quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Bio-tipo

Será que ainda existe esperança?
Meus ídolos, todos, morreram.
Meus ideais, combalidos, desfaleceram...
E eu não sou mais criança.
A onda perdeu altura e beleza.
De tsunami virou marola.
As promessas, dos tempos de escola,
Viraram desgraça em vez de riqueza...
O que mais pode acontecer?
Quem sabe as coisas melhorem.
Quem sabe elas piorem.
Quem sabe eu posso morrer...
Morrer em paz?
Morrer em trilos?
Morrer sem fé,
sem filhos...
Morrer, apenas desfalecer.
Cair no chão.
Chegar ao chão.
Ficar no chão.
Permanecer no chão.
Servir de adubo
Pra quem sabe virar uma árvore!
Sem frutos, mas com sombra...
Uma bela árvore,
Um lindo pôr-do-sol!
Sendo constantemente abraçado,
Sendo tocado!
Sendo livre pra sentir os livres!
Sendo o que todos querem ser:
Lembranças para os que aqui estiveram.
Ah...
Não posso ser uma árvore,
Eu demoraria muito pra crescer!
Tenho que ser algo mais rápido...
Tipo...
Sem tipos...
Como se fosse...
Como se fosse alguém.

domingo, 26 de outubro de 2008

Um botão chamado flor...

Venho por meio desta,
Por vias lacrimais,
Buscar duma floresta
Coisas sociais.

Não que algo impeça
O pobre ser feliz
De ser, por meio desta,
Ser o que se quis.

Porém, já há bastante;
Já há desilusão demais!
Não há em nós instantes
Só há em nós o “faz”!

Perdeu-se a poesia.
Mataram a hipocrisia!
Sumiram com o amor!

Deram a justiça
O cheiro virou mundiça
Acabaram com a dor

Como eram os bons...
Como os sons...
Como não lembro.

Quem sabe um dia,
Volte a poesia
E com ela o amor.

domingo, 19 de outubro de 2008

Aqui e ali.

Será que passou passado,
E que o atrás foi deixado?
Um dia esquecido,
A ser, um beijo roubado...
Estremecido ou estagnado;
Aplaudido, ou humilhado;
Resquício ou completo;
Perdido ou repleto;
Que será que foi tudo isso?
Meus passos desmedidos
Por quem me foi ritmo;
Um ritmo do coração!
Um abalo de improvisos
Pelos cantos caídos!
Sem ser aplaudido,
Com as cortinas a serem baixadas.
Meu amor reprimido e inconstante
Por coisas do passado
Faz-me lembrar dos resquícios
E dos seus grandes pedaços.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

DNA's


Disseram que eu era feio
e que não tinha vaidade.
talvez pela pouca idade
mas nisso não creio.

Depois veio o insulto,
o plágio e o devaneio;
criado por mim: o receio...
uma fuga da socedade.

Como se pra caminhar, pedisse!
Como se pra respirar, pagasse!
torno-me de forma lenta...

Olho-me calmamente,
e vejo que sou igual a todos
os que se chamam de gente.

domingo, 21 de setembro de 2008

O vai ou racha!



Meu deus, de fatos ligantes,

vivo apregoado a ti por meio desta:

prezado azul, como o que me resta.

sou cego em perceber os dotes;

colher as frestas

e dançar na terra.

mas como poderei vencer?

tu vês que sou desapercebido,

na multidão que nos consola!

corro; passeio; jogo bola;

me faço... de morto!

(um monstro nesse ex-quisito)

construo mentiras; faço paredes.

embalo-me com sonhos (pra rimar)

em redes e redes!

não lembro de ti,

como escondo de todos

sou peça e me peça

que te dou meu amor.

senhor, venho por meio desta

pedir por meus fatos

suprir meus descasos,

cair na cadeira,

sem rever os fatos,

e contar as esmolas que hoje recebi.

quem entende o que digo?

apenas o senhor.

o senhor entende?

assim espero,

pois ja que me quero

ir longe, à passadas.

subir as escadas e nada encontrar,

constrange os fiéis

sem que possam voltar.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

quinta-feira, 5 de junho de 2008

segunda-feira, 19 de maio de 2008

DNA
onde se colocar um amor:
se joga fora,
o manda embora?
lhe diz que não cabe
a porta não abre
do coração ao amor?
e o olhar onde fica:
os olhos se fecha?
mas o olhar é flexa
é ausente de dor!
é tão curto,
ao contrário do amor!
desnecessário escrever
o que se pode imaginar:
o olhar ,o amor se joga fora...
pouco embora,
a dor, não dá...

sábado, 8 de março de 2008

MY WAY

o que seria do mundo sem sorriso?
o que faria o mundo sem motivos
para fazer tudo no improviso
e do improviso seu aviso:
que não há mais tempo para o frio
calculo de nossas mentes diminutas,
pois mais insipidas que as aguas de um rio
segue vossa mente e suas condutas!
sempre pautadas pelo trilho correto
pelo asfalto e o concreto
entre o real e o abstrato...
que um dia venha se ater a um fato:
não houve ninguém mais chato
que esse vosso amigo eu.

quinta-feira, 6 de março de 2008

vai!!!!!!!....

Distante, bem perto daqui, num outro ser,
pousa e repousa, incesantemente um ladrilho;
colocado retirado colocado posto nos trilhos
um dia será, assim diz, um dia será você.

ele ainda que meio robusto tem seus dias de leveza
tem cinco dias de astúcia, benevolência e atitude
provido de estações ímpares que com destreza
se arrastam de mãos dadas até a sua separação.

poderia ser de um belo pesadelo ou dum insano sono
a começar de se estar só e de só quer estar
sendo-se tão perto e tão perto que nem se vê ao trono
de sua vida e que vida ele pode se dar?

ele ainda tem-se, e o que não é muito nem bastante
mas o suficiente para para que em alguns instantes
ele seja instigado a se perguntar:
quem pode me querer deste chão?
quem pode me roubar?
quem pode me dar outra vida...
e que vida essa será?
já não tenho o suficiente, e se perder o que tenho?
perderei meu empenho de só nisso ficar!
o que poso fazer, o que posso calar?
pois se só me tenho ao chão
em nada menos posso errar.