Eis que dobro mais uma esquina;
Quem vem lá?
Quem se aproxima?
Será que sabe que sou eu
Ou apenas esqueceu simplesmente
De me matar completamente
Que outrora fora seu?
Mas haverá alguém assim tão descrente?
Sem coração caminha...
Nem se achar quem vinha
Meus passos escutar,
Dormir nas ruas que tanto curvo
Espectro solo e turvo
Louco a delirar!
Escrever, pois depressa à calçada,
As últimas frases.
Os primeiros versos, cada,
De sentir que tenho tudo;
Os “escutos” de um mudo;
O agradar da navalha;
Dor que nunca me faltou...
Eis que dobro o impossível:
Lá, não havia nada.
Apenas um senhor de braços curvos.
Chamado destino.
A me tratar feito menino;
E me deixar sem solo ou chão.
Dizendo que quanto mais me aproximo...
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Desculpe os erros de quem ama.
Parte do amor é uma dor profunda;
Dor que mata, fere, mas que sempre passa.
Muitos, sem ela, vivem sem graça,
Não por não amarem, mas por não tentar.
Sei lá, será que tenho tanto amor em mim?
Será que tudo que já tive foi amor...
Coisas acontecem e com elas vem o fim,
Porém, porque não tentar?
Parte do amor é um fogo triste,
De chama azul, celeste como o mar!
Muitos feridos nesse fogo se curam
Mas os poucos que perduram...
Mal querem lembrar.
De um caso, chamam amor!
Num retalho de lembrança é carinho!
Um afago, um torpor, um sorriso...
Mais que isso preciso pra chamar de amor.
Que me lembre;
Que me esqueça;
que se dane!
Isso sim é amor verdadeiro.
É justo, como uma jovem injustiça.
É lento, como uma dor triunfal!
Seca os mais jovens;
Nos mais velhos morre;
Contamina o vento; mata o ar...
Tanto tempo, e mesmo assim, ainda dá.
Autor do amor, o jovem poeta,
Entrega-se aos vícios do próprio amor.
Traz em si o soneto-profeta:
Aqui jaz mais levado pela dor!
Diz querer mais, e sem mais querer,
Trafega entre os mundos sem maldade.
Tranca o peito, entregue de ansiedade,
Por saber se amor ainda vai ter.
Insano... Quem sabe. Doente e mundano;
Figura triste das maiores tristezas.
Pequeno e sombrio no seu próprio oceano.
Espera encontrar atitude e nobreza
Pois mais quem dera certeza
No seu perdido pensar.
Dor que mata, fere, mas que sempre passa.
Muitos, sem ela, vivem sem graça,
Não por não amarem, mas por não tentar.
Sei lá, será que tenho tanto amor em mim?
Será que tudo que já tive foi amor...
Coisas acontecem e com elas vem o fim,
Porém, porque não tentar?
Parte do amor é um fogo triste,
De chama azul, celeste como o mar!
Muitos feridos nesse fogo se curam
Mas os poucos que perduram...
Mal querem lembrar.
De um caso, chamam amor!
Num retalho de lembrança é carinho!
Um afago, um torpor, um sorriso...
Mais que isso preciso pra chamar de amor.
Que me lembre;
Que me esqueça;
que se dane!
Isso sim é amor verdadeiro.
É justo, como uma jovem injustiça.
É lento, como uma dor triunfal!
Seca os mais jovens;
Nos mais velhos morre;
Contamina o vento; mata o ar...
Tanto tempo, e mesmo assim, ainda dá.
Autor do amor, o jovem poeta,
Entrega-se aos vícios do próprio amor.
Traz em si o soneto-profeta:
Aqui jaz mais levado pela dor!
Diz querer mais, e sem mais querer,
Trafega entre os mundos sem maldade.
Tranca o peito, entregue de ansiedade,
Por saber se amor ainda vai ter.
Insano... Quem sabe. Doente e mundano;
Figura triste das maiores tristezas.
Pequeno e sombrio no seu próprio oceano.
Espera encontrar atitude e nobreza
Pois mais quem dera certeza
No seu perdido pensar.
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Compro o seu pecado
Aos pecados não consumados;
Aos que merecem perdão,
Recebo-lhes nos braços
Estendo-lhes a mão!
Posso não ser o vigário;
Posso não ter a unção,
Mas absolvo vários
Percalços de pouca expressão.
Nem todos são donatários
Nem muitos todos fiéis são!
Pobres... Estes que sofrem,
Pois, no caminhar da devassidão,
Percorrem a pé os caminhos
E os caminhos a pé vão!
Aos que merecem perdão,
Recebo-lhes nos braços
Estendo-lhes a mão!
Posso não ser o vigário;
Posso não ter a unção,
Mas absolvo vários
Percalços de pouca expressão.
Nem todos são donatários
Nem muitos todos fiéis são!
Pobres... Estes que sofrem,
Pois, no caminhar da devassidão,
Percorrem a pé os caminhos
E os caminhos a pé vão!
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Como Tantos Outros
Eis que o amor passou por mim.
Era lindo o intenso viajante!
Foi bem mais que um breve instante...
Porém, deixou-me sem fim.
Foi se perdendo e perdido sendo.
Um astro de estranhos complexos.
Uma breve luz dentre os reflexos...
Deixou a dor o amor querido.
Até hoje, sem que eu soubesse,
Em algum canto lhe entristece
A dor de ter me deixado.
Não fui o melhor ao teu lado,
E assim como mais um amor vivido,
Acabo eu vivo e entristecido...
Era lindo o intenso viajante!
Foi bem mais que um breve instante...
Porém, deixou-me sem fim.
Foi se perdendo e perdido sendo.
Um astro de estranhos complexos.
Uma breve luz dentre os reflexos...
Deixou a dor o amor querido.
Até hoje, sem que eu soubesse,
Em algum canto lhe entristece
A dor de ter me deixado.
Não fui o melhor ao teu lado,
E assim como mais um amor vivido,
Acabo eu vivo e entristecido...
domingo, 5 de julho de 2009
Trocados e miúdos
Terno riso de sonho insano
Preparo o suspiro do mal-feito,
Quero tudo que sem direito
Possa eu ter de desengano!
Pois quem diz a minha hora
Faz pensar que sou plebeu,
Diz: “sem dinheiro que nasceu,
Este pobre que implora!”
Nem farelos, nem migalhas
Ponha aos meus pés, senhora.
Mas vivo de comer estas falhas
Vivo delas sem ter glória
Sentindo, contudo, agora:
Vexame, cobrança e vitória!
Preparo o suspiro do mal-feito,
Quero tudo que sem direito
Possa eu ter de desengano!
Pois quem diz a minha hora
Faz pensar que sou plebeu,
Diz: “sem dinheiro que nasceu,
Este pobre que implora!”
Nem farelos, nem migalhas
Ponha aos meus pés, senhora.
Mas vivo de comer estas falhas
Vivo delas sem ter glória
Sentindo, contudo, agora:
Vexame, cobrança e vitória!
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Uma Longa Estrada
Dorme um sonho a cada dia
Como se o último fosse viver.
Tens clamor e nos sonhos via
Mais um longo anoitecer.
Porém sentado em seu dormir,
Procura a quem possa vencer,
Se não a si mesmo tende a cair
No esquecimento do adormecer.
Que tens palavras, e quem não teria!
Que tens sonhos, não os pode ter?!
Qual a causa de tamanha apatia?
Se não a do próprio alvorecer.
Mais um dia; um sonho a menos.
Mais um sonho; um dia a vencer.
Sob as vestes do que perdemos
Vivemos tudo sem saber por quê.
Como se o último fosse viver.
Tens clamor e nos sonhos via
Mais um longo anoitecer.
Porém sentado em seu dormir,
Procura a quem possa vencer,
Se não a si mesmo tende a cair
No esquecimento do adormecer.
Que tens palavras, e quem não teria!
Que tens sonhos, não os pode ter?!
Qual a causa de tamanha apatia?
Se não a do próprio alvorecer.
Mais um dia; um sonho a menos.
Mais um sonho; um dia a vencer.
Sob as vestes do que perdemos
Vivemos tudo sem saber por quê.
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
A cor do dia
Se eu quisesse um tom de cor
Dar ao dia que nasceu hoje
Daria a cor dos teus beijos
Que são as flores!
Do meu céu, são as perdizes
Entre os pensamentos pequenos,
Que me esquece a cor
Do ódio... do querer o mal...
Lembrá-lo, a cor dos meus abraços
Fazê-lo sentir remorso
Sem que soubesse o que há de bom...
Dar ao esquecimento do céu...
Aprender a ler seus poemas de tristeza
Fazer deles uma lição a cada dia
Entender seus dizeres,
Falar das suas brancuras...
Como há em mim tanta mágoa,
Se vivo sob um céu tão ingênuo?
Uma fresta de luz entre as nuvens
De um comum desperta comum...
Bem que nem todos olham como eu.
Bem feitio, o tempo pede pressa!
Pára de tempos em tempos
Para pensar em nós,
Como se fôssemos mais uma nuvem...
Como se fôssemos seu pedinte;
Como se fôssemos seus expectadores...
Como sem fôlego, pedíssemos abrigo.
Não estou pedindo, ordeno um beijo do céu!
Quero dele sua cor e sua admiração,
Quero sua pele azul, pois azul é minha cor!
Sou teu e tu és meu!
Quero de tudo até teu amor!
Daí me o que preciso: loucura.
Daí me o que renego: a vida.
Daí me o que procuro: amor.
Faz de mim o teu deságüe...
Mas só te olho.
Não parto e nem chego... Só olho.
Dar ao dia que nasceu hoje
Daria a cor dos teus beijos
Que são as flores!
Do meu céu, são as perdizes
Entre os pensamentos pequenos,
Que me esquece a cor
Do ódio... do querer o mal...
Lembrá-lo, a cor dos meus abraços
Fazê-lo sentir remorso
Sem que soubesse o que há de bom...
Dar ao esquecimento do céu...
Aprender a ler seus poemas de tristeza
Fazer deles uma lição a cada dia
Entender seus dizeres,
Falar das suas brancuras...
Como há em mim tanta mágoa,
Se vivo sob um céu tão ingênuo?
Uma fresta de luz entre as nuvens
De um comum desperta comum...
Bem que nem todos olham como eu.
Bem feitio, o tempo pede pressa!
Pára de tempos em tempos
Para pensar em nós,
Como se fôssemos mais uma nuvem...
Como se fôssemos seu pedinte;
Como se fôssemos seus expectadores...
Como sem fôlego, pedíssemos abrigo.
Não estou pedindo, ordeno um beijo do céu!
Quero dele sua cor e sua admiração,
Quero sua pele azul, pois azul é minha cor!
Sou teu e tu és meu!
Quero de tudo até teu amor!
Daí me o que preciso: loucura.
Daí me o que renego: a vida.
Daí me o que procuro: amor.
Faz de mim o teu deságüe...
Mas só te olho.
Não parto e nem chego... Só olho.
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
PODE HAVER?
Pés lindos, caminhar traquilo.
Esperar tardio e sem ideais
colocar no peito o dizer: jamais!
meu barato amigo,um velho grilo.
sem respoder-me , estás com medo?
sou teu amigo; sou teu passado!
já fomos fruto,fomos segredo
hoje somos nada e nada mais...
quem possa ajudar? não temos!
estamos sós...a sós demais!
passamos muito, nem percebemos,
que o hoje,agora, é nunca mais!
o nosso tempo; a nossa glória,
se ainda existem... sem ideais.
meu criado grilo, como podemos,
ainda estar entre os mortais...
Meu caminho e o teu caminhar
de semelhança vivem entender.
o mesmo passo,a mesma história
o que foi de vida, hoje é morrer.
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Bio-tipo
Será que ainda existe esperança?
Meus ídolos, todos, morreram.
Meus ideais, combalidos, desfaleceram...
E eu não sou mais criança.
A onda perdeu altura e beleza.
De tsunami virou marola.
As promessas, dos tempos de escola,
Viraram desgraça em vez de riqueza...
O que mais pode acontecer?
Quem sabe as coisas melhorem.
Quem sabe elas piorem.
Quem sabe eu posso morrer...
Morrer em paz?
Morrer em trilos?
Morrer sem fé,
sem filhos...
Morrer, apenas desfalecer.
Cair no chão.
Chegar ao chão.
Ficar no chão.
Permanecer no chão.
Servir de adubo
Pra quem sabe virar uma árvore!
Sem frutos, mas com sombra...
Uma bela árvore,
Um lindo pôr-do-sol!
Sendo constantemente abraçado,
Sendo tocado!
Sendo livre pra sentir os livres!
Sendo o que todos querem ser:
Lembranças para os que aqui estiveram.
Ah...
Não posso ser uma árvore,
Eu demoraria muito pra crescer!
Tenho que ser algo mais rápido...
Tipo...
Sem tipos...
Como se fosse...
Como se fosse alguém.
Meus ídolos, todos, morreram.
Meus ideais, combalidos, desfaleceram...
E eu não sou mais criança.
A onda perdeu altura e beleza.
De tsunami virou marola.
As promessas, dos tempos de escola,
Viraram desgraça em vez de riqueza...
O que mais pode acontecer?
Quem sabe as coisas melhorem.
Quem sabe elas piorem.
Quem sabe eu posso morrer...
Morrer em paz?
Morrer em trilos?
Morrer sem fé,
sem filhos...
Morrer, apenas desfalecer.
Cair no chão.
Chegar ao chão.
Ficar no chão.
Permanecer no chão.
Servir de adubo
Pra quem sabe virar uma árvore!
Sem frutos, mas com sombra...
Uma bela árvore,
Um lindo pôr-do-sol!
Sendo constantemente abraçado,
Sendo tocado!
Sendo livre pra sentir os livres!
Sendo o que todos querem ser:
Lembranças para os que aqui estiveram.
Ah...
Não posso ser uma árvore,
Eu demoraria muito pra crescer!
Tenho que ser algo mais rápido...
Tipo...
Sem tipos...
Como se fosse...
Como se fosse alguém.
domingo, 26 de outubro de 2008
Um botão chamado flor...
Venho por meio desta,
Por vias lacrimais,
Buscar duma floresta
Coisas sociais.
Não que algo impeça
O pobre ser feliz
De ser, por meio desta,
Ser o que se quis.
Porém, já há bastante;
Já há desilusão demais!
Não há em nós instantes
Só há em nós o “faz”!
Perdeu-se a poesia.
Mataram a hipocrisia!
Sumiram com o amor!
Deram a justiça
O cheiro virou mundiça
Acabaram com a dor
Como eram os bons...
Como os sons...
Como não lembro.
Quem sabe um dia,
Volte a poesia
Por vias lacrimais,
Buscar duma floresta
Coisas sociais.
Não que algo impeça
O pobre ser feliz
De ser, por meio desta,
Ser o que se quis.
Porém, já há bastante;
Já há desilusão demais!
Não há em nós instantes
Só há em nós o “faz”!
Perdeu-se a poesia.
Mataram a hipocrisia!
Sumiram com o amor!
Deram a justiça
O cheiro virou mundiça
Acabaram com a dor
Como eram os bons...
Como os sons...
Como não lembro.
Quem sabe um dia,
Volte a poesia
E com ela o amor.
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