A vida é um longo triz.
Uma brisa, um leve afago.
E assim me disse o mago
A mágica de ser feliz.
E nem por isso, eu santo,
Triste e derradeiro.
Pequeno decano e ligeiro
Fui saber que dói tanto!
Essa vida de sabores mil!
Sonhos torpes e sombrios...
Caídos e famigerados.
Todos têm seus mil lados,
Duas faces; surto; rio.
E às vezes choro... Viu?
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
domingo, 20 de setembro de 2009
À MORTE HÁ VIDA.
Onde encontras tanta mágoa,
Se mal sais do cativeiro?
Como pode voar tua alma,
Se a esconde o dia inteiro?
Pode haver, quem sabe, nada
Entre os muros da tua sina?
Mas se assim, tão malfadada,
Seria a vida quem te ensina?
Quero saber os teus segredos,
Pois, acho que sejas louca.
Mas a viver sem matares
Sem ir diversos lugares,
Podes como seres assim?
Tenhas dó de mim...
Deixa que eu te venere.
E assim que puderes,
Ensina-me a viver.
Diga-me como matar,
O que não mata você...
Se mal sais do cativeiro?
Como pode voar tua alma,
Se a esconde o dia inteiro?
Pode haver, quem sabe, nada
Entre os muros da tua sina?
Mas se assim, tão malfadada,
Seria a vida quem te ensina?
Quero saber os teus segredos,
Pois, acho que sejas louca.
Mas a viver sem matares
Sem ir diversos lugares,
Podes como seres assim?
Tenhas dó de mim...
Deixa que eu te venere.
E assim que puderes,
Ensina-me a viver.
Diga-me como matar,
O que não mata você...
Por não me querer.
Porém, pensando na noite passada:
Nada mais quero que sofrer o agora
Lembrando o cheiro da tua boca adorada...
Faz-me pensar em nada!
Faz-me sentir em glória!
E em quanto tempo ainda vou ver,
Novamente, teu riso que me mata?
Achar em outro lindo ser
Uma que como a tua ter
Dor desta força celibata!
Não quero boca outra vivente!
Apenas sentir quero o que me deste.
Fiz promessa para tê-la inocente
E jamais tocar sequer na tua veste!
Terei. Sim, terei para sempre ou nada!
Pois que me mata a vaga lembrança
Da tua boca aveludada.
E sem sentir ódio ou vingança,
Só vivo a nutrir essa doída esperança
E ter a vida mais amenizada.
Nada mais quero que sofrer o agora
Lembrando o cheiro da tua boca adorada...
Faz-me pensar em nada!
Faz-me sentir em glória!
E em quanto tempo ainda vou ver,
Novamente, teu riso que me mata?
Achar em outro lindo ser
Uma que como a tua ter
Dor desta força celibata!
Não quero boca outra vivente!
Apenas sentir quero o que me deste.
Fiz promessa para tê-la inocente
E jamais tocar sequer na tua veste!
Terei. Sim, terei para sempre ou nada!
Pois que me mata a vaga lembrança
Da tua boca aveludada.
E sem sentir ódio ou vingança,
Só vivo a nutrir essa doída esperança
E ter a vida mais amenizada.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Um céu; dois infernos.
Levo embora teu corpo mudo,
Tal que nunca o vi desta forma;
Tal que jamais quis de qualquer jeito;
Tal que vai de “livre aceito”;
Tal qual de vê-lo me arrepio!
Lindo, leve e absurdo!
Tal qual fora uma santa!
Uma menina devassa!
Mas esta é nossa farsa.
Este frio, agora é nosso beijo!
Não te importa com o que vejo?
Teu corpo, não mais bate a porta,
Vê que o amor é dor que mata...
Sem pensar; sem deixar cair;
Sem deixar... Não deixar.
Não quero ir.
Sem de qualquer jeito,
Forçar do fundo do peito
Os instantes sem vida...
Querida! Querida!
Viva! Viva! Fuja de mim!
Pois bem que te quero assim.
E agora em minhas mãos,
Fará tudo que quero,
Mesmo que em vão;
Na dor possível e na derrubada
Teu aconchego foi minha morada,
Sendo o meu crime a desilusão.
Vou perdido por amar demais,
Perdido por sentir demais...
Sem poder... Sem poder te amar.
Sem tê-la ali em frente;
Mesmo que nos abraços de outra gente,
Não descanse em paz.
Tal que nunca o vi desta forma;
Tal que jamais quis de qualquer jeito;
Tal que vai de “livre aceito”;
Tal qual de vê-lo me arrepio!
Lindo, leve e absurdo!
Tal qual fora uma santa!
Uma menina devassa!
Mas esta é nossa farsa.
Este frio, agora é nosso beijo!
Não te importa com o que vejo?
Teu corpo, não mais bate a porta,
Vê que o amor é dor que mata...
Sem pensar; sem deixar cair;
Sem deixar... Não deixar.
Não quero ir.
Sem de qualquer jeito,
Forçar do fundo do peito
Os instantes sem vida...
Querida! Querida!
Viva! Viva! Fuja de mim!
Pois bem que te quero assim.
E agora em minhas mãos,
Fará tudo que quero,
Mesmo que em vão;
Na dor possível e na derrubada
Teu aconchego foi minha morada,
Sendo o meu crime a desilusão.
Vou perdido por amar demais,
Perdido por sentir demais...
Sem poder... Sem poder te amar.
Sem tê-la ali em frente;
Mesmo que nos abraços de outra gente,
Não descanse em paz.
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
...mais demoro a chegar.
Eis que dobro mais uma esquina;
Quem vem lá?
Quem se aproxima?
Será que sabe que sou eu
Ou apenas esqueceu simplesmente
De me matar completamente
Que outrora fora seu?
Mas haverá alguém assim tão descrente?
Sem coração caminha...
Nem se achar quem vinha
Meus passos escutar,
Dormir nas ruas que tanto curvo
Espectro solo e turvo
Louco a delirar!
Escrever, pois depressa à calçada,
As últimas frases.
Os primeiros versos, cada,
De sentir que tenho tudo;
Os “escutos” de um mudo;
O agradar da navalha;
Dor que nunca me faltou...
Eis que dobro o impossível:
Lá, não havia nada.
Apenas um senhor de braços curvos.
Chamado destino.
A me tratar feito menino;
E me deixar sem solo ou chão.
Dizendo que quanto mais me aproximo...
Quem vem lá?
Quem se aproxima?
Será que sabe que sou eu
Ou apenas esqueceu simplesmente
De me matar completamente
Que outrora fora seu?
Mas haverá alguém assim tão descrente?
Sem coração caminha...
Nem se achar quem vinha
Meus passos escutar,
Dormir nas ruas que tanto curvo
Espectro solo e turvo
Louco a delirar!
Escrever, pois depressa à calçada,
As últimas frases.
Os primeiros versos, cada,
De sentir que tenho tudo;
Os “escutos” de um mudo;
O agradar da navalha;
Dor que nunca me faltou...
Eis que dobro o impossível:
Lá, não havia nada.
Apenas um senhor de braços curvos.
Chamado destino.
A me tratar feito menino;
E me deixar sem solo ou chão.
Dizendo que quanto mais me aproximo...
Desculpe os erros de quem ama.
Parte do amor é uma dor profunda;
Dor que mata, fere, mas que sempre passa.
Muitos, sem ela, vivem sem graça,
Não por não amarem, mas por não tentar.
Sei lá, será que tenho tanto amor em mim?
Será que tudo que já tive foi amor...
Coisas acontecem e com elas vem o fim,
Porém, porque não tentar?
Parte do amor é um fogo triste,
De chama azul, celeste como o mar!
Muitos feridos nesse fogo se curam
Mas os poucos que perduram...
Mal querem lembrar.
De um caso, chamam amor!
Num retalho de lembrança é carinho!
Um afago, um torpor, um sorriso...
Mais que isso preciso pra chamar de amor.
Que me lembre;
Que me esqueça;
que se dane!
Isso sim é amor verdadeiro.
É justo, como uma jovem injustiça.
É lento, como uma dor triunfal!
Seca os mais jovens;
Nos mais velhos morre;
Contamina o vento; mata o ar...
Tanto tempo, e mesmo assim, ainda dá.
Autor do amor, o jovem poeta,
Entrega-se aos vícios do próprio amor.
Traz em si o soneto-profeta:
Aqui jaz mais levado pela dor!
Diz querer mais, e sem mais querer,
Trafega entre os mundos sem maldade.
Tranca o peito, entregue de ansiedade,
Por saber se amor ainda vai ter.
Insano... Quem sabe. Doente e mundano;
Figura triste das maiores tristezas.
Pequeno e sombrio no seu próprio oceano.
Espera encontrar atitude e nobreza
Pois mais quem dera certeza
No seu perdido pensar.
Dor que mata, fere, mas que sempre passa.
Muitos, sem ela, vivem sem graça,
Não por não amarem, mas por não tentar.
Sei lá, será que tenho tanto amor em mim?
Será que tudo que já tive foi amor...
Coisas acontecem e com elas vem o fim,
Porém, porque não tentar?
Parte do amor é um fogo triste,
De chama azul, celeste como o mar!
Muitos feridos nesse fogo se curam
Mas os poucos que perduram...
Mal querem lembrar.
De um caso, chamam amor!
Num retalho de lembrança é carinho!
Um afago, um torpor, um sorriso...
Mais que isso preciso pra chamar de amor.
Que me lembre;
Que me esqueça;
que se dane!
Isso sim é amor verdadeiro.
É justo, como uma jovem injustiça.
É lento, como uma dor triunfal!
Seca os mais jovens;
Nos mais velhos morre;
Contamina o vento; mata o ar...
Tanto tempo, e mesmo assim, ainda dá.
Autor do amor, o jovem poeta,
Entrega-se aos vícios do próprio amor.
Traz em si o soneto-profeta:
Aqui jaz mais levado pela dor!
Diz querer mais, e sem mais querer,
Trafega entre os mundos sem maldade.
Tranca o peito, entregue de ansiedade,
Por saber se amor ainda vai ter.
Insano... Quem sabe. Doente e mundano;
Figura triste das maiores tristezas.
Pequeno e sombrio no seu próprio oceano.
Espera encontrar atitude e nobreza
Pois mais quem dera certeza
No seu perdido pensar.
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Compro o seu pecado
Aos pecados não consumados;
Aos que merecem perdão,
Recebo-lhes nos braços
Estendo-lhes a mão!
Posso não ser o vigário;
Posso não ter a unção,
Mas absolvo vários
Percalços de pouca expressão.
Nem todos são donatários
Nem muitos todos fiéis são!
Pobres... Estes que sofrem,
Pois, no caminhar da devassidão,
Percorrem a pé os caminhos
E os caminhos a pé vão!
Aos que merecem perdão,
Recebo-lhes nos braços
Estendo-lhes a mão!
Posso não ser o vigário;
Posso não ter a unção,
Mas absolvo vários
Percalços de pouca expressão.
Nem todos são donatários
Nem muitos todos fiéis são!
Pobres... Estes que sofrem,
Pois, no caminhar da devassidão,
Percorrem a pé os caminhos
E os caminhos a pé vão!
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Como Tantos Outros
Eis que o amor passou por mim.
Era lindo o intenso viajante!
Foi bem mais que um breve instante...
Porém, deixou-me sem fim.
Foi se perdendo e perdido sendo.
Um astro de estranhos complexos.
Uma breve luz dentre os reflexos...
Deixou a dor o amor querido.
Até hoje, sem que eu soubesse,
Em algum canto lhe entristece
A dor de ter me deixado.
Não fui o melhor ao teu lado,
E assim como mais um amor vivido,
Acabo eu vivo e entristecido...
Era lindo o intenso viajante!
Foi bem mais que um breve instante...
Porém, deixou-me sem fim.
Foi se perdendo e perdido sendo.
Um astro de estranhos complexos.
Uma breve luz dentre os reflexos...
Deixou a dor o amor querido.
Até hoje, sem que eu soubesse,
Em algum canto lhe entristece
A dor de ter me deixado.
Não fui o melhor ao teu lado,
E assim como mais um amor vivido,
Acabo eu vivo e entristecido...
domingo, 5 de julho de 2009
Trocados e miúdos
Terno riso de sonho insano
Preparo o suspiro do mal-feito,
Quero tudo que sem direito
Possa eu ter de desengano!
Pois quem diz a minha hora
Faz pensar que sou plebeu,
Diz: “sem dinheiro que nasceu,
Este pobre que implora!”
Nem farelos, nem migalhas
Ponha aos meus pés, senhora.
Mas vivo de comer estas falhas
Vivo delas sem ter glória
Sentindo, contudo, agora:
Vexame, cobrança e vitória!
Preparo o suspiro do mal-feito,
Quero tudo que sem direito
Possa eu ter de desengano!
Pois quem diz a minha hora
Faz pensar que sou plebeu,
Diz: “sem dinheiro que nasceu,
Este pobre que implora!”
Nem farelos, nem migalhas
Ponha aos meus pés, senhora.
Mas vivo de comer estas falhas
Vivo delas sem ter glória
Sentindo, contudo, agora:
Vexame, cobrança e vitória!
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Uma Longa Estrada
Dorme um sonho a cada dia
Como se o último fosse viver.
Tens clamor e nos sonhos via
Mais um longo anoitecer.
Porém sentado em seu dormir,
Procura a quem possa vencer,
Se não a si mesmo tende a cair
No esquecimento do adormecer.
Que tens palavras, e quem não teria!
Que tens sonhos, não os pode ter?!
Qual a causa de tamanha apatia?
Se não a do próprio alvorecer.
Mais um dia; um sonho a menos.
Mais um sonho; um dia a vencer.
Sob as vestes do que perdemos
Vivemos tudo sem saber por quê.
Como se o último fosse viver.
Tens clamor e nos sonhos via
Mais um longo anoitecer.
Porém sentado em seu dormir,
Procura a quem possa vencer,
Se não a si mesmo tende a cair
No esquecimento do adormecer.
Que tens palavras, e quem não teria!
Que tens sonhos, não os pode ter?!
Qual a causa de tamanha apatia?
Se não a do próprio alvorecer.
Mais um dia; um sonho a menos.
Mais um sonho; um dia a vencer.
Sob as vestes do que perdemos
Vivemos tudo sem saber por quê.
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