acaso, dizendo aos cidadãos que é cada um por si e Deus por todos! Mercenário protege por dinheiro e só isso lhe interessa; mercenário vende sua força e bravura, enquanto o herói da a vida por quem não conhece.
Não queremos heróis, queremos pessoas aptas a fazer sacrifícios pelo dever. O seu dever, policial, é servir e proteger e não fazer chantagem com a ordem pública.
O artigo 144, § 5º da CF diz: “Às polícias militares cabem a polícia ostensiva e a preservação da ordem pública;” Ordenavam-na por, controle remoto, a partir do quartel? Poderia ficar por vários dias condenando os grevistas, mas de quê adiantaria?
Vi tal movimento como uma chantagem; uma chacota à custa do desespero de quem deveria estar amparado pela lei: os cidadãos. Se nós temos que andar com medo, que andássemos armados; mas a lei arma o policial. Que moral tem um policial de me prender por andar armado? Sabe-se lá quando eles vão ficar de greve novamente! Onde anda aquela frase: “servir e proteger”? Servir ao interesse público e proteger o cidadão.
Começo o texto dizendo que os heróis fogem do que os mercenários amam... Não acredito mais que existam heróis nessa corporação, talvez porque nunca acreditei. Como também não acredito que existam mercenários, mas sim pessoas que deviam proteger os indefesos... Não é isso que deveriam fazer os heróis, proteger? Ao invés disso, abandonam o dever ao relento do acaso, dizendo aos cidadãos que é cada um por si e Deus por todos! Mercenário protege por dinheiro e só isso lhe interessa; mercenário vende sua força e bravura, enquanto o herói da a vida por quem não conhece.
Não queremos heróis, queremos pessoas aptas a fazer sacrifícios pelo dever. O seu dever, policial, é servir e proteger e não fazer chantagem com a ordem pública.
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Nunca precisei da polícia.
O que aconteceu ontem, para mim, é algo sem precedentes. E olha que já vivi alguns dias conturbados... Mas os acontecimentos de ontem foi a prova inequívoca do que realmente precisamos: de educação. Não educação dos números, fórmulas ou palavras corretas, mas uma educação que se traz " do berço".
A polícia existe, pois o homem precisa ser contido; mas falo do homem sem valores e sem vergonha. Não haveria de existir violência, pois o homem nasce sem a noção dela, vindo a aprendê-la no convivio com o meio social.
Todos estão tranquilos agora porque a polícia voltou e não haverá mais assassinatos, roubos ou ocorrências, né? Não. Apenas poderemos sair e ficar com a insegurança, com a incerteza de que vamos voltar pra casa.
A polícia nas ruas é um paliativo às nossas mazelas sociais, pois o verdadeiro problema não está nas ruas e sim em nossas casas. Não precisamos da polícia, precisamos de humanidade! Deixamos de sermos humanos e nos tornamos bichos-homens. E o bicho precisa de quem puxe sua coleira; precisa de quem contenha sua ignorância e sua falta de noção da verdadeira realidade.
"Eu pedi o controle." Chama a polícia! " Eu não sei o que deu em mim." Chama a polícia! "Meus filhos estavam em casa passando fome..." Chama os "homi!" "Eu estava comemorando e bebi demais..." Isso é falta de polícia!
Faltam homens, e deles falta educação.
Não faltam políticos, faltam cidadãos honestos e eleitores atentos. Não posso e não devo minimizar o acontecido desses dias, pela mágica polícia que estava em greve; eles, a polícia, não fazem parte do meu dia-dia, mas infelizmente fazem parte do nosso mundo que erroneamente transfere os problemas de casa para as ruas.
A polícia existe, pois o homem precisa ser contido; mas falo do homem sem valores e sem vergonha. Não haveria de existir violência, pois o homem nasce sem a noção dela, vindo a aprendê-la no convivio com o meio social.
Todos estão tranquilos agora porque a polícia voltou e não haverá mais assassinatos, roubos ou ocorrências, né? Não. Apenas poderemos sair e ficar com a insegurança, com a incerteza de que vamos voltar pra casa.
A polícia nas ruas é um paliativo às nossas mazelas sociais, pois o verdadeiro problema não está nas ruas e sim em nossas casas. Não precisamos da polícia, precisamos de humanidade! Deixamos de sermos humanos e nos tornamos bichos-homens. E o bicho precisa de quem puxe sua coleira; precisa de quem contenha sua ignorância e sua falta de noção da verdadeira realidade.
"Eu pedi o controle." Chama a polícia! " Eu não sei o que deu em mim." Chama a polícia! "Meus filhos estavam em casa passando fome..." Chama os "homi!" "Eu estava comemorando e bebi demais..." Isso é falta de polícia!
Faltam homens, e deles falta educação.
Não faltam políticos, faltam cidadãos honestos e eleitores atentos. Não posso e não devo minimizar o acontecido desses dias, pela mágica polícia que estava em greve; eles, a polícia, não fazem parte do meu dia-dia, mas infelizmente fazem parte do nosso mundo que erroneamente transfere os problemas de casa para as ruas.
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